Pelo ar: Operação da FAB em Cascavel durará um ano

Combater o tráfico internacional de drogas, principalmente com o uso de aeronaves. Esse é o principal objetivo da Operação Ostium, desencadeada em fevereiro e que deve durar até um ano em todo país. Em Cascavel, além de Foz do Iguaçu e Dourados (MS) foram instalados pontos base em que ficarão as aeronaves utilizadas pela FAB (Força Aérea Brasileira).

Ontem, o major brigadeiro Ricardo Cesar Magrich, chefe do Estado Maior Conjunto das operações da FAB na fronteira, foi recepcionado pelo prefeito Leonaldo Paranhos e reafirmou a parceria entre Cascavel e a FAB. O major veio para fazer uma inspeção de rotina da operação que abrange a fronteira do Brasil com o Paraguai, Bolívia e Argentina. “Cascavel é região estratégica devido a estrutura aeroportuária. A meta é levar a zero o índice de ilícitos transnacionais por via aérea”, detalhou Mangrich.

Conforme Paranhos, a operação reforça a segurança pública não só em Cascavel, mas em toda região. “É um trabalho de inteligência e sigiloso, com foco principalmente no narcotráfico”.

A operação, que envolve mais de seis mil homens, sendo 80 só em Cascavel, busca identificar voos irregulares que adentram em território nacional. Na base de Cascavel estão três caças Tucano e um um helicóptero Blackhawk, de fabricação americana e bastante utilizado pela Marinha dos Estados Unidos em conflitos armados recentes.

A previsão, conforme o major, é de que a operação se estenda até dezembro. “O feedback dos órgãos envolvidos é positivo. Nos últimos dias já sentimos que o transporte de drogas por via aérea zerou. Normalmente se observa nos radares da Força Aérea um ou outro movimento apenas”.

Já em Chapecó (SC) e Corumbá (MS) devem ser instalados radares móveis, para dar apoio a ações desenvolvidas pelo governo federal.

Entre as aeronaves que são utilizadas estão o caça A-29 Super Tucano, helicópteros H-60 Black Hawk e AH-2, aviões-radar E-99, aeronaves de reconhecimento R-35A e RA-1, e ARP (Aeronaves Remotamente Pilotadas) RQ-450.

Contrabando

Um levantamento feito pelo Idesf (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras), divulgado ontem em Foz do Iguaçu durante uma campanha nacional de combate ao contrabando, apontou que anualmente o Brasil deixa de arrecadar R$ 130 bilhões. Os números levam em conta os empregos que deixam de ser gerados, os impostos que não são recolhidos e a perda de competitividade do país no mercado internacional.

O principal produto é o cigarro, que somente no ano passado teve prejuízo de mais de R$ 6 bilhões, equivale a 67% de tudo o que é contrabandeado. Segundo o Idesf, 40% de tudo o que é contrabandeado do Paraguai 40% “entra” por Foz do Iguaçu e Guaíra.

E pior ainda, além do contrabando de cigarros e mercadorias, as duas cidades do Oeste são a porta de entrada para outros crimes como tráfico de drogas e armas.

 

 

Deixe uma resposta