Demora da prefeitura
Amanhã vence o prazo dado pela Câmara de Vereadores de Cascavel
para o pagamento de abono aos médicos que atendem no sistema municipal
de saúde. Eles ainda recebem o benefício incorporado aos
salários de outubro, pago no primeiro dia do mês de novembro,
mas não terão mais os R$ 909 no mês seguinte, salvo,
a prefeitura apresente a revisão do plano de cargos e salários.
O problema é que, embora tenha sido alertada três meses atrás
de que seria necessário promover o estudo no plano, que o abono
não seria renovado, a prefeitura ainda não enviou o projeto
para a Câmara e não há informação precisa
de ele foi feito, porque não envolve apenas os médicos,
a revisão do plano é uma reivindicação de
todos os servidores municipais.
Justamente por não ter chegado ainda ao Legislativo e os vereadores
terem dito reiteradas vezes que não aceitarão mais analisar
projetos no afogadilho, os médicos correm o risco de não
terem mais abono a partir do próximo mês pela demora do Executivo.
Desenha-se uma nova queda-de-braço que pode, como conseqüência
mais grave, resultar em nova paralisação dos servidores
municipais ou até mesmo uma mobilização dos médicos,
cuja maior reclamação, é o baixo salário oferecido
pelo Município. O abono representa, em muitos casos, 50% do vencimento
dos médicos.
Nos bastidores, a informação que circula é de que
a prefeitura sequer fez estudo do que pode oferecer de melhoria aos servidores.
Ainda luta para acertar a redução da folha de pagamento,
seguindo recomendação do Tribunal de Contas. A saída
é tentar fazer passar novamente o abono, enviando um anteprojeto
em cima da hora ao Legislativo.
Com as eleições se aproximando, um voto favorável
dos vereadores para continuidade do abono pode representar um tiro no
pé, até porque outros 6 mil servidores aguardam a revisão
do plano e não irão perdoar se o Legislativo ceder ao Executivo,
ignorando os funcionários públicos.
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