Presos da Penitenciária Industrial de Cascavel participam de curso técnico

A Penitenciária Industrial de Cascavel está promovendo um curso profissionalizante de panificação para os detentos. Com ajuda do Conselho da Comunidade da cidade, que fornece todo o material necessário para a produção (farinha, fermento, sal, óleo, produtos limpeza, produtos higiene, vestimenta, utensílios e manutenção de equipamentos de panificação), os presos fazem a preparação de pães, bolos, esfirras e tortas. A penitenciária cuida da distribuição.

De acordo com o diretor da unidade, Valdecir Glalik, um grupo de seis a sete conseguirem um trabalho na área quando forem liberados. “Já foram profissionalizados em torno de 120 presos, muitos já saíram e estão trabalhando. O projeto trouxe interesse para montar o próprio negócio ou se tornar um panificador”, afirmou.

Com o apoio do Senai e do Senac, além de o projeto buscar elevar a autoestima dos detentos, ajudar ocupação do tempo, na profissionalização e no conhecimento de forma geral, ele pode colaborar com a redução de pena dos encarcerados: a cada três dias trabalhados, o preso ganha um dia de remição do total a ser cumprido.

OPORTUNIDADE

“A maioria dos egressos não sai com curso de formação específica e a grande dificuldade está nisso. Os presos não encontram oportunidade e retornam para o crime. Por meio desse projeto, eles ganham capacitação e um espaço no mercado de trabalho”, contou o presidente do Conselho da Comunidade, Jair Oliveira. Segundo ele, um dos objetivos do Conselho é prestar atendimento para os presos por meio de cursos e convênios.

O projeto, que funciona na Penitenciária desde agosto de 2015, produz, em média, 3.650 pães toda semana. Os pães são distribuídos para os próprios presos e também para instituições como o Hospital do Câncer, a Penitenciária Estadual de Cascavel, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná e creches da região, que devem ir até o local para buscar os alimentos.

Deixe uma resposta