No trimestre: Furtos e roubos deixam oito vítimas por dia

Você já imaginou, depois de um dia cansativo de trabalho, chegar em casa e encontrar tudo revirado? Pior ainda, ter um bandido armado te esperando para levar seu carro, joias, dinheiro, eletrônicos? Ou ainda, trabalhar duro para conseguir ter um comércio e ver todo seu lucro levado por marginais? Pois é. Essa é a realidade de pelo menos oito pessoas por dia em Cascavel.

Os números, repassados pela Polícia Militar são referentes aos registros de roubos e furtos, tanto simples quanto qualificados, praticados somente no primeiro trimestre deste ano no município.

De janeiro a março deste ano foram 289 roubos e 480 arrombamentos. Levando-se em conta que foram 90 dias, se divididos os números foram três assaltos e cinco furtos por dia.

No caso dos roubos, os principais tipos de estabelecimentos comerciais escolhidos pelos criminosos são os postos de combustíveis e padarias. São locais que, conforme a polícia há uma grande circulação de pessoas e, principalmente, de dinheiro.

Já em relação aos furtos qualificados, aqueles em que há certa dificuldade dos criminosos (como, por exemplo, estourar uma vitrine, uma porta), as lojas de roupas e calçados têm sido, nos últimos dias, as preferidas.

Porém, apesar de assustar quando se fala em dados diários, os números de 2017 são menores do que os registrados no mesmo período do ano passado. De acordo com as estatísticas da PM, em 2016 foram registrados 295 roubos e 579 furtos, entre simples e qualificados.

No comparativo entre os dois trimestres, o número de assaltos em Cascavel caiu 2% e os arrombamentos, mais de 17%.

Mas apesar da queda, muitas pessoas ainda deixam de fazer o registro na polícia. É o caso de um comerciante do Bairro Cancelli. O homem, que preferiu não se identificar, disse que criminosos entraram pela janela, levando diversos pertences. “Quando eu percebi, chamei a polícia e eles não vieram. No dia seguinte, como perceberam que era fácil ou que não tiveram nenhum tipo de punição, os bandidos voltaram e levaram o restante das coisas”.

Em outro bairro, no Tropical, os vizinhos resolveram se unir, para “cuidar das casas”. “Em cerca de uma semana seis casas de um quarteirão foram arrombadas. Acreditamos que sejam os mesmos bandidos, porque já conhecem a rotina dos moradores”, disse uma empresária que teve eletrônicos, joias e dinheiro levados há alguns dias.

Latrocínios

Um dos pontos preocupantes quando se trata de assaltos é, sem dúvidas, o risco de um latrocínio. Em Cascavel, este ano, três pessoas perderam a vida durante roubos, dois deles inclusive envolvendo policiais.

O primeiro caso de latrocínio aconteceu no dia 15 de janeiro, na casa do policial militar aposentado Venilson Fonseca Dutra, de 53 anos. Ele estava com a família, no Bairro Tropical, quando bandidos armados renderam todos. O homem reagiu, atirou em um dos assaltantes, e o PM acabou morto. Um dos envolvidos foi morto, em confronto com a polícia, na tarde do dia seguinte. Os demais foram presos.

O segundo latrocínio aconteceu cinco dias depois, no Parque São Paulo. O policial militar da ativa, Anderson Pelegrini, estava em uma tabacaria quando criminosos chegaram para assaltar, tomaram a arma de Pelegrini, e atiraram no PM. Dias depois, em Foz do Iguaçu, os assaltantes morreram também em confronto com a polícia.

A terceira vítima de latrocínio foi o empresário Arnaldo Ribas, de 60 anos. Ele chegava em casa quando foi rendido pelos assaltantes que queriam roubar seu carro. No momento em que ele tentava abrir o portão, eles atiraram. Depois de investigações do GDE (Grupo de Diligências Policiais), os acusados foram presos.

Reportagem: Tissiane Merlak

 

 

 

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