Novo capítulo: Justiça determina leilão do antigo Santa Catarina

Está marcado para o dia 13 de março, às 14h, o leilão de 65% do prédio e equipamentos do Hospital Jiácomo Lunardelli, antigo Santa Catarina. O valor do prédio, que possui mais de 5,2 mil metros quadrados está avaliado em R$ 4.595.500; dos equipamentos cirúrgicos e raio-x  avaliado em R$ 279.873 e do mobiliário e demais equipamentos em R$ 28,9 mil, totalizando R$ 4.904.273.

De acordo com o processo, que tramita no Tribunal de Justiça do Paraná, a Massa Falida do Hospital Santa Catarina pertence a Aurélio Regasso, Daysy Maria Kaled Regasso, João Tales de Lara Manoel (espólio) e Carnmen Lúcia Manoel. Dentre os credores estão a White Martins Gases Industriais, cujo processo foi julgado ainda em 2011. Todo processo tramita na 5ª Vara Cível de Cascavel.

Caso não haja habilitados para a primeira convocação do leilão, a segunda data já está definida para o dia 24 de março, no mesmo horário. Os interessados em adquirir o imóvel e equipamentos poderão optar pelo pagamento à vista ou ainda parcelar com 25% de entrada e o restante em até 30 meses.

Porém, além das questões judiciais e trabalhistas que se arrastam há anos envolvendo o hospital, a unidade de saúde era vista pela população como uma “saída” para a superlotação do leitos do SUS (Sistema Único de saúde) não só em Cascavel, mas em toda região. Há três anos a então direção do hospital anunciou para fevereiro de 2014 a retomada nos atendimentos e o Governo Federal e do Estado já havia sinalizado o interesse em manter uma parceria para os atendimentos. Mas ao longo desses 36 meses, toda a estrutura está parada e sendo usadas apenas para atendimentos do SAS (Sistema de Assistência a Saúde) do Governo do Estado do Paraná. Cabe ressaltar que, em 2015, nove leitos pelo SUS haviam sido liberados e ainda havia a previsão de pelo menos 20 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

A reportagem do Hoje entrou em contato com o diretor da 10ª Regional de Saúde, Miroslau Bailak, questionando a respeito do leilão do imóvel e equipamentos. Miroslau disse não estar sabendo do leilão. “Ele está credenciado pelo SUS, mas está fechado. O governo já sinalizou o interesse em comprar os serviços disponibilizados, se caso ele abrir algum dia”.

Em relação ao atendimento de consultas do SAS, que teve parte transferida para o Hospital Jiácomo Lunardelli, Miroslau disse que isso cabe à Secretaria de Administração do Paraná, mas que acredita que o Hospital Nossa Senhora da Salete, que é credenciado para o atendimento, supre a necessidade dos servidores do Estado.

Tissiane Merlak

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