PREPARATIVOS
Famílias realizam a limpeza dos túmulos
Às vésperas do Dia de Finados intensifica o movimento nos
cemitérios de Cascavel. Muitos familiares realizaram reformas nos
túmulos de entes queridos, enquanto outros providenciaram a limpeza,
como é o caso da desempregada Ieda Souza, que todo o ano faz questão
de comparecer.
“Viemos aqui não só no Finados, mas ao longo do ano
também. É uma forma de guardar uma boa lembrança”,
afirma.
A desempregada Sonia dos Santos também não deixa de ir.
“O Dia de Finados é como um aniversário de alguém
muito especial. É como uma pessoa morta é lembrada”.
Muitas famílias contratam os serviços de reforma e limpeza.
Vilma de Miranda e Neiva Albuquerque trabalham juntas há anos na
limpeza de túmulos e essa época traz um reforço no
orçamento. “Trabalhamos durante o ano inteiro. Muitas famílias
nos pagam por mês para manter os túmulos limpos. Os preços
variam de R$ 10 a R$ 20. Ao longo do ano viemos cerca de três vezes
por semana e limpamos aproximadamente 20 túmulos por dia”,
explica Vilma. “Já próximo ao Dia de Finados o serviço
aumenta. Viemos praticamente todos os dias e limpamos até 40 túmulos
diariamente”, completa Neiva.
FOTOPERSONAGENS:
“É uma obrigação da gente”
Ieda Souza, desempregada
“É uma data muito importante”
Vilma de Miranda, desempregada
Comércio
Uma semana antes do Dia de Finados vários comerciantes começaram
a se instalar em frente aos cemitérios de Cascavel. O comerciante
Ataíde Cardoso vende pamonhas artesanais e há cerca de 17
anos monta sua barraca em festas, eventos e datas importantes. Desde sexta-feira
está em frente ao Cemitério Central de Cascavel. “Em
termos de vendas não acreditamos que seja muito diferente dos outros
anos, afinal, a economia não anda muito bem. Aqui é bom
porque a prefeitura faz a montagem das barracas, cede a luz, água
e a taxa de instalação é reduzida”, relata.
“Chegamos dois dias antes e vamos embora dois dias depois. É
um bom lugar, pois há um grande número de pessoas e o valor
para a instalação não é alto”, afirma
a comerciante Eva Sanches, que possui uma barraca de venda de cocadas.
O comerciante Reinaldo Amaral oferece morangos ao chocolate, pé-de-moleque,
maçãs do amor, dentre outras coisas. Está desde sábado
em frente ao Cemitério Central. “Faz seis anos que monto
a barraca aqui. Nossa expectativa é vender mais que o ano passado,
apesar de saber que o mercado anda em dificuldades. Esperamos também
que não chova no dia 2”, acrescenta.
GRAMADO
Faraco: problema pode continuar após o termino da duplicação
Mesmo com coleta diária,
lixo é despejado na PRT
Dia após dia mais lixo está sendo jogado às margens
da PRT-467, na extensão do Bairro Jardim Gramado, região
norte de Cascavel. Um morador da região, que não quis se
identificar, relata a situação: “Há cerca de
quatro anos a prefeitura dava sacos para o pessoal jogar o lixo, mas foi
por pouco tempo, até por que a maioria dos moradores não
os utilizava”.
A dona-de-casa Arlete Medeiros reforça: “É um problema
antigo. As pessoas têm preguiça de dar um fim adequado ou
não têm condições de fazê-lo. Mas falta
principalmente conscientização a elas. É desde lixo
doméstico até pneus e galhos de árvores. A prefeitura
deveria passar com um caminhão juntando tudo isso”.
O engenheiro do DER (Departamento de Estrada e Rodagem) Mario Faraco explica
que já foram feitas várias limpezas naquela região,
mas que sempre jogam mais lixo. “São inúmeras as famílias
que moram nas margens, não há como identificar quem é
ou são os responsáveis. Não podemos fazer nada também,
pois as famílias estão fora da faixa de domínio da
rodovia. Se nada for feito essa situação pode continuar
mesmo depois da duplicação da PRT ter sido concluída”,
prevê.
Faraco conta que a água servida das casas ia para a rodovia. “Era
um problema, pois estava prejudicando a terraplanagem. Então executamos
algumas ações de forma que essa água é conduzida
às bordas. Agora é feito um controle”.
“É mantida a coleta de lixo regular, como em toda a cidade,
não há motivo para as pessoas jogarem em local irregular”,
argumenta o secretário do Meio Ambiente, Leopoldo Fiewski. “Vou
enviar uma equipe para verificar a situação, mas é
importante que as pessoas que virem alguém jogando o lixo que denunciem,
liguem para a secretaria no telefone (45) 3902-1394 ou no 156”,
completa.
“Esse problema não é só ali. Realizamos a limpeza
de um local próximo ao Turisparque e logo depois já havia
lixo novamente. Buscamos a conscientização das pessoas”,
arremata.
NATAL
Lojistas estimam crescimento de 12% no faturamento
Contratação de temporários
deve aumentar em até 5%
A pouco menos de dois meses para o Natal, as lojas começam a se
preparar para as festas de fim de ano, período em que mais faturam.
Neste período quem está desempregado encontra uma possibilidade
de arrumar um emprego nas para temporários que são abertas
a partir de novembro.
Conforme o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Névio
Tesser, o incremento neste tipo de contratação deve ser
de 5%. “Esperamos também um aumento de 10% a 12% nas vendas
para este fim de ano”, acredita.
O presidente do Sindilojista (Sindicato do Comércio Varejista de
Cascavel e Região), Plínio Destro, destaca o clima entre
os lojistas: “Os comerciantes estão otimistas com a chegada
do Natal, que, conseqüentemente, abrirá vagas para a contratação
de mais pessoas”. Conforme ele, o valor estável dos produtos
fará com que muitos deixem para adquirir os presentes de Natal
próximo a data.
Outro fator importante a ser destacado segundo o presidente, é
que o valor do boi, trigo e da soja está se recuperando, “e
isso refletirá num melhor poder de compra para a região”.
De acordo com a chefe da Agência do Trabalhador, Iliane Piaia, o
maior número de contratações ocorre a partir da segunda
quinzena de novembro e “a previsão para este ano é
boa”.
CAMPANHA
Incentivos impulsionam
as vendas de fim de ano
Telmo Kottwitz, presidente da Amic (Associação das Micros
e Pequenas Empresas do Oeste), relata que a maioria dos consumidores está
com a maior parte do salário comprometida com outros gastos firmados
durante o ano e que devem ser feitas campanhas para reverter esse quadro.
Para isso, a Amic, em parceria com a CDL, Acic (Associação
Comercial e Industrial de Cascavel), Apras (Associação Paranaense
dos Supermercados) e Prefeitura de Cascavel, lança na segunda quinzena
de novembro a Campanha Natal de Luz 2006.
“Queremos incentivar o consumo dos cascavelenses, assim como das
pessoas de cidades vizinhas que vêm a Cascavel”, destaca.
“Queremos um incremento superior ao do ano passado, por isso vamos
trabalhar fortemente na campanha”, acrescenta.
Serão sorteados diversos prêmios no fim da campanha, como
carro, moto e viagem.
TEMPORÁRIOS
Sobre a contratação de temporários o presidente acredita
que será inferior à ano passado, devido à realidade
do mercado. “Os comerciantes estão inseguros, alguns até
fechando as portas”, revela.
A Amic está promovendo curso para vendedores para que aprendam
a atender a dois clientes ao mesmo tempo com qualidade, auxiliando os
comerciantes a minimizar custos.
São consideradas pequenas empresas aquelas com até 100 funcionários.
Em Cascavel 98% das empresas fazem parte deste quadro.
EXPECTATIVA
Comerciantes aguardam aquecimento
Alberto El Achkar gerente da Vittrage, conta que a previsão é
de um aumento de até 30% no quadro de funcionários para
que seja mantido um bom atendimento durante a correria do fim do ano.
“É também uma oportunidade para que os temporários
possam demonstrar um bom trabalho e conquistar uma vaga permanente”,
conta.
Para a gerente da D’Brussus, Clarinha Inês Marca, serão
contratados três temporários para a sua loja. Ela revela
que as vendas já estão melhorando. “A expectativa
é de que as vendas dobrem em dezembro, como exemplo dos anos anteriores”,
fala.
A gerente da Passerela Calçados, Amélia Joana Johann, diz
que o comércio ainda não está aquecido e que aumento
deve ocorrer apenas em dezembro. Ao contrário dos outros comerciantes,
na sua loja não serão feitas contratações.
“Mesmo funcionando todos os sábados, manteremos o quadro
atual”, declara.
FOTO PERSONAGEM:
“Campanha incentivará o consumo”
Telmo Kottwitz, presidente da Amic
“Temos que agradar e cativar os clientes”
Alberto El Achkar, gerente
“A saída são as promoções”
Amélia Joana Johann, gerente
“Vamos contratar temporários”
Clarinha Inês Marca, gerente
SANIDADE
Cientistas internacionais
abordam doenças avícolas
A preocupação em garantir uma política adequada
de sanidade na avicultura será a base do 4º Encontro Mercolab
de Avicultura, focado, como nas edições anteriores, na busca
de atualização tecnológica para manter a indústria
avícola brasileira em pé de igualdade com as nações
produtoras mais desenvolvidas. O evento será realizado no dia 7
de novembro com a presença de renomados cientistas internacionais,
especialistas na área.
Promovido pelo Mercolab, laboratório veterinário que presta
serviços de diagnóstico, monitoria e pesquisa científica,
o encontro iniciará às 8h30, no Auditório da Fundetec
(Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico) de
Cascavel, no KM 573 da BR-277.
A previsão é de que o País produza este ano 4,5 bilhões
de frango e de um recorde de consumo nacional de quase 40 quilos por habitante/ano.
Ditada principalmente pelas necessidades da avicultura regional, conforme
enfatiza o diretor-presidente da empresa, médico veterinário
Alberto Back, “a programação acolheu temas sugeridos
por técnicos que vivem os desafios do campo, determinando a escolha
de um elenco de conferencistas extremamente capacitados, os quais, em
sinergia com os participantes, certamente farão do encontro uma
renovadora fonte de informações”.
MERCOLAB
Contando com 20 funcionários, entre técnicos, biólogos
e cinco veterinários com níveis de mestrado e doutorado,
o Mercolab tem se constituído num elo facilitador de transferência
de resultados de pesquisa, tecnologia e conhecimento para a indústria
de aves.
Realiza análises sorológicas, bacteriológicas e virológicas,
além de histopatologia, micotoxinas e necrópsias necessárias
para manter a saúde animal e a qualidade das carnes e ovos. Para
muitos desses exames são utilizadas avançadas técnicas
de biologia molecular.
Nascido na incubadora da Fundetec, o Mercolab é uma história
de sucesso. Em apenas cinco anos de atividades já possui uma carteira
com 300 clientes, principalmente empresas avícolas, atendendo desde
o Rio Grande do Sul até o Mato Grosso. A estrutura física
compreende ainda uma filial em Garibaldi (RS). Neste mês tiveram
início as obras da sede própria da matriz em Cascavel, que
deverá ocupar cerca de 1 mil m² de área construída.
UNIOESTE
O problema seria o cálculo de notas de uma turma de alunos
Professora faz greve de
fome e denuncia descaso
A coordenadora do curso de Serviço Social do campus da Unioeste
(Universidade Estadual do Oeste do Paraná), Vera Lúcia Martins,
está em greve de fome desde as 9h de sexta-feira. Conforme ela,
o ato é em protesto ao descaso do reitor Alcibíades Luiz
Orlando e à forma em que está sendo conduzido o curso desde
o início deste ano.
A professora explica que existe uma situação desde janeiro
que poderia ter sido resolvida, mas que vem se arrastando e poderá
trazer prejuízo a alguns acadêmicos. O problema é
com a professora Roseli Odorizzi, que emitiu supostamente notas erradas
ano passado da turma que atualmente cursa o 4º ano. “Somente
em maio deste ano é que a professora entregou as provas e os alunos
verificaram que as médias não correspondiam ao teste”,
fala.
Depois disso os alunos encaminharam ofício quatro vezes à
professora que, apenas por orientação jurídica, respondeu
que as médias teriam sido calculadas através da média
ponderada. O Colegiado do curso indeferiu o processo da professora e solicitou
que ela refizesse as médias para que nenhum aluno fosse prejudicado,
já que os docentes do curso não calculam as médias
por esse cálculo.
Em junho, o Colegiado enviou ofício ao Cepe (Conselho de Ensino,
Pesquisa e Extensão) - no qual o presidente é o reitor da
universidade - solicitando a substituição das notas. “Conforme
o artigo 77 do regimento interno o reitor tinha 30 dias para analisar
o pedido, mas somente em 26 de outubro a decisão foi tomada e ainda
em favor da professora”, conta.
“Protesto pelo descaso com os alunos e pela inverdade da professora
que causa prejuízos à instituição”,
reclama. Vera enfatiza que o problema deve ser resolvido e que dá
prazo de no máximo 30 dias para que COU (Conselho Universitário)
tome as medidas cabíveis. “Vou permanecer com a greve até
que o caso seja resolvido”, assegura.
A reportagem do Hoje entrou em contato com a assessoria de imprensa da
Unioeste, que informou que o caso está sendo tratado unicamente
pelo diretor geral do campus de Toledo, Plínio Fajardo Campos,
e que o reitor não se manifestaria. A professora acusada também
não foi localizada.
Diretor nega irregularidades
Plínio Fajardo Campos, diretor-geral do campus da Unioeste em
Toledo, comenta que a professora Vera Lúcia Martins está
tomando uma atitude própria e que a greve se refere ao recurso
deferido em favor da professora Roseli Odorizzi, uma decisão do
Cepe e não unicamente do reitor da universidade. “A professora
deveria encaminhar sua indignação por escrito e não
acampar na frente da universidade”, avalia.
Conforme Plínio, o prazo dos 30 dias para avaliação
do recurso não foi cumprido devido ao tamanho do processo e a quantidade
de setores que teve que passar. “É justificável o
atraso devido ao número de recursos que são analisados”,
constata.
Roseli Odorizzi informa que o que teria para explicar já foi colocado
nos recursos enviados ao Cepe, os quais foram julgados favoráveis
a ela, e que os alunos e a coordenadora decidiram fazer o ato porque não
aceitam a decisão do Cepe, mas que deveriam recorrer ao COU e não
transformar em movimento político.
APOIO
Alunos e sociedade
aderem ao protesto
Em apoio à professora Vera Lúcia Martins, coordenadora
do curso de Serviço Social da Unioeste de Toledo, acadêmicos,
representantes de sindicatos e da sociedade civil organizada realizaram
um protesto ontem em frente à Unioeste e na Câmara Municipal
de Toledo.
De acordo com a acadêmica do 4º ano Adriana da Silva, o reitor
Alcibíades Orlando não está dando a devida atenção
ao caso. Ela considera uma injustiça o que está ocorrendo.
Ela é uma das alunas que poderão ser reprovadas se nada
for feito. “O diretor do campus de Toledo nos disse que não
vai se envolver no caso, enquanto isso temos que sofrer as conseqüências
da irresponsabilidade da outra professora”, diz.
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
Concursados suprem quadro
deficitário de profissionais
A falta de funcionários do HU (Hospital Universitário)
de Cascavel foi suprida devido à efetivação de parte
dos novos profissionais aprovados no último concurso público,
conforme o diretor-geral Alberto Rodrigues Pompeu. Dos 125 aprovados,
83 já estão trabalhando. O restante deve assumir o cargo
até o fim do ano, conforme o rompimento dos contratos celetistas.
“Está normalizada a situação do quadro de funcionários
e esperamos voltar à nossa rotina sem sobrecarregar ninguém,
diminuindo as horas-extras”, diz o diretor.
Os profissionais recém-efetivados participam de um treinamento
e, assim que encerrado, os 51 profissionais serão designados para
seus locais de trabalho.
Sobre a demanda de pacientes no hospital, Pompeu relata que o fluxo continua
grande, mas que até o fim do ano o hospital ganhará um reforço
com o término da obra da Ala F1, com 28 leitos, fechada em junho
deste ano. “Esses leitos foram redistribuídos, mas voltarão
para seu local de origem em breve, organizando o atendimento”, argumenta.
Infra-estrutura
O diretor-geral do HU, Alberto Rodrigues Pompeu, comemora as obras de
melhoria na infra-estrutura do hospital. Foram realizados avanços
consideráveis nos setores da cozinha, centro obstétrico,
lavanderia e na unidade de cuidados intermediários da pediatria,
além de rampas de acesso e almoxarifado. As obras somaram cerca
de R$ 1,5 milhão.
A Receita Federal também repassou em três remessas computadores
e peças de informática para o hospital, que está
informatizado. A previsão da direção é que
até o fim de 2007 os prontuários médicos sejam informatizados
e os setores interligados, já que o hospital conta com cinco servidores
de rede próprios. Também foi adquirida uma central telefônica
no valor de R$ 80 mil.
Reforma e adaptação
O orçamento para 2007 está sendo apreciado pela Assembléia
Legislativa, mas a direção do HU espera garantir recursos
para algumas obras importantes, como a reforma de uma ala de internamento
- não definida -, adaptação e ampliação
da UTI (Unidade Terapia Intensiva) e a construção de uma
sala para alocação de equipamentos especiais e necessários
aos procedimentos de alta complexidade. Para aquisição dos
equipamentos será encaminhado projeto ao governo federal.
Conforme o diretor, o custo anual do HU gira em torno dos R$ 24 milhões,
metade do valor é destinada para a folha de pagamento dos funcionários,
paga diretamente pelo governo do Estado, outros R$ 8 milhões repassados
pelo governo federal através do SUS (Sistema Único de Saúde),
faltando ainda uns R$ 4 milhões que saem do orçamento do
hospital, “para pagamento de médicos não concursados
e outras contas”.
Leilão
Os computadores e peças de informática doados pela Receita
Federal ao HU poderão ser leiloados. A possibilidade foi levantada
há poucos dias e deverá ser discutida pela direção
da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) e do HU
nesta semana. “São equipamentos que não iremos utilizar.
O que precisávamos já estamos utilizando. Mas não
há nada definido ainda”, explica o diretor do HU, Alberto
Rodrigues Pompeu.
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