Aterro sanitário: Lixo vira energia e gera economia de R$ 28 mil

A semana dedicada ao Meio Ambiente mostra que a sustentabilidade pode gerar economia. Um exemplo prático pode ser observado no aterro sanitário de Cascavel onde o lixo é transformado em energia e, com isso, há menos impacto nas contas da prefeitura.

O projeto foi implantado em dezembro do ano passado e desde o mês de janeiro apresenta bons resultados. “Conseguimos gerar 130 KW/hora de energia e isso representa uma economia de R$ 52 por hora”, explica o engenheiro da Secretaria de Meio Ambiente, Elmo Rowe Junior.

A energia surge por meio de gases que são captados em cada setor onde o lixo é depositado. “Cada área tem 16 pontos que succionam o gás. Ele passa por tubulação até chegar ao gerador que distribui a energia à companhia”, explica.

Além de garantir a energia necessária no aterro, o processo ameniza a tarifa em 16 departamentos públicos e gera uma economia em torno de R$ 28 mil. “Somente na conta de luz da Praça da Bíblia foi possível obter um desconto de aproximadamente R$ 7 mil”, ressalta o engenheiro.

Os benefícios por meio do aterro podem ser ampliados. “Temos capacidade de produzir até 300 KW/hora, mas para isso precisamos de outros dois geradores que estão entre nossas metas”, complementa Junior.

A tecnologia favorece o acompanhamento do sistema. Pelo celular há possibilidade do engenheiro acompanhar por 24 horas a potência e a tensão do gerador e, quando preciso, solicitar que técnicos resolvam algum problema.

O processo sustentável tem despertado o interesse de vários segmentos e durante a Semana do Meio Ambiente, nove visitas estão programadas no aterro sanitário. Ontem integrantes do Rotary conheceram o local.

Diariamente o aterro recebe cerca de 250 toneladas de lixo. As escavações de 80 mil a 90 mil metros cúbicos passam por preparo, incluindo membrana de Polietileno de Alta Densidade com um milímetro de espessura, compactação de solo, para que os caminhões possam transitar, e sistema de drenagem de chorume, que por fim, também passar por processo de sustentabilidade.

A previsão é que o aterro conte com mais um setor, ainda em execução. O espaço tem capacidade para recolher lixo por cerca de seis anos. O grande volume de recicláveis descartados em meio ao lixo comum é o que ocupa de forma indevida maior parte do local.

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