Edição nº 4797 - Terça-feira, 30 de Outubro de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
Principal - Giro Político

Palito de dente
Quando foi questionado ontem sobre os problemas da alimentação dos atletas nos Jogos Abertos do Paraná, o prefeito Lísias Tomé (PSC) chamou para si a responsabilidade pela confusão, livrando a esposa, a secretária de Esporte e Lazer, Rosimeri Tomé, e sua assessora Cristina Hotz. O prefeito disse, no Canal 21, que ele fez muitas obras importantes e que não precisava discutir “palito de dente”, referindo-se ao episódio da alimentação estragada à disposição dos atletas.

Mais sangue
O presidente da Amic, Telmo Kottwitz, alertou ontem na imprensa que as ações do MST na região de Cascavel fugiram do controle das autoridades e poderão resultar em novo banho de sangue, a exemplo do que aconteceu na área invadida da Syngenta. Segundo ele, tudo indica que o próximo confronto não está tão distante assim e a tragédia dificilmente ficará reduzida a dois mortos. Telmo defende que as polícias Militar e Civil do Paraná sejam desvinculadas do controle governamental e não se prestem mais a massa de manobra política.

Farmácia Básica
Ontem de manhã um grupo de pessoas precisou de medicamentos controlados fornecidos pela Farmácia Básica localizada ao lado da Câmara de Vereadores e ficaram horas esperando o atendimento. O caso parou na mesa dos vereadores Julio César Leme da Silva (PMDB) e Fernando Bacana (PCdoB). Eles foram ao local, cobraram mais consideração dos servidores e, em minutos, a encarregada do serviço apareceu, atendendo todos em pouco tempo.

Medicamentos
A justificativa para o caso dos medicamentos controlados é que precisa ser agendado. De qualquer maneira, não justifica a ausência da responsável pela Farmácia Básica por um período tão longo. O outro problema levantado pelos vereadores é a falta de pelo menos 15 tipos de medicamentos. A doença não espera a burocracia da compra.

Blindagem
A diretora da Secretaria de Esportes, Cristina Hotz, parece que tinha razão quando anunciou na semana passada que estava segura no cargo, mesmo com um grupo de vereadores empenhados em conseguir sua a demissão. Ontem o prefeito Lísias Tomé deu entrevistas em alguns veículos de comunicação e não anunciou nenhuma medida punitiva contra quem quer que seja. A diretora também escapou de dar explicações na Câmara.

Retaliação
A administração municipal do prefeito Lísias Tomé (PSC) tentou e não conseguiu montar chapa de oposição que tirasse o Sindicato dos Funcionários Municipais das mãos do presidente reeleito Noraci Nonato. O sindicalista concorreu sozinho à reeleição e ficará no cargo até o final do próximo mandato de prefeito. Ele vem dizendo nas entrevistas que o Sismuvel continuará independente e liderando as mobilizações necessárias ao atendimento das reivindicações. Noraci considera que Lísias não vem cumprindo seus compromissos com a categoria e poderá enfrentar nova paralisação de protesto.

Babel
O PMDB continua sendo um partido combativo e os conflitos internos não cessam nunca. Ontem o segundo secretário da executiva, Vanderlei dos Anjos, disse na Rádio Cidade que a reunião de sexta-feira passada promovida pelo candidato a presidente Job de Paula, na Associação da Colméia, teve problemas de organização. Job queria conversar com os integrantes do diretório e dizer por que postula a presidência da agremiação. Houve denúncia de que ele usou de forma indevida o nome dos membros da executiva peemedebista na hora de convidar os partidários.

Bombardeio
A oposição na Assembléia Legislativa deitou e rolou em cima da notícia de que o sem-terra morto na Syngenta, domingo retrasado, era funcionário de confiança do governo Roberto Requião. Em Cascavel, a defesa dos seguranças presos no episódio denunciou na Justiça o fato de seus clientes estarem sendo pressionados pelos agentes do Cope vindos de Curitiba para assumir as investigações. A briga vai longe.

*** Os vereadores fizeram barulho ao denunciarem a comida estragada distribuída aos atletas dos Japs e na condenação da diretora Cristina Hotz.
*** Mas não brigaram com a mesma ênfase para que ela comparecesse hoje na Câmara para explicações.
*** O depoimento dela, se acontecer, ficou para novembro.

 

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