Apertando os cintos
A Prefeitura de Cascavel entrará no período das vacas magras. A arrecadação municipal não chegou ao patamar desejado e as secretarias terão que controlar os gastos para não terminar o ano no vermelho. O sinal de alerta já está ligado.
Mas não há expectativa de que no próximo ano a situação será diferente. As declarações do secretário de Finanças, Ângelo Malta, de que o Município não pode nem bancar a contrapartida em convênios é algo preocupante. E Malta é uma pessoa séria, competente na sua função, e deve saber melhor do que ninguém que os números financeiros do Município não estão nada bem.
Arrecadou-se pouco e gastou-se demais. O número de cargos comissionados aumentou, inchando a folha de pagamento. Além disso, a prefeitura se viu obrigada a renovar o contrato com a Oscip ANA (Associação Nova Aliança) e lá se vão mais R$ 8 milhões. As ações estão concentradas todas na saúde, mas os efeitos positivos estão demorando a aparecer, já que as filas nos postos de saúde e a falta de médicos persistem.
O Município está engessado, impossibilitado de fazer novos investimentos. E os projetos, pouco a pouco, estão sendo deixados de lado. A Guarda Municipal, antes prioridade, agora não deve sair do papel. O novo terminal de transbordo oeste será trocado por reformas na estrutura atual, oxalá melhor do que a pincelada de tinta vermelha e amarela ocorrida ano passado.
Apesar da situação crítica, o Município investe quase R$ 400 mil para a construção de uma praça em local distante do Centro ou ainda R$ 700 mil em projetos para a construção de lagos, que não têm previsão de orçamento para deixaram o papel. Ou há uma inversão de prioridades ou falta de planejamento. Desse jeito o dinheiro não agüenta mesmo.
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