Ricardo Shöpke participa de mesa redonda sobre teatro em Cascavel

Atenção artistas, estudantes e profissionais que trabalham com crianças e adolescentes! É hora de atualizar os conhecimentos e ampliar o debate sobre a arte no desenvolvimento infantojuvenil. Além dos 10 espetáculos, o 1º Festin, Festival de Teatro Infantil de Cascavel também vai promover uma mesa redonda com o tema “Teatro para infância e juventude: (R)existência frente aos processos, apreciação e difusão”. A ideia é discutir diversos pontos como o teatro no ambiente escolar, a noção de capital cultural, o uso negativo da expressão “teatrinho”, medidas para criação de um público apreciador de teatro, além dos mecanismos necessários para difundir a arte teatral.

 

O encontro está marcado para dia 28 de abril, às 16 horas, no Centro Cultural Gilberto Mayer e é organizado pela atriz Herica Veryano, que é mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), formada em Pegadogia e Artes Cênicas e dramaturga com ênfase em teatro infantojuvenil. “É uma possibilidade de propor aos participantes um parâmetro reflexivo e comparativo. Vai ser um momento de conversa, reorganização e troca entre o artista e a população de Cascavel”, comenta Herica.

 

O debate vai ser mediado por Edna Miranda, com participação especial do diretor artístico e ator da Cia Boto Vermelho, Ricardo Shöpke. A Cia, que está presente no Rio de Janeiro, na Alemanha, Portugal e Uruguai, tem 32 prêmios nacionais além de outras 32 indicações. Ricardo foi quem criou o Projeto Itinerância (atual Circuito Cultural do Banco do Brasil) e o Projeto de Mapeamento do Setor das Artes Cênicas para a Infância e Juventude no Brasil. Também foi o responsável pelo aumento de 50% de verbas para o teatro infantojuvenil no Programa Petrobras Distribuidora de Cultura. Entre tantos trabalhos e lutas para que o teatro ganhe cada vez mais espaço no país, Schöpke também é consultor, curador, gestor cultural e editor de teatro e críticas do Almanaque Virtual da UOL.

 

Ricardo foi convidado pela organização do Festin para enriquecer o debate e estimular os artistas e espectadores locais. “Vimos que seria necessário ter pessoas que pudessem dialogar sobre esse tema com propriedade. O Ricardo é peça fundamental nisso, já que a companhia dele vem trabalhando arduamente nesse segmento e desenvolve com muita maestria espetáculos que dialogam com o universo da criança sem ser demasiadamente infantilizados. Antes de conhecer o Ricardo, o que era feito nos meios que eu circulava tinha uma estética muito diferente, tudo muito inspirado em Disney. E ele mudou minha concepção de teatro para infância”, elogia Herica.

 

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