Depois do Amor é hoje no Teatro

Para alguns, é padrão absoluto da sensualidade feminina, beleza, graça e sofisticação. Para outros, é sinônimo de insegurança, infelicidade e tragédia. Essa é Marilyn Monroe, diva do cinema americano, que recebe homenagem no espetáculo inédito “Depois do Amor”. Protagonizado por Danielle Winits e Carolina Ferraz, a peça foi dirigida por Marília Pêra com texto de Fernando Duarte.

“Depois do Amor” é um estudo da alma feminina. Em cena, traz um dos maiores mitos da feminilidade do século XX: Marilyn Monroe, a mais absoluta encarnação do glamour, da feminilidade e da carência afetiva, e Margot, uma mulher comum. Apesar das diferenças abissais entre os dois mundos, perceptíveis de imediato, a mesma prisão às tornam próximas, a dificuldade de se afirmarem com autonomia em um mundo controlado pelos homens e a impossibilidade de encarar a vida sem afeto.

O projeto marca mais uma parceria entre o autor Fernando Duarte e Marília Pêra. Eles se conheceram nos bastidores de um teatro quando Fernando trabalhara como contrarregra e camareiro em um espetáculo dirigido por Marília. Anos depois, em 2013, a atriz dirigiu um texto do autor, intitulado “Callas”, peça que permaneceu dois anos em cartaz. Ambas as peças foram escritas como galardão à duas brilhantes artistas: “CALLAS” foi escrito para comemorar os 90 anos de Maria Callas, e “Depois do Amor” para homenagear os 90 anos de Marilyn Monroe.

O projeto também promoveu um reencontro entre Carolina Ferraz e Fernando, visto que trabalharam juntos onze anos atrás, quando ele foi contrarregra num espetáculo estrelado e produzido pela atriz.

Marilyn Monroe foi uma pessoa que superou dificuldades aparentemente intransponíveis para tornar-se não só respeitada e adorada, mas também, para muitos, a maior estrela de cinema do mundo. Embora grande parte de sua vida tenha sido dedicada a construir e manter sua carreira, Marilyn era apaixonada, em particular, pela busca à família. Buscava a estabilidade subtendida na ideia de um núcleo familiar. Infelizmente para ela, essa promessa não se cumpriu.

Talvez a verdadeira história de Marilyn gire em torno de algo que ela em seus melhores momentos possuía em abundância: a esperança! Acreditava que tudo era possível. Era muito mais que uma atriz famosa.  Foi uma alma vulnerável, um espírito generoso e um soldado corajoso na devastadora batalha com a própria mente.

“Depois do Amor” mostra que existiu uma outra Marilyn, mulher, elegante, sofisticada, muito complexa, séria, mas também, extremamente divertida e inteligente.  A Marilyn humana, a mulher por trás do mito, era bem mais fascinante.

Dizer que nenhuma outra atriz vendeu tanto quanto ela, nem começa a explicar a importância que teve para o mundo do cinema. Ainda hoje é vista nas vitrines da vida como uma referência que nunca sai de moda. No entanto, por trás do sorriso fotogênico, era uma pessoa frágil e vulnerável, tinha uma combinação de esplendor e anseio que a destacava. Longe dos holofotes, sem a maquiagem que a transformava no mito Marilyn Monroe, às vezes, passava despercebida. Era uma mulher muito simples e amada pelas pessoas de seu círculo mais próximo. E é justamente esse lado menos conhecido, o lado mais humano que o espetáculo pretende mostrar.

Cinquenta e três anos após sua morte, ainda é capaz de fascinar e inspirar. Marilyn viva promoveu um caso de amor com o mundo e, morta, provocou uma espécie de necrofilia em massa. Sim, teve e mantém a espantosa fama que tantos almejam – mas, além disso, tinha uma incrível doçura que tocava a todos.

 

O espetáculo:

Em 1962, Marilyn iniciou as filmagens de “Something’s  got to give”, seu último filme, que ficaria inacabado. Para assinar os figurinos, ela convidou o famoso estilista Jean Louis.  Nos primeiros 16 dias não apareceu no set alegando uma sucessão de enfermidades. Quando finalmente decidiu trabalhar, estava alguns quilos mais magra e foi preciso ajustar todos os vestidos. Jean enviou uma de suas assistentes a casa que Marilyn tinha acabado de comprar.

Margot Taylor, a bela assistente de Jean Louis, era uma velha conhecida de Marilyn. Conheceram-se em 1952 nos bastidores de um filme e ficaram amigas, na época, Margot era namorada de Joe DiMaggio, mas logo que conheceu Marilyn, ele se apaixonou perdidamente, rompeu com Margot e casou-se com a sexy symbol. O casamento durou apenas nove meses. Margot, perdeu o namorado e a amiga. Dez anos depois, a vida se encarregou de colocar as duas frente a frente para um acerto de contas.

Enquanto experimenta os belos vestidos, elas falam do passado, dos amores, das alegrias, lembram relatos engraçados, as aflições e vislumbram um futuro, futuro este que a Deusa do cinema não teve, já que faleceu aos trinta e seis anos.

SERVIÇO

Data: 17 de Março
Hora: 21h
Teatro Municipal de Cascavel
Ingressos à venda
Online: www.diskingressos.com.br
Pontos de Venda: Casas Ajita
Plateia: R$ 70 (inteira) // R$ 35 (meia) // R$ 49 (cartão Disk Ingressos)
Balcão: R$ 60 (inteira) // R$ 30 (meia) // R$ 42 (cartão Disk Ingressos)

 

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