Edição nº 4797 - Terça-feira, 30 de Outubro de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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AGRICULTURA

Termina hoje prazo para
prorrogação de custeios

Hoje é o último dia para que produtores rurais procurem instituições financeiras para renegociar parcelas de dívidas de custeio referentes às safras 2003/2004, 2004/2005 e 2005/2006, que vencem em 2007.
O último levantamento feito pelo Banco do Brasil aponta que até o dia 30 de setembro cerca de 79 mil produtores em todo o Paraná procuraram as agências do Banco para efetivar contratos, número este 25% maior que no mesmo período do ano passado. Conforme a assessoria, a atualização dos dados deve ser divulgada quinta-feira.
A Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) aguarda o fechamento dos números em todas as instituições financeiras para realizar levantamento indicando a quantidade de agricultores que efetivaram o contrato da safra de verão. Pedro Augusto Loyola, economista da Faep, observa que 2007 foi um ano atípico, já que produtores de algumas regiões do Estado conseguiram pagar parte ou integralmente suas dívidas e em outros quase a totalidade dos agricultores precisou prorrogar.
O prazo para renegociar prestações de investimento agropecuário com vencimento em 2007 continua válido até 17 de dezembro, sendo aplicável aos débitos com situação de adimplência até 31 de dezembro de 2006.


REGIÃO OESTE
Todos os municípios confirmaram 13º para este ano

19 prefeituras aderem
ao meio-expediente

A Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) fez um levantamento com as 50 prefeituras associadas com objetivo de levantar a programação de fim de ano das administrações municipais, período em que cada qual concederá férias coletivas, recesso e se adotarão o turno único de expediente ao público.
Período de histórica baixa arrecadação e despesas elevadas, como o pagamento de 13º salário e férias, o fim de ano é um período delicado sob o ponto de vista financeiro para as administrações públicas. Conforme levantamento feito em agosto pela Amop, as 50 prefeituras do oeste honrarão seus compromissos de fim de ano com a folha de pagamento dos servidores.
Das 50 prefeituras, 31 manterão expediente integral de atendimento e 19 vão aderir ou já aderiram ao turno único. Das que optaram pelo meio-expediente, somente Braganey e Cascavel prestam atendimento no período vespertino. Nas demais, o atendimento é feito pela manhã: Assis Chateaubriand, Boa Vista da Aparecida, Cafelândia, Foz do Iguaçu, Iguatu (a partir do dia 15 de novembro), Iracema do Oeste, Marechal Cândido Rondon, Medianeira, Missal, Nova Aurora, Santa Helena, Santa Lúcia, são José das Palmeiras, São Miguel do Iguaçu, São Pedro do Iguaçu, Terra Roxa e Tupãssi. Já as prefeituras que já decidiram pelo descanso remunerado são: Cafelândia, Diamante do Oeste, Entre Rios do Oeste, Guaraniaçu, Lindoeste, Maripá, Mercedes, Missal, Nova Aurora, São José das Palmeiras, São Pedro do Iguaçu, Terra Roxa e Tupãssi.

Dólar cai
A expectativa de um novo corte dos juros nos Estados Unidos reforçou a entrada de recursos no Brasil e determinou ontem mais uma queda do dólar, que cravou nova mínima em sete anos e meio. A moeda norte-americana caiu 0,68% e fechou cotada a R$ 1,757. É o menor valor desde 12 de abril de 2000. No ano, o dólar acumula baixa de 17,8%. O fluxo cambial positivo foi favorecido pela expectativa de que o Federal Reserve volte a cortar os juros nos Estados Unidos amanhã.


136 escolas
O governador Roberto Requião autorizou as Secretarias da Educação e de Obras Públicas a abrirem licitação para as obras de ampliação, reparos e melhorias em 136 colégios da rede estadual de ensino. O investimento é de R$ 41,1 milhões e faz parte de um grande programa de ampliação e revitalização de escolas da rede pública estadual que não passam por reformas há dez anos ou mais.


CPMF
Mantega admite ceder em alguns pontos

Governo prepara
a proposta para
convencer tucanos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que pretende finalizar em dois ou três dias a proposta que será negociada com o PSDB para aprovar a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). “Queremos dar o andamento o mais rápido possível. Caso contrário, podemos morrer na praia e não ter tempo para votar a CPMF até dezembro”, disse o ministro, ao chegar ao Ministério da Fazenda.
Ele explicou que há uma sintonia entre o governo e a oposição para aumentar os recursos da Saúde com a regulamentação da emenda 29. “Acho que esse é o ponto mais alto da proposta: conciliar a regulamentação da emenda 29 com uma destinação da CPMF mais incisiva para a Saúde ", afirmou.
A Emenda Constitucional 29 prevê mais recursos para a área da saúde e está no bolo da negociação para a prorrogação da CPMF até 2011.
As propostas fixam que a União deverá investir na saúde 10% da arrecadação de impostos, o que, segundo cálculos dos parlamentares, significará R$ 20 bilhões a mais para a área em 2008. Os projetos definem ainda percentuais de 12% para os Estados e 15% para os municípios.
O ministro declarou que ainda não está fechado o porcentual da arrecadação da CPMF que será destinado à Saúde. Ele disse que atualmente a área da recebe 42% do tributo. “Vamos aumentar a destinação, pode ser 43%, 44%, 45%, mas este número não está fechado”, disse.

Box
Apoio de governadores
O governo federal já conta com a ajuda da maioria dos estados brasileiros em sua campanha para aprovar no Senado a emenda que estende até 2011 a cobrança da CPMF. Levantamento confirmou o apoio formal de pelo menos 15 governadores ao chamado imposto do cheque. Apesar de não terem respondido à enquete, outros três estados - Paraná, Rio e Sergipe - se somam à lista e elevam esse número para 18, já que seus governadores apoiaram publicamente a prorrogação ao longo das últimas semanas.
A tropa de choque em favor da contribuição sobe para pelo menos 20 estados, se considerados os governadores que trabalham nos bastidores pela aprovação. É o caso dos tucanos José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais).

ARGENTINA
Cristina Kirchner obtém
vitória no primeiro turno

Com 96,39% das urnas apuradas, a senadora e primeira-dama Cristina Kirchner tem 44,9% dos votos a seu favor, o que significa sua vitória na eleição para presidente da Argentina.
Tudo indica que Cristina, da coalizão Frente Para a Vitória, irá ganhar em primeiro turno, preenchendo os dois quesitos da lei argentina para tal feita: obter 40% dos votos e uma vantagem de 10% sobre o segundo colocado, ou 45% dos votos.
Além de estar prestes a chegar nos 45%, a centro-esquerdista Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, vem em segundo lugar com 23% dos votos, segundo a versão eletrônica do jornal argentino “Clarín”.
O ex-ministro da Economia Ricardo Lavagna, da Concertação UNA, está em terceiro colocado, com 16,9% dos votos.
DESAFIOS
Um ambiente de comemoração foi registrado no comitê de campanha da Frente para a Vitória, aos gritos de “mulheres no poder” e críticas aos “gorilas”, entre outros.
Na Argentina são chamados de “gorilas” os antiperonistas e membros das classes média e alta que desconfiam dos setores populares de baixa renda.
Cristina de Kirchner capitalizou os resultados econômicos dos últimos quatro anos, com um governo de perfil industrialista, taxas de câmbio altas para as exportações e um aumento de 9% anual do Produto Interno Bruto. Porém, o futuro governo deverá enfrentar uma elevada inflação real de 15% a 20% e a queda dos investimentos.


BOX
Relações fortalecidas
O vice-presidente da República, José Alencar, disse ontem, em São Paulo, esperar que a eleição de Cristina Kirchner fortaleça as relações políticas e comerciais entre Brasil e Argentina. “Ela [Cristina] deu uma declaração que me agradou muito. Disse que a primeira coisa que vai fazer é uma viagem ao Brasil. Isso é bom porque fortalece o Mercosul”, afirmou ele.
José Alencar deu as declarações no Hospital Sírio Libanês, antes de internar-se para ser submetido hoje pela manhã a uma cirurgia para retirada de tumor no abdômen.

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