SÉRIE A: Equipes abrem mão de técnicos “medalhões”

O Campeonato Brasileiro 2017 começa neste fim de semana com apenas três das 20 equipes da Série A comandadas por treinadores que já ergueram o troféu de campeão da competição: Paulo Autuori (Atlético-PR), Abel Braga (Fluminense) e Cuca (Palmeiras). A presença menor de técnicos campeões, que se consagraram com o Botafogo em 1995, com o Fluminense em 2012 e com o Palmeiras em 2016, respectivamente, revela que os clubes, de uma forma ampla, já não apostam tanto nos chamados “medalhões”.

Outros sete treinadores que já conquistaram o Brasileirão e seguem na ativa estão desempregados: Paulo César Carpegiani (Flamengo, em 1981), Jair Picerni (Sport, em 1987), Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras, em 1993 e 94), Oswaldo Oliveira (Corinthians, em 200), Joel Santana (Vasco, em 2000), Marcelo Oliveira (Cruzeiro, em 2013 e 14) e Emerson Leão (Santos, em 2002).

NA ATIVA

No total, são 16 técnicos que já venceram o Brasileirão e seguem na ativa, mas alguns deles não tentarão novo troféu da competição neste ano: Nelsinho Baptista, vencedor com o Corinthians em 1990 e que está no Vissel Kobe, do Japão; Felipão, treinador do Grêmio campeão em 1996 e que está na China, no Guangzhou Evergrande; Tite, vitorioso com o Corinthians em 2011 e 2015, e que está com a seleção brasileira; Geninho (Atlético-PR, em 2001), que está na Série B com o ABC e Andrade (Flamengo, em 2009), que comanda o Petrolina na segunda divisão do Pernambucano.

Também campeões nacionais, Muricy Ramalho (tricampeão com o São Paulo em 2006, 2007 e 2008) virou comentarista do SporTV e Antônio Lopes (Vasco, em 1997, e Corinthians, em 2005) é coordenador do Botafogo.

Favorecimento?

Figura já conhecida nos bastidores do futebol brasileiro por ser mais do que um aficionado por tabelas de campeonatos, o engenheiro catarinense Horácio Nelson Wendel crava o Flamengo como campeão nacional em 2017. Ele, que já teve seu esforço reconhecido em algumas oportunidades, como quando foi um dos mentores nas primeiras configurações do Brasileirão por pontos corridos, em 2003, tem o hábito de apontar pontos positivos e negativos da sequência das rodadas dos principais campeonatos de País e ficou impressionado como a tabela do Brasileirão de 2017 foi feita a favor do Flamengo. “É toda feita para o Flamengo ser campeão. Um absurdo. A tabela da Serie A 2017 tem parcialidade clubística flagrante”, afirma o engenheiro, que encontrou 73 erros na tabela. Dentre os principais pontos favoráveis ao Flamengo, segundo ele, estão três sequências de jogos: jogará cinco vezes seguidas no Rio de Janeiro (da 21ª a 25ª rodada); três vezes seguidas no Rio nas rodadas 7, 8 e 9 e mais três vezes seguidas no Rio nas rodadas 11, 12 e 13; e fará 11 jogos em casa e 1 jogo fora de casa em dois períodos seguidos, de 12 rodadas.

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