CAMPANHA
Flávio Arns divulga plano
de governo em Cascavel
Em uma visita
rápida a Cascavel, sexta-feira, o senador e candidato ao governo
do Estado pelo PT, Flávio Arns, apresentou propostas do seu plano
de governo, na sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) local, e recebeu
do vice-presidente da Acic (Associação Comercial, Industrial
e Agropecuária de Cascavel), Valdinei Silva, a Carta do Oeste,
com as principais reivindicações do empresariado da região.
Arns defendeu uma política econômica que valorize o meio
ambiente e as pessoas. “O meio ambiente tem de ser parceiro no desenvolvimento
econômico. Nesta região temos uma natureza rica. Vamos desenvolver
a indústria do turismo para aproveitar este potencial”, explica.
“Precisamos respeitar as pessoas, oferecendo moradia, saúde,
trabalho e renda. Com isso, elas produzirão e ajudarão a
fortalecer a nossa economia”.
Ele também comentou suas propostas para a agricultura, com medidas
a curto e médio prazo. “Precisamos repensar imediatamente
a forma de refinanciar as dívidas agrícolas. É o
governo do Estado e não o agricultor quem tem de ir a Brasília
para negociar com o governo federal”, salienta.
De acordo com Arns, a médio prazo o seu governo, se eleito, buscará
junto ao governo federal um seguro agrícola para pequenos e grandes
produtores, que cubra todos os tipos possíveis de prejuízos.
Para as áreas de segurança, educação e saúde
o discurso foi o mesmo. “O mais importante é valorizar o
profissional, oferecendo cursos, treinamentos, e compensá-lo financeiramente”,
declarou.
ELEIÇÕES
- Proibição de brindes ainda é contestada
Prejuízo com regra do
TSE chega a R$ 280 mi
A decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de proibir os candidatos
de distribuírem brindes como camisetas, chaveiros, bonés
e canetas, entre outros, causou um grande prejuízo às empresas
do setor, que aguardavam com ansiedade o período.
Estima-se que no País, com a medida, as empresas deixaram de arrecadar
cerca de R$ 4 bilhões. No Paraná esse prejuízo chega
a R$ 280 milhões, com base na movimentação de campanhas
anteriores.
Os partidos podem, no entanto, comercializar os mesmos brindes, com divulgação
da legenda, desde que não contenha o nome de candidatos nem o cargo
em disputa.
O prejuízo das empresas só não será maior
porque o período de Copa do Mundo aqueceu as vendas, embora a Seleção
Brasileira tenha saído da disputa mais cedo, o que deixou muito
material encalhado. No entanto, foi a salvação do ano para
as empresas do setor.
Em Cascavel, o diretor da Kopp Brindes, Cláudio Kopp, resume o
sentimento do mercado de brindes com a medida do TSE: “Me quebrou
as duas pernas”. O empresário diz que nesse período
eleitoral, a empresa costuma aumentar o número de empregados em
50%, mas com a proibição do material, manteve o quadro atual.
Ele acusa que outras empresas podem amargar prejuízos maiores.
“A nossa empresa, pela estrutura e por estar há 15 anos no
mercado, não precisou comprar material antecipado, não somos
uma empresa sazonal. Mas outras, de menor porte, provavelmente precisaram
adquirir a matéria-prima com antecedência e pagar por ela,
esperando recuperar o investimento nas eleições. Essas terão
prejuízo maior”, exemplificou.
Preços promocionais, melhores condições de pagamento
e um trabalho de motivação dos vendedores são as
táticas utilizadas pelos dirigentes da Izaleu Brindes, na tentativa
de amenizar a situação. “Os vendedores estavam com
medo de viajar e acabar com um prejuízo ainda maior. Com essas
medidas estamos contornando essa fase, que geralmente trazia ótimos
resultados”, pondera a proprietária Marilza Tfardoski.
Empregos
De acordo com o presidente da Anibb (Associação Nacional
das Indústrias de Bonés, Brindes e Similares), Valdenilson
Domingos da Costa, a indústria do boné emprega 50 mil pessoas
em todo o País e a de camisetas, mais de 100 mil. “Deixarão
de ser produzidos cerca de 10 milhões de bonés e mais de
30 milhões de camisetas”, completa.
O presidente da Acic (Associação Comercial e Industrial
de Cascavel), Guido Bresolin Junior, disse que não vê nenhum
aspecto positivo na proibição e que a redução
de gastos, principal objetivo da lei, não será grande. “Não
é a produção desses materiais que custa mais caro
para os candidatos”. E completa. “Prejudica principalmente
a geração de empregos”.
Atualmente os empresários aguardam a resposta da ação
direta de inconstitucionalidade impetrada pela Associação,
por meio da CNI (Confederação Nacional da Indústria),
no STF (Supremo Tribunal Federal).
ALCKMIN
O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo
Alckmin, diante do contra-ataque governamental no caso das Sanguessugas,
segundo o qual as compras irregulares de ambulâncias teriam começado
no governo FHC (1995-2002), disse que o PSDB não é igual
ao PT. "Não é verdade, não somos iguais",
afirmou.
Mesmo dizendo ser preciso verificar a acusação, Alckmin
rebateu a estratégia petista de, sempre que acusado, dizer que
as supostas irregularidades já eram cometidas por outros.
"É interessante. O PT, no passado, se dizia o dono da ética.
Não era verdade. Agora, quer dizer o contrário, somos todos
iguais. Não é verdade, não somos todos iguais. Está
errado o que eles estão fazendo. Então, em vez de prestar
contas à sociedade, querem dizer: 'Já teve antes'. Tudo
bem, se teve antes, é preciso também investigar."
Sobre o maior número de prefeituras envolvidas ser do PSDB e do
PFL, o tucano disse que a investigação "vale para todo
mundo, independentemente de sigla partidária". E voltou a
dizer que a matriz do problema é o governo federal, não
os deputados, que chamou de filiais.
ORÇAMENTO
– Saúde e Ação Social foram os mais alterados
Prefeitura
já remanejou
R$ 17,5 milhões este ano
Um levantamento
parcial feito pela reportagem do Hoje com a Câmara de Vereadores,
mostra que a Prefeitura de Cascavel já remanejou cerca de R$ 17,5
milhões do orçamento nos primeiros seis meses do ano. As
secretarias de Saúde, Ação Social e Educação,
pela ordem, sofreram as maiores alterações.
A Câmara Municipal só realizará no fim do ano um levantamento
completo sobre o total de remanejamento feito pela prefeitura, segundo
informações extra-oficiais, por isso não foi possível
identificar as pastas que mais perderam e as que mais ganharam com essas
mudanças. Desse total de remanejamento, muito ocorreram dentro
da própria pasta.
No ano passado, o primeiro da administração Lísias
Tomé, o prefeito tinha liberdade para remanejar até 30%
do orçamento sem a interferência dos vereadores. Lísias
acabou extrapolando o limite, com a alegação de que o planejamento
havia sido feito pelo antecessor e que havia a necessidade de adequá-lo
ao seu plano de governo.
Para este ano a Câmara cortou o livre remanejamento do Executivo,
mas, embora o orçamento tenha sido elaborado pela própria
equipe, o prefeito Lísias tem modificado constantemente a estrutura
financeira das pastas para suprir necessidades. O orçamento do
Poder Executivo previsto para o ano é de R$ 219 milhões.
Desse total, 7,5% foi remanejado até agora.
A Secretaria de Saúde totaliza remanejamento de R$ 3.347.820 até
antes do recesso parlamentar. Em seguida aparece a Secretaria de Ação
Social, com R$ 2.317.284, superando, inclusive, a Educação,
que teve remanejamento de R$ 2.019,778. Na seqüência aparecem
Serviços e Obras Públicas e Esporte e Lazer.
Uma das reclamações dos vereadores quando votam pedidos
de remanejamento é a falta de informações sobre o
destino dos recursos. Muitos dos anteprojetos enviados pelo Executivo
tiveram pedido de vistas ou tiveram seus valores reduzidos. São
os casos, por exemplo, de um pedido de acréscimo de R$ 1,1 milhão
para a Secretaria de Comunicação, que foi reduzido a R$
550 mil e outro para a Educação, que de R$ 1,1 milhão
para compra de vale-transporte passou para R$ 610 mil.
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