| FRONTEIRA SUL
700 homens instalaram-se de Guaíra ao Chuí, contra o contrabando
Exército cerca o Lago de Itaipu
Cerca de 700 homens do Exército brasileiro participam da Operação
Fronteira Sul, desencadeada segunda-feira, que abrange a faixa de fronteira
entre Guaíra e o Chuí (RS). Trata-se de uma operação
de adestramento do Exército, para a repressão e fiscalização
de contrabando e descaminho. A ação culmina com estudo que
está em andamento pela Procuradoria da República em Cascavel
e a Polícia Federal, que visa à instalação
de bases das Forças Armadas na Costa Oeste.
Na área de responsabilidade da 15ª Brigada de Infantaria Motorizada
a operação desenvolve-se na faixa de fronteira oeste, abrangendo
desde Guaíra até São Miguel do Oeste, englobando
cerca de 350 quilômetros de extensão.
Serão realizadas ações de intensificação
de vigilância das fronteiras, de patrulhamento do Lago de Itaipu
e de estradas, além da instalação de postos de controle,
inclusive com apoio dos órgãos de fiscalização
fazendária.
Dia 13 de maio o Hoje noticiou, com exclusividade, que a Costa Oeste é
usada pelos contrabandistas e traficantes, já que praticamente
não há a presença do Estado no Lago entre Guaíra
e Foz do Iguaçu, para a travessia do Paraguai ao Brasil. Para a
Polícia Federal, a solução é instalar as Forças
Armadas na região, permanentemente, inclusive com bases fixas.
Conforme o coronel Flávio Marcondes Júnior, chefe do Estado-Maior
da 15ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Cascavel, a operação
permite a avaliação de procedimentos de comando e controle,
apoio logístico e de comunicações voltados ao emprego
do Exército na faixa de fronteira.
“As ações de vigilância constituem-se em reforço
da segurança do cidadão e do patrimônio público,
em cooperação com outros órgãos dos governos
federal, estadual e municipal”, afirma.
A área envolvida está sendo notificada e orientada a respeito
da operação. A 15ª Brigada de Infantaria Motorizada
instalou em seu Quartel General, em Cascavel, a Central de Comunicação
Social para o acompanhamento e difusão das informações
de interesse da Força junto aos órgãos de imprensa.
RANKING
Brasil é o 83º mais pacífico
O Brasil aparece na 83º no ranking dos países mais pacíficos
do mundo, em uma lista de 121 nações divulgada ontem. O
ranking é encabeçado pela Noruega e tem o Iraque na última
posição. O Índice Global de Paz estabelece a classificação
com uma comparação de dados como os níveis de violência,
gastos militares ou influência do crime organizado. Em último
lugar está o Iraque.
A parte de cima da lista é dominada pelos países europeus,
enquanto os Estados Unidos aparecem apenas na 96ª colocação
e a Rússia é uma das últimas, em 118º.
Confira os dez melhores do ranking:
1º Noruega
2º Nova Zelândia
3º Dinamarca
4º Irlanda
5º Japão
6º Finlândia
7º Suécia
8º Canadá
9º Portugal
10º Áustria
83º Brasil
PIS/Pasep
Os trabalhadores que têm direito ao abono salarial PIS/Pasep, referente
ao ano-base 2005, e que ainda não o sacaram, têm até
o dia 29 de junho para retirá-lo. Desde julho mais de 10,5 milhões
trabalhadores receberam o benefício, de um total de 11,7 milhões
habilitados. Ainda não sacaram o abono mais de 1,1 milhão
de trabalhadores, dos quais um milhão com direito ao PIS e, 131
mil, ao Pasep. Informações podem ser obtidas na Caixa Econômica
Federal.
Aborto
Os abortos realizados de forma insegura vitimizam milhares de brasileiras
e ainda causam prejuízo ao SUS (Sistema Único de Saúde).
É o que revela o estudo Morte e Negação: Abortamento
Inseguro e Pobreza, divulgado ontem pela Federação Internacional
de Planejamento Familiar, entidade que atua em 150 países.
De acordo com a pesquisa, no ano passado os abortos clandestinos foram
responsáveis por 230.523 internações no SUS para
o tratamento de complicações após abortos inseguros,
ao custo total de quase R$ 33,7 milhões. Já as 2.068 internações
relativas aos abortos permitidos por lei custaram ao SUS R$ 302,8 mil.
TRIBUNAL DE CONTAS
Infraero não repassa R$
582 mi para a Aeronáutica
O procurador do TCU (Tribunal de Contas da União), Lucas Furtado,
disse que a Infraero reteve indevidamente, em seus cofres, R$ 582 milhões
arrecadados com tarifas que deveriam ser repassadas ao Comando da Aeronáutica,
que empregaria esses recursos na modernização e manutenção
do sistema do controle do tráfego aéreo. “Existem
problemas de orçamento em todos os contratos da Infraero”,
denunciou o procurador, lembrando que as dez obras em andamento em aeroportos
são alvos de auditoria do TCU.
Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo no Senado ontem,
Furtado afirmou que a Infraero é uma caixa-preta. “A Infraero
é uma caixa-preta em todos os sentidos. Não se sabe o que
vigora, qual o valor do rateio entre a Infraero e o Comando da Aeronáutica”,
afirmou Furtado.
Segundo ele, a auditoria feita pelo TCU na empresa durante duas semanas,
no ano passado, não conseguiu detectar corretamente como é
feita - entre a Infraero e o Comando da Aeronáutica - a divisão
do dinheiro da arrecadação das tarifas pagas pelas companhias
aéreas.
Pesquisa
A PIA (Pesquisa Industrial Anual) Empresa mostra que, em 2005, 147.400
empresas empregaram cerca de 6,4 milhões de pessoas, sendo que
3,8 milhões (59,6%) trabalhavam para as pequenas (de 5 e 99 trabalhadores)
e médias (de 100 a 499 trabalhadores) empresas. Contudo, entre
as pequenas empresas, as que ocupavam de cinco a 29 pessoas empregaram
1,3 milhão de pessoas, o que representa 20% do contingente de ocupados
nas empresas industriais em todo o país. Das pessoas ocupadas na
indústria, 40,4% estavam nas grandes empresas. Os números
são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),
divulgados ontem.
RETROATIVO
O reajuste deverá provocar um efeito cascata
Senado aprova aumento de 28,5% a parlamentares
Sem alarde, o plenário do Senado aprovou ontem os projetos de
decreto legislativo que reajustam em 28,5% os salários dos parlamentares,
ministros, presidente e vice-presidente da República, retroativo
a 1º de abril. Em meio à crise que atinge o presidente do
Senado, os parlamentares colocaram os projetos em votação
após destrancarem a pauta de votações da Casa.
A votação foi simbólica, sem o registro no painel
do Senado. O senadores Jefferson Peres (PDT-AM) e José Nery (PSOL-PA)
foram os únicos a registrarem voto contrário ao reajuste.
Como os projetos já foram aprovados pela Câmara, seguem agora
para promulgação do Congresso e passam a ter vigência
imediata. Basta a assinatura de Renan e a publicação no
Diário Oficial para entrarem em vigor. Por se tratarem de projetos
de decreto legislativo - sobre assuntos internos do Congresso -, as propostas
não precisam de sanção presidencial.
O reajuste deverá provocar um efeito cascata, com o aumento dos
salários de deputados estaduais e vereadores.
Pelos projetos aprovados, o salário dos deputados e senadores vai
passar dos atuais R$ 12.847 para R$ 16.512,09. Lula, que recebe atualmente
R$ 8.885, passa a receber R$ 11.420. Já o salário de Alencar
e dos demais ministros sobe dos atuais R$ 8.362 para R$ 10.748.
Esse aumento provocará um impacto anual aos cofres públicos
de ao menos R$ 610 milhões - considerando que deputados estaduais
e vereadores têm salários vinculados aos contracheques do
Congresso.
JUDICIÁRIO
STF aprova as primeiras súmulas vinculantes
O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou ontem as três primeiras
súmulas vinculantes, pelas quais as decisões tomadas pela
corte serão seguidas por todas outras as instâncias. A ministra
Ellen Gracie, presidente do STF, disse que dentro de dois anos "se
fará notar o início do desafogamento do Judiciário
em geral, uma vez que a jurisprudência firmada pelo Tribunal significará
a cristalização das decisões".
A primeira súmula, aprovada por unanimidade, proíbe as correções
relativas aos planos econômicos nas contas do FGTS (Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço) nos casos em que a Caixa Econômica Federal
tiver firmado acordo com o correntista. Assim, este não poderá
mais entrar com recursos.
A segunda súmula aprovada estabelece competência da União
para legislar sobre sistemas de consórcios de sorteios, envolvendo
loterias, bingos e quaisquer jogos. A decisão invalida qualquer
normatização sobre o assunto firmada nos níveis municipal
e estadual.
A terceira estabelece a ampla defesa e o contraditório nos processos
em curso no TCU (Tribunal de Contas da União) nos casos em que
uma decisão possa resultar em anulação ou revogação
de ato administrativo que beneficie o interessado. O "verbete"
em questão estabelece como restrição apenas a "apreciação
de legalidade da concessão inicial de aposentadoria, reforma e
pensão".
SIGILO
Renan diz que deseja viver "calvário" sozinho
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ontem que preferiu
manter sob sigilo os novos documentos de sua defesa encaminhados à
Corregedoria do Senado para preservar a identidade de pessoas que não
têm envolvimento no caso.
Ele é acusado de envolvimento com o lobista Cláudio Gontijo,
da Construtora Mendes Júnior, que arcaria com o pagamento de pensão
e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem Renan tem
uma filha.
Renan disse que deseja viver sozinho o "calvário" a que
foi submetido depois de ser acusado de utilizar recursos da empreiteira
Mendes Júnior para o pagamento dessas despesas. "Meu advogado
entregou hoje as últimas respostas que precisavam ser entregues
porque dependiam de movimentações bancárias, sigilos
fiscais. Não é importante envolver outras pessoas. Esse
calvário eu prefiro viver sozinho", disse.
GRAVAÇÃO
Governador reconhece voz de sobrinho
O governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), reconheceu a voz
de um dos seus sobrinhos numa gravação feita pela PF (Polícia
Federal), segundo seu advogado, José Eduardo Alckmin. Lago prestou
depoimento ontem para a ministra Eliana Calmon, do STJ (Superior Tribunal
de Justiça).
Alckmin disse que a ministra mostrou para Lago imagens e gravações
de escutas feitas pela PF com autorização da Justiça.
Ele não mencionou qual dos sobrinhos nem em qual gravação
nem o teor da conversa.
Lago é acusado de ter recebido propina da Gautama - empreiteira
suspeita de liderar a suposta máfia que fraudava licitações
para realização de obras públicas - por meio de seus
sobrinhos. Dois deles, Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima
Júnior, foram presos pela Polícia Federal durante a Operação
Navalha.
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