Fronteira é fiscalizada em duas operações simultâneas

Aumentar a fiscalização, combater o tráfico de drogas, armas, o contrabando e o descaminho e ainda reforçar a segurança no espaço aéreo brasileiro. Esses são apenas alguns dos objetivos de duas operações que estão sendo desenvolvidas quase que simultaneamente na região Oeste do Estado.

A primeira, a Operação Ostium, foi desencadeada na semana passada pela FAB (Força Aérea Brasileira) na fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai, principais rotas do narcotráfico. Com a ação, a FAB pretende coibir os voos irregulares que transportam, principalmente, cocaína para o Brasil.

A operação, conforme a assessoria de imprensa da FAB, deve prosseguir até o fim do ano. Em Cascavel e Foz do Iguaçu, assim como em Dourados (MS) foram instalados pontos base em que ficam as aeronaves que estão sendo utilizadas. Já em Chapecó (SC) e Corumbá (MS) devem ser instalados radares móveis, para dar apoio a ações desenvolvidas pelo governo federal.

Dentre as aeronaves que estão sendo utilizadas estão o caça A-29 Super Tucano, helicópteros H-60 Black Hawk e AH-2, aviões-radar E-99, aeronaves de reconhecimento R-35A e RA-1, e ARP (Aeronaves Remotamente Pilotadas) RQ-450.

Além das aeronaves, militares de todo o País que estão dando apoio a atuação, outro promovem a segurança dos equipamentos que estão sendo utilizados.

Já a Polícia Militar do Paraná, com as equipes do BPFron (Batalhão de Polícia de Fronteira), está desenvolvendo na fronteira com o Paraguai, pelo Rio Paraná, a Operação Fronteira Blindada, em parceria com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), PF (Polícia Federal), Polícia Civil e Receita Federal.

A fiscalização ocorre de forma simultânea em todo espaço aéreo, com o apoio da aeronave da Casa Militar e também por terra. A intenção é fechar o cerco aos contrabandistas e traficantes na região Oeste e destruir portos clandestinos, constantemente usados para o tráfico de drogas, armas, contrabando de cigarros e mercadorias vindos do Paraguai.

Procedimentos

Com relação à Operação Ostium, desenvolvida pela FAB (Força Aérea Brasileira) existe uma sequência de procedimentos a ser seguida pelo piloto durante a interceptação de uma aeronave suspeita. À medida que o outro piloto descumpre as abordagens, ele vai avançando na escala. Conforme o CBA (Código Brasileiro de Aeronáutica), em seu artigo 303, existe a possibilidade de aplicação da medida de destruição de aeronaves voando no espaço aéreo brasileiro. Cabe destacar que ela poderá ser feita depois de esgotadas todas as medidas coercitivas, para obrigar o piloto a efetuar o pouso.

 

Deixe uma resposta