Em reais: Financiamento agrícola cresce 25% em meia década

Reportagem: Juliet Manfrin

Fotos: Lorena Manarin

 

O produtor Leomar Krass não teria feito metade das ações que tinha para fazer em sua propriedade se não tivesse feito financiamentos agrícolas para custeios e investimentos. Nos últimos três anos foram quatro contratos assinados e ele não se arrepende. Além de conseguir juros que cabem no bolso, pôde potencializar a produção e diversificar a propriedade.

Mas alguns produtores têm andando na contramão deste processo, principalmente quando o assunto são os investimentos quanto ao número de contratos assinados. Já os recursos nesta modalidade foram os que mais cresceram em meia década.

Quanto ao saldo total de contratos firmados entre produtores e agências bancárias, houve recuo de 2% nos últimos cinco anos em Cascavel. Segundo dados do Banco Central do Brasil, em 2011 2.541 transações foram assinadas no município e no ano passado foram 2.481.

Por outro lado, o volume financeiro tomado emprestado cresceu 23%, saltando de R$ 357.513.041,44 para R$ 438.101.187,98 no mesmo período. Neste caso, se considera o valor dos financiamentos concedidos por instituições financeiras públicas e privadas, pertencentes ao SNCR (Sistema Nacional de Crédito Rural), a produtores e cooperativas de produtores, para fins de custeio, investimento e comercialização nas atividades agrícolas.

 

Custeio, investimentos e comercialização

 

Do total de convênios firmados em 2011, 1.970 foram para custeio, ou seja, para arcar com as despesas da própria produção, neste caso do plantio e preparo da terra. Em 2016 foram 2.091, representando no período um aumento de 6% nesta modalidade de contratação.

Isso revela que o produtor ficou mais acanhado em tomar empréstimos para investimentos que no total de negociações eles recuaram 8% no período, baixando de 342 documentos para 315.

Os valores emprestados para o custeio em 2011 chegaram a R$ 153.774.383,67 e em 2016 foram R$ 259.933.525,19, aumento no período de 69%.

Já os recursos tomados pelos produtores para investimentos saltaram de R$ 39.490.224,42 para R$ 105.424.338,74, aumento de 167%.

Os empréstimos objetivando a comercialização chegaram há cinco anos a 229 contratos assinados que juntos somaram R$ 164.248.433,35. Em 2016 foram 75 e recursos no valor de R$ 72.743.324,05.

 

Valor por contrato

O valor médio de recursos contratado cresceu 26% em cinco anos. Em 2011 cada transação correspondia, em média, a R$ 140.697,77 e no ano passado eram R$ 176.582,50.

Os contratos para custeio saltaram de R$ 78.058,06 para R$ 124.310,629. Os de investimentos saíram de R$                                                                                      115.468,49 chegando a R$ 334.680,44 no ano passado.

Enquanto isso, os pactos para comercialização subiram de R$ 717.242,07 em 2011 para R$ 969.910,99  no ano passado.

 

Tabela

 

FINACIAMENTOS NA AGRICULTURA 2011 2016
Contratos 2.541 2.481
Valor (R$ 1,00) 357.513.041,44 438.101.187,98
Custeio – Contratos 1.970 2.091
Custeio – Valor (R$ 1,00) 153.774.383,67 259.933.525,19
Investimentos – Contratos 342 315
Investimentos – Valor (R$ 1,00) 39.490.224,42 105.424.338,74
Comercialização – Contratos 229 75
Comercialização – Valor (R$ 1,00) 164.248.433,35 72.743.324,05
Fonte: Banco Central do Brasil

 

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