Migração de pacientes: Aumento de 17% nas consultas em Upas

Reportagem: Romulo Grigoli

Fotos: Lorena manarin

No primeiro quadrimestre deste ano houve um amento de 17% nos atendimentos nas UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) de Cascavel. De 54.710 consultas médicas realizadas nos primeiros quatro meses de 2016, o número subiu para 66.212 no mesmo período deste ano.

A demanda nesses locais é motivo de reclamações da população por conta da demora pelos atendimentos. No entanto, a Secretaria de Saúde avalia que a maior parte dos casos poderia ser resolvida se pacientes buscassem as UBS (Unidades Básicas de Saúde).

“Percebemos uma migração importante das consultas da atenção primária para as UPAs. Diante disso, a atual gestão tem trabalhado em várias frentes com o objetivo de reverter esse quadro, já que na atenção primária pode-se resolver até 85% dos problemas de saúde”, afirma o secretária de Saúde, Rubens Griep.

Na atenção primári,  durante o primeiro quadrimestre do ano passado, foram realizadas 101.053 consultas médicas e, em 2017, no mesmo período, 90.157, o que representa uma diminuição de 10% no número de atendimentos entre um ano e outro.

De acordo com parâmetros médicos assistenciais preconizados pelo Ministério da Saúde, 73% das consultas médicas devem ser realizadas na atenção primária, 15% na atenção especializada e 12% na urgência e emergência.

Na prática, entretanto, isso ocorre de maneira inversa em Cascavel. “A atenção primária deveria ter feito cerca de 136 mil consultas médicas, no entanto fez um pouco mais de 90 mil. Já nas UPAs, os números refletem o contrário, deveríamos oferecer cerca de 22.300 consultas e realizamos no quadrimestre 66.212”, avalia o secretário de Saúde.

Na atenção especializada, o secretário acrescenta que também houve mais atendimentos do que o preconizado. “Deveríamos realizar cerca de 28 mil atendimentos, mas foram 29.816 consultas na rede”.

A dificuldade para o agendamento de consultas é relatada entre a população. “Considerando que boa parte da atenção especializada é gerenciada pelo Cisop [Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná], nosso objetivo é evoluir no sentido de resolver essa questão”, justifica Griep.

Desafio      

O Município tem como desafio avançar na atenção primária. Apesar da necessidade de ampliação dos atendimentos pelas UBSs, como forma de desafogar as UPAs, o secretário considera que as consultas nas unidades básicas têm cumprido com a sua finalidade.

“Se compararmos o indicador de internação por condições sensíveis à atenção primária, entre os municípios da 10ª Regional de Saúde, Cascavel é o 6º que menos interna”, diz ele ao ressaltar que a maioria das demais cidades tem cobertura superior a 100% pela saúde da família e que, mesmo assim, estão atrás de Cascavel.

Saúde em números

Somente em consultas médicas, a Secretaria de Saúde já registrou em 2017 um total de 186.386 atendimentos, com um média de 46.596 consultas mensais, sendo mais de 66 mil nas UPAs, mais 90 mil nas unidades de saúde (atenção primária), 11 mil em unidades de atenção especializadas e mais de 18 mil por meio do Cisop.

Também foram contabilizadas dez mil visitas do Paid; mais de 200 exames laboratoriais, cerca de 65 mil procedimentos odontológicos e 50 mil atendimentos nas  farmácias básicas.

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