Funcionalismo público: Quem fizer greve terá dia descontado na folha

Uma greve geral de trabalhadores foi convocada por nove centrais sindicais para esta sexta-feira em todo o País para protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária. Manifestações estão programadas principalmente para as médias e grandes cidades brasileiras num último esforço para pressionar o Congresso a resistir a uma série de mudanças propostas pelo Palácio do Planalto.

O êxito dessa iniciativa, no entanto, pode ser comprometido por conta de uma decisão de outubro do STF (Supremo Tribunal Federal), interpretando que os servidores públicos têm direito à greve, mas que os dias de paralisação precisam ser descontados em folha.

No caso do Governo do Paraná, o secretário Valdir Rossoni afirmou ontem que a determinação é para que haja expediente normal em todas as repartições públicas hoje inclusive com a manutenção do horário de aulas em todas as escolas da rede estadual.

“Os paranaenses não suportam mais tantas greves. É preciso entender que o dinheiro utilizado para pagar o salário do funcionalismo vem do suor da população, por meio dos impostos. Não é do governador ou meu”, declarou o chefe da Casa Civil, alertando que os funcionários que faltarem ao trabalho terão o dia descontado da folha de pagamento. “Estamos abertos a negociações, mas greve não acrescenta nada à sociedade paranaense. E quem não trabalha não recebe”, reforçou.

EDUCAÇÃO

Valdir Rossoni também tranquilizou os pais, garantindo que nenhum aluno terá o ano letivo prejudicado, mesmo que parte do magistério deixe de trabalhar para participar de protestos. “O Estado cumpre a lei: ano letivo vai ter 800 horas/aula. É direito do aluno. Se os estatutários não quiserem fazer a reposição, vamos cobrir com os professores do Processo Seletivo Simplificado”, garantiu.

GOVERNO FEDERAL

No âmbito federal, o presidente Michel Temer deixou claro que cortará o ponto de todos os servidores que faltarem ao trabalho para aderir à greve geral desta sexta-feira. O Palácio do Planalto fez questão de distribuir comunicado informando que não haverá ponto facultativo em nenhum órgão público.

EM CASCAVEL

Em Cascavel, as únicas categorias que confirmaram paralisação são as dos professores e servidores da Unioeste, que não terá aulas hoje. Vários ônibus serão disponibilizados para levar todos até o Calçadão da Avenida Brasil, onde um ato público será realizado das 10h às 12h. As escolas da rede estadual de ensino também deverão ser atingidas, mas apenas parcialmente, o mesmo ocorrendo com o transporte coletivo e outros setores.

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