CAMPANHA - Candidato liga ex-governador a adversários
Requião volta a atacar
o pedágio no Paraná
Ao contrário do que tentaram afirmar os candidatos ao governo que hoje são aliados do ex-governador Jaime Lerner, um dos idealizadores do modelo de pedágio que está em vigor no Paraná, o governo Requião não autorizou reajustes às concessionárias de rodovias durante os últimos três anos e oito meses.
“Entre 1998 e 2002, no governo anterior, as concessionárias pediram, em média, aumentos de 57% na tarifa do pedágio. E receberam exatos 57% de aumento. No nosso governo, as concessionárias pediram 62% e nós autorizamos apenas 6%. O resto dos aumentos foi imposto por ações judiciais”, lembrou Requião, candidato à reeleição pela coligação Paraná Forte.
Não é preciso muito esforço para lembrar que o modelo distorcido de concessões rodoviárias foi implantado pelo grupo que quer voltar ao poder, seja na coligação do senador Osmar Dias, seja na companhia do candidato Rubens Bueno, diz a matéria distribuída pela assessoria de imprensa do candidato do PMDB.
“Os aditivos que incluíram degraus tarifários, bagunçando os cálculos de reajuste, postergaram obras e retiraram diversas obrigações das concessionárias”, acrescentou o governador.
“Chegamos a entrar com 38 ações contra o pedágio, mas o que ganhávamos no Paraná perdíamos em Brasília. O argumento era de que o Lerner era governador quando assinou os contratos e, portanto, eles devem valer. Não é assim. Não há direito adquirido contra o interesse público”, enfatiza.
Para Requião, é preciso continuar o combate a esse sistema que atrasa o desenvolvimento do Paraná. “Hoje, as concessionárias arrecadam cerca de R$ 640 milhões. E só investem, segundo a análise de um professor da UEL (Universidade Estadual de Londrina), cerca de 9,5% porque colocam no seu próprio bolso e porque o modelo de pedágio é ruim”, destaca.
NA ACIC
Laerson defende mudanças no HU
O candidato do Psol à Assembléia Legislativa Laerson Vidal Matias disse ontem, a empresários e diretores da Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel), que a transformação do Hospital Regional em Hospital Universitário, sem o devido aporte financeiro e estrutura, trouxe problemas que precisam de soluções urgentes. “O assunto precisa ser debatido com seriedade para que o hospital possa receber mais recursos e ter sua capacidade, no mínimo, dobrada. Com isso a unidade serviria de forma eficiente como hospital-escola e atenderia à comunidade regional com mais qualidade”, defendeu.
O candidato também entende que o trabalho da Polícia Federal na região de fronteira já traz bons resultados à segurança de Cascavel e do oeste, mas o trabalho precisa ser ampliado, ainda mais para que os furtos de veículos e de cargas possam ser combatidos. Laerson lembrou que o número per capita de policiais atualmente no Estado é o de dez anos atrás. “É preciso investir em inteligência, em novos equipamentos e melhorar a remuneração dos policiais civis e militares”, observou.
Laerson lembrou também que a carga tributária pesa no bolso de todos, do empresário e do trabalhador. Ele defende a desoneração do setor produtivo, a as tributações do lucro e da especulação financeira. “Essas são medidas necessárias porque aumentam a receita e dão fôlego aos setores que produzem e geram empregos”. Laerson considera urgente a criação de um instrumento para barrar a guerra fiscal entre estados. O aeroporto regional e o melhor funcionamento da Ferroeste são ações que entende como urgentes e estratégicas para o desenvolvimento da região.
ESTADO DO IGUAÇU
Moacir Maria ressuscita discussão
Lutar pela criação do Estado do Iguaçu é um dos compromissos de Moacir Maria, candidato a deputado federal pelo PSC, assumidos na manhã de ontem durante sabatina na Acic, promovida pelo Movimento Por Mais Representatividade Política. Moacir defende a criação do Estado e a transformação de Cascavel em sua capital, bandeira que durante anos foi defendida por vários líderes da região, entre eles o empresário cascavelense Edi Siliprandi.
Moacir comprometeu-se em lutar pela federalização da Unioeste e pela conquista de recursos para fortalecer instituições como a Uopeccan (União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer) e o Hospital Universitário. O candidato do PSC reconhece a necessidade de mais investimentos em segurança pública, na reavaliação da progressão de penas para crimes hediondos e em ações que possam conduzir a uma profunda reforma no Judiciário. “A Justiça deve ser aplicada com mais rigor, porque a sensação de impunidade estimula o crime”, diz.
DEBATE
Candidatos não convencem eleitores
A população parece estar cada vez mais decepcionada com os políticos. Ontem a reportagem foi às ruas e abordou 25 pessoas. À exceção de uma, que assistiu parte do programa, nenhuma outra assistiu o debate entre os candidatos ao governo do Estado, promovido pela Rede Bandeirantes segunda-feira à noite.
O aposentado Talvino Volpato, 87 foi o único que viu, mas ainda assim, apenas uma parte do debate. “Todos eles falaram muito bem sobre segurança, educação, saúde, mas é diferente falar e fazer. Queremos ver na prática. Nenhum deles me convenceu ainda”, afirma.
Os demais se limitaram em afirmar que não tiveram tempo para acompanhar, não sabiam do debate ou simplesmente alegaram não perder tempo com política. “Não vai adiantar em nada, não importa quem ganhe, a situação não vai melhorar”, afirma uma comerciante que não quis se identificar.
O aposentando Delfino Bergamo, 88, é ainda mais crítico. “Está uma grande roubalheira. Ninguém vai preso, ninguém devolve dinheiro e ninguém sai de lá. Isso não vai mudar nunca”.
FOTOPERSONAGEM:
“Políticos são todos iguais”
Talvino Volpato, 87, aposentado
“A política não tem solução”
Delfino Bergamo, 88, aposentado
ELEIÇÕES 2006 – Candidato teve seu registro negado, mas recorreu
PMDB quer iniciar a
propaganda de Aldo
O PMDB do Paraná ingressou ontem com um pedido de cautelar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pleiteando a autorização para que o seu candidato ao Senado no Paraná, Aldo Parzianello, inicie imediatamente sua propaganda no Horário Eleitoral Gratuito e também na impressa.
Esse pedido do PMDB dá seqüência à determinação do TER (Tribunal Regional Eleitoral) de processamento do recurso do candidato. Ele foi registrado no dia 16 de agosto no TRE e sua candidatura é decorrente da anulação da aliança do PMDB com o PSDB. Todavia o Tribunal indeferiu o pedido de registro, com o argumento de que ele foi realizado fora do prazo.
Junto com o pedido de registro ao Senado, também foi protocolado um requerimento explicando que a candidatura de Parzianello é em substituição ao apoio do partido a Alvaro Dias, conforme ata da convenção que determinava a coligação PMDB/PSDB.
Segundo a assessoria jurídica do PMDB, o pedido de registro só não foi feito antes devido ao impeditivo legal imposto aos partidos coligados na proporcional. Esses partidos não podem ter adversários na eleição majoritária.
ANIMADO
Debate mudará os rumos
da eleição, afirma Osmar
O candidato a governador pela coligação Paraná da Verdade, senador Osmar Dias, afirmou que o debate realizado segunda-feira à noite pela Rede Bandeirantes marcou definitivamente uma mudança nos rumos da eleição no Paraná. Segundo Osmar, ficou mais do que claro que o atual governador não respeita a população e quer se manter no poder a qualquer custo.
“Acredito que o debate muda o panorama da campanha. Agora dá para ver que tem gente querendo continuar no poder e para isso faz de tudo: inventa história, provoca os adversários, não respeita a população”, disse o senador. “Mas assim ele não vai ganhar. Nós vamos ganhar com respeito a todos”, completou.
Para Osmar Dias, o debate serviu para mostrar mais uma vez que o atual governador se elegeu por causa de mentiras. Como exemplo, o senador citou as promessas sobre o pedágio, que segundo o governador baixaria ou acabaria. Pelo contrário, aumentou 37% durante a atual gestão.
Agora, o governador quer usar do mesmo expediente para se reeleger. “Mas eu quero ganhar a eleição falando a verdade, por isso me candidatei. O Paraná já foi enganado demais”, declarou Osmar Dias.
O candidato do Paraná da Verdade comentou ainda sobre o desempenho dos candidatos dos partidos pequenos, os chamados “nanicos”, durante o debate. “Respeito todos os candidatos, embora a gente veja claramente que alguns estão trabalhando para o governador. Isso ficou muito claro no debate”, analisou Osmar. “Mas não tem problema, cada um faz o que acha que deve ser feito, é a sua consciência que determina”, afirmou.
SALÁRIOS
PPS denuncia gastos do governo
A assessoria de imprensa do candidato ao governo do Estado pela coligação Voto Limpo Rubens Bueno distribuiu matéria à imprensa ontem, criticando os gastos da atual administração com salários em cargos comissionados. Segundo a assessoria de Rubens, os dados são oficiais, repassados pela Secretaria de Estado da Administração.
O release mostra que, em quatro anos de governo Requião, o povo do Paraná vai desembolsar R$ 331,2 milhões para pagar os salários dos 3.402 cargos comissionados mantidos pelo governo e, na maioria, ocupado por parentes, amigos ou cabos eleitorais do governador e de seus secretários ou de funcionários de carreira que recebem gratificação.
A situação dos cargos comissionados no atual governo é a seguinte: são 2.186 cargos de comissão sem vínculo (ocupados por pessoas sem vínculo com a administração pública) e 1.216 com vínculo (funcionários públicos que recebem complemento), o que totaliza 3.402 cargos.
Juntos, eles consomem R$ 6,9 milhões por mês. De acordo com a Secretaria da Administração, não há o valor dos salários pagos dos grupos separadamente.
Enquanto isso, o governo investiu apenas R$ 109,252 milhões no programa Leite das Crianças, ou seja, um terço do total gasto com salários comissionados. E aplicou ridículos R$ 6 milhões no Fundo de Aval, que financia pequenos agricultores paranaenses. As informações são da Secretaria de Agricultura.
A matéria cita ainda uma reportagem da “Folha de São Paulo”, na qual informa que o governo emprega 26 parentes.
O candidato a deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB) recebeu a visita do ex-secretário de Finanças e presidente do PTB de Cascavel, Arnaldo Curioni, do vereador Seno Rhoden e do secretário do PTB local, Paulo de Oliveira. Os três manifestaram apoio para conduzir Alfredo Kaefer à Câmara Federal. "As propostas existentes no plano de governo são inovadoras e vão contribuir para o desenvolvimento do nosso Estado e País", resumiu Curioni.
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