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TECNOLOGIA

A dose de radiação ao paciente é entre 30 a 40% menor

Cetovel adquire primeiro
raio-X digital de Cascavel

A Cetovel (Clínica de Tomografia Computadorizada de Cascavel) já disponibiliza a população o raio-X digital, o primeiro na cidade. “Adquirimos um sistema de digitalização de imagem. Uma tecnologia de primeiro mundo com o mesmo custo ao paciente”, explica o médico radiologista Leonel Ferreira.
O raio-X convencional é semelhante a uma máquina fotográfica manual, ou seja, o resultado só pode ser visto após a revelação, de forma que se a fotografia não agradar, terá que ser feita novamente. Já o raio-X digital é semelhante a uma máquina digital, a imagem vai direto para o computador. “Além de possuir uma qualidade extremamente superior, posso trabalh-la, verificar iluminação, o contraste, aproximar ou afastar determinado ponto, girar, dentre várias outras funções. O software permite ainda que eu estabeleça pontos na imagem e ele dará a medida exata entre um e outro, possibilitando exames precisos”, explica Leonel.
Com a possibilidade de tratamento da imagem, a dose de radiação que o paciente recebe é de 30% a 40% menor. Outra semelhança com as máquinas fotográficas é o fato de que no sistema convencional, é necessário revelar o filme por meio de produtos químicos prejudiciais ao meio ambiente. O sistema informatizado dispensa a utilização desses produtos.
O investimento total foi de U$$ 100 mil. “É o custo para se sair na frente”. Leonel conta que, para um teste, conseguiram enviar um raio-X via celular. “Atualmente são poucos os monitores que possibilitam uma leitura adequada de um raio-X, mas isso é uma questão de tempo. Outro exemplo: para enviar um raio-X convencional por e-mail, teria de fotografá-lo com uma máquina digital, transferir a imagem para o computador e enviar, além do trabalho, do tempo perdido, a qualidade seria ainda pior”.
“Implantaremos na clínica um sistema de comunicação, ou seja, um prontuário eletrônico, no qual o médico terá acesso aos resultados dos exames, como raio-X, tomografia e ultra-sonografia, via internet”

 

IDADE

Degeneração macular vira
o centro das discussões

Embaçamento da visão central... Dificuldade para ler, escrever, costurar e para realizar outras atividades que exijam visão em detalhe. Esmaecimento das cores, percepção de uma área escura ou vazia no centro da visão e alteração do tamanho dos objetos... Esses sintomas podem indicar a presença de degeneração macular. “A mácula é uma pequena área localizada na parte posterior do olho que nos permite enxergar detalhes finos com clareza. A degeneração macular é uma lesão nesse local, que afeta tanto a visão para longe quanto a visão para perto, podendo dificultar e até mesmo impedir a realização de algumas atividades”, explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor-clínico do IMO (Instituto de Moléstias Oculares).
Na maioria dos casos, a degeneração macular apresenta-se na terceira idade, por isso a doença é freqüentemente chamada de DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade). Entretanto, a degeneração também pode ser hereditária, neste caso, chamada de degeneração macular juvenil. “A degeneração macular relacionada à idade é hoje a principal causa de cegueira no mundo, em faixas etárias superiores a 50 anos. Na medida em que aumenta a expectativa de vida das pessoas, aumenta também a incidência da DMRI”, afirma Centurion.
A doença atinge 30 milhões de pessoas em todo o planeta. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, no Brasil, cerca de 10% da população entre 65 e 74 anos, e 25% acima de 75 anos sofrem com a degeneração macular. “Pessoas de pele clara e olhos azuis ou verdes; exposição excessiva à luz solar; tabagismo, e uma dieta rica em gorduras são fatores relacionados à maior incidência de degeneração macular relacionada à idade”, informa o diretor-clínico do IMO.


Tratamento
Na maioria dos casos, a degeneração macular afeta um olho de cada vez e o paciente só se dá conta de que tem algum problema quando começa a perceber algum dos sintomas já citados. “Entretanto, o oftalmologista pode detectar a degeneração macular em seu estágio inicial durante uma consulta oftalmológica de rotina”, alerta o oftalmologista Juan Caballero, que também integra o corpo clínico do IMO.
Embora existam diversos tratamentos sob pesquisa, ainda não há um meio eficaz para reverter ou deter a degeneração macular do tipo atrófica ou seca. Diversos métodos terapêuticos foram propostos para a prevenção e o tratamento da DMRI. “O uso de vitaminas, antioxidantes e, recentemente, de luteína [pigmento amarelo da gema do ovo] mostrou-se eficaz na diminuição da incidência da forma exsudativa da doença, retardando sua progressão”, afirma Caballero.
A degeneração macular não causa cegueira total, pois a retina periférica não é afetada. Mas ela pode causar uma visão sub-normal, um problema que os óculos comuns não são capazes de solucionar.
Para quem já passou dos 50 anos e para os que apresentam pessoas da família com problemas retinianos, o ideal é que as consultas oftalmológicas sejam regulares.


Exames
Ao examinar o fundo do olho, se o oftalmologista perceber indícios da doença, ele poderá realizar os seguintes exames adicionais:
*Campimetria - teste que possibilita mapear o campo visual do paciente. O mapa obtido permite a identificação de alterações visuais causadas pelo glaucoma ou pela degeneração macular;
*Angiofluoresceinografia - exame no qual após a administração de um contraste injetável, é possível identificar anormalidades na retina e realizar fotografias que ajudarão a indicar a melhor possibilidade de tratamento;
*Teste da Grade de Amsler e Teste da Visão em Cores - realizados para monitoramento da visão central e da visão em cores.

 

 

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