O que sai de Cascavel: Ásia consome mais de 50% das exportações

Reportagem: Marina Kessler

A balança comercial de Cascavel fechou mais uma vez com saldo positivo. O resultado das exportações menos as importações no primeiro trimestre do ano apontou um superávit de US$ 30.584.860, conforme dados divulgados nesta semana pelo Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

De janeiro a março, o município exportou US$ 81.282.248, montante 2,95% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando as exportações fecharam em US$ 83.750.146.

Lideradas pelo comércio de carnes e miudezas de aves, que representam 43,1% de tudo que sai de Cascavel, as exportações cascavelenses têm como principal destino os países asiáticos, com destaque para a China. Somente na Ásia, o faturamento dos últimos três meses chegou a US$ 42.318.548 e responde por 52,06% do comércio externo.

Os países latino-americanos também estão na lista dos maiores compradores e ocupam a segunda colocação no ranking. No trimestre, foram mais de US$ 15 milhões. Em seguida estão o Oriente Médio (US$ 13,3 milhões) e a União Europeia (US$ 5,3 milhões).

EM ALTA

Ao contrário das exportações, Cascavel mantém, desde janeiro, alta nas importações. Até março, foram importados US$ 50.697.388, um acréscimo de 44,05% ante os resultados do ano anterior, de US$ 35 milhões.

Continuam no topo das importações os tiocompostos orgânicos, adubos minerais ou químicos e trigo. Neste caso, os principais fornecedores são a Bélgica, China, Paraguai, Estados Unidos e Marrocos.

Soja

Com produção de 2,1 milhões de toneladas de soja na safra 2016/17, a oleaginosa foi o segundo produto mais exportado em Cascavel. Segundo o Mdic, o volume financeiro no trimestre foi de US$ 22.487.502, total que é 27,6% maior do que no primeiro trimestre de 2016.

 

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