Trabalhadores da Cootacar precisam de doações

Os trabalhadores da Cootacar (Cooperativa dos Catadores de Recicláveis de Cascavel) precisam da ajuda da população por conta da baixa arrecadação de materiais recicláveis que ocorre desde o mês de abril.

Conforme a coordenadora da Cooperativa, Alessandra Baldin, a renda das famílias, que vem exclusivamente da coleta de recicláveis, que em média é de R$ 1.300, baixou para R$ 300 no último mês. “Quem tirou mais conseguiu R$ 500 para passar o mês, mas das 60 pessoas que trabalham aqui, 70% delas conseguiram apenas R$ 300”, relata.

O que causou a queda na arrecadação das famílias foi a má ou nenhuma separação de lixo reciclável feito em Cascavel. Muitos cooperados chegam para trabalhar e não há o que separar devido a falta de comprometimento e consciência ambiental da população. Conforme Alessandra, somente 5% dos cascavelenses tem o hábito de separar os resíduos orgânicos dos recicláveis. O ideal é de que sejam recolhidas até 180 toneladas por mês, mas desde abril este número não passou de 70 toneladas.

Dona Josefa Chagas conta que nunca passou por um momento tão difícil como este. “Falta material pra gente trabalhar. Esse mês consegui apenas R$ 350 de salário”, diz. A trabalhadora, que ajuda outras duas pessoas da família com as despesas de casa, recebia, em meses anteriores, até R$ 1,5 mil.

Além disso, o caminhão utilizado para coletar os materiais quebrou, o que gerou uma despesa inesperada de mais de R$ 4 mil, que é paga pelos próprios catadores. “Mas se muitos até ficaram sem salário esse mês, como é que vão pagar o conserto do caminhão?”, indaga Alessandra. Sem o veículo, que deve ficar pronto nesta semana, os catadores estão há dez dias sem poder recolher os materiais. O

SOLIDARIEDADE

Uma campanha de arrecadação de alimentos foi organizada por Alessandra para que as famílias que receberam pouco ou nada de salário, possam passar o mês. Quem quiser ajudar pode doar cestas básicas à Cootacar, a principal necessidade neste momento. Para entregar as doações basta ligar para (45) 99832-9201 (Alessandra) e agendar a entrega. “Assim que o caminhão estiver pronto, vamos buscar as doações”, diz a coordenadora.

 

Foto: Lorena Manarin

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