Em cinco anos: Serviços empregam mais de 2,6 mil pessoas em Cascavel

Reportagem: Marina Kessler

Fotos: Lorena Manarin

Levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que entre o primeiro trimestre de 2013 a 2017 o setor de serviços foi o que mais absorveu mão de obra em Cascavel. Conforme o Caged, foram mantidas no período 2.666 vagas formais em aberto, resultado das 26.835 contratações menos as 24.169 demissões.

Em março, dado mais recente do Ministério, foram admitidas 1.565 pessoas no setor de serviços, e outras 1.448 demitidas. Mesmo assim, o saldo foi positivo, e 117 postos formais permaneceram abertos. No trimestre, o saldo geral é de 312 vagas mantidas, uma variação de 0,86% em relação ao mesmo período de 2016.

No município, outros segmentos também empregaram mais do que demitiram nos últimos cinco anos. Entre eles está a indústria da transformação, que somente em março de 2017 foi responsável pela admissão de 6.031 trabalhadores. Destes, 5.346 deixaram seus postos de trabalho, fechando o mês com um saldo de 685 formalizações. Comparativamente os primeiros trimestres de 2013 a 2017, a indústria foi o segundo setor que mais gerou empregos em Cascavel, mantendo 2.517 vagas abertas. Somente no último mês de março, a indústria da transformação manteve 201 vagas abertas, o melhor saldo entre os oito segmentos avaliados pelo Caged. Em comparação a março de 2016, as contratações no setor cresceram praticamente 30 vezes mais, já que no ano passado foram mantidos apenas sete postos formais de trabalho no município.

De acordo com o economista da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Roberto Zurcher, o aumento nas contratações na indústria é sazonal, impulsionadas principalmente pela indústria de alimentos que ainda recebe toda a produção agrícola da última safra. “Essa evolução especialmente em março é típica do período, e deve seguir até maio. De maio até outubro as admissões estacionam, mas geralmente não há queda. De novembro a fevereiro, a tendência é reduzir, ou seja, mais demissões que contratações”, explica Zurcher. O economista lembra que “embora estejamos em um nível abaixo de 2015 – somente em Cascavel foram 209 postos mantidos -, pelo menos estamos fazendo contratações tradicionais”, ressalta.

Em seguida está a construção civil, com 1.325 postos formais de trabalho em estoque, a administração pública (381), o comércio (129), os serviços industriais de utilidade pública (18) e a extrativa mineral (12). Em Cascavel, no período analisado, apenas a agropecuária demitiu mais do que contratou, gerando um saldo de -37 vagas formais disponíveis no mercado.

 

***PUXAR GRÁFICO DADOS CAGED MARÇO CASCAVEL

RETRANCA

A análise do Caged feita pelo Hoje também avalia o desempenho do município em cada trimestre. De 2013 a 2017, Cascavel manteve postos de trabalho em aberto, o que demonstra um cenário positivo na geração de empregos local.

O melhor resultado foi obtido em 2014, quando todos os setores juntos, de janeiro a março, conseguiram manter 2.522 postos em aberto. Em contrapartida, o ano de 2016, quando a instabilidade política e econômica do País estava ainda mais latente, foram mantidas apenas 16 vagas formais no trimestre.

Geração de empregos no trimestre em Cascavel

2017 1.217 vagas mantidas

2016 16

2015 1.624

2014 2.522

2013 1.657

Fonte: Caged/MTE      

Somente em março

Em Cascavel, o Caged de março foi positivo. Ao todo, 506 vagas formais foram mantidas, resultado das 4.907 contratações menos os 4.401 desligamentos. Além da indústria e do setor de serviços, o município teve bons índices na administração pública, que fechou o mês com saldo de 118 vagas mantidas, o comércio (41), os serviços industriais de utilidade pública (21) e a agropecuária (1). A construção civil foi o único segmento que fechou no vermelho, encerrando 66 vagas formais de trabalho em março. Sozinho, o setor demitiu 474 trabalhadores.

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