|Estrutura em Centro de Vivência do Sanga Funda é demolida

O prefeito Leonaldo Paranhos, acompanhado do vice-prefeito e secretário de Obras, Jorge Lange, e os secretários Fernando Dillenburg (Planejamento), Juarez Berté (Meio Ambiente) e José Carlos da Costa (Assuntos Comunitários/Defesa Civil), esteve no Centro de Vivência localizado na Rua Leonardo Da Vinci, no Sanga Funda, para promover a demolição do painel, cuja estrutura já frágil, executada em 2011, já apresentava uma parte derrubada. Foi a primeira de pelo menos quatro demolições previstas, para evitar que se repitam incidentes como o de domingo (11) no Floresta, quando uma criança perdeu a vida quando uma dessas estruturas desmoronou.

Paranhos explicou que a demolição foi determinada como “medida de segurança”. “A determinação para demolir todas essas estruturas é urgente, já que não têm nenhuma condição de continuar como estão e a qualquer momento podem cair e assim evitamos um novo acidente”, disse o prefeito, relatando que crianças que estavam no local quando a comitiva chegou.  De tão frágil, nem foi preciso o uso da máquina para a derrubada. “Com as mãos derrubamos tudo. Mesmo antes de saírem os laudos é muito fácil perceber que os pilares não tinham sustentação, os ferros usados têm uma bitola muito inferior àquilo que está previsto no cálculo do projeto, então é realmente é um crime que se cometeu e temos que rapidamente demolir todos estes espaços”.
“Arapuca”
Paranhos lamentou, mais uma vez que espaços públicos nestas condições tenham sido colocados à disposição da população, sendo transformados em “verdadeiras arapucas” e “isso vai de encontro ao que tenho dito sempre que precisamos fiscalizar, suspender pagamentos, fazer com os nossos fiscais acompanhem as obras e a população também, ao ver uma obra que está sendo feita, cobre e denuncie. Chega de serviço mal feito, chega de coisas que a Prefeitura coloca à disposição da população que não é aquilo que foi contratado”.
“Basta”
“Lá no Guarujá a informação que chega é que às vezes tem cinco ou seis crianças brincando numa estrutura como esta. Então é um milagre que não tenha acontecido uma tragédia ainda maior. Mas, esse prejuízo que acontece e é irrecuperável, que é a morte de uma criança, tem que servir como um balizador. Temos que dar um basta. Não é possível que empresários queiram ganhar um trocos a mais manipulando licitações, fazendo serviços de baixa qualidade como se as pessoas fossem objetos de brincadeira. Chega”, disse Paranhos.
O prefeito garantiu que todas as providências administrativas estão sendo tomadas e disse esperar que “a Justiça faça a sua parte, agindo rapidamente porque já está praticamente constatado que a obra foi mal feita. Que a Justiça possa agir rapidamente contra as pessoas que cometeram esse grande crime que aconteceu, lamentavelmente, em Cascavel”.
O vice-prefeito Jorge Lange, disse também que todo o levantamento que está sendo feito pela comissão será encaminhado o Ministério Público para que efetivamente as pessoas sejam “responsabilizadas e respondam por estas obras que representam um grande risco à população e provocaram essa grande tragédia”.
“Falsa fonte”
Além de toda fragilidade da obra e irregularidades que os laudos técnicos devem comprovar, no Centro de Vivência do Sanga Funda uma outra irregularidade foi constada pelo prefeito Leonaldo Paranhos e a comissão. “Toda essa estrutura foi projetada para preservação de uma nascente. E aqui não tem nenhuma nascente”, relatou o prefeito. Segundo ele, existe um rio que corre nas imediações e “uma mangueira preta que passa por baixo da via e leva a água como se existisse uma nascente: uma mentira, uma agressão, um prejuízo e um crime que foi cometido em Cascavel”.
Demolições
Nesta quarta-feira (14), os trabalhos de demolição das frágeis estruturas dos Centros de Vivência começam às 9h,  na estrutura localizada no Brasília, na Rua Vinicius de Moraes, obra que foi edificada pela Battisti & Colpo Ltda ME, com contrato no valor de R$ 66.565,48. Na sequência a comissão segue para o Centro de Vivência localizado na Rua Europa, esquina com Rua Haiti, edificada pela Monumental Construtora de Obras, pelo valor de R$ 74.411,94.
Texto: Secom
Foto: Lorena Manarin

Deixe uma resposta