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ORIENTE MÉDIO
Governo acusa Hezbollah de impedir grupos de ajuda

Israel rejeita proposta de
trégua humanitária da ONU

Israel rejeitou ontem a idéia de uma trégua de três dias entre o seu Exército e o grupo terrorista libanês Hezbollah para permitir o atendimento às vítimas do conflito e o envio de comida e medicamentos ao sul do Líbano.
A proposta havia sido feita sexta-feira pelo coordenador de assuntos humanitários da ONU (Organização das Nações Unidas), Jan Egeland, ao Conselho de Segurança da entidade. Ele pretendia entrar em contato com autoridades israelenses e dirigentes do Hezbollah para tentar obter um acordo.
“Israel não pode aceitar um cessar-fogo com o Hezbollah porque essa organização terrorista aproveitaria a oportunidade para concentrar os civis nas zonas de combate com o objetivo de utilizá-los como escudos humanos”, afirmou Gideon Meir, alto funcionário do ministério israelense das Relações Exteriores.
Para Israel, é o Hezbollah que tem impedido a chegada de ajuda humanitária ao Líbano a fim de provocar uma crise e culpá-lo por ela. Mesmo assim, outros países continuam mandando aviões e navios carregados de alimentos e remédios.
No Líbano, as tropas terrestres israelenses que entraram nos últimos dias no Sul do país retornaram ontem ao vilarejo de Marun al-Ras, ponto a partir do qual tentam, há uma semana, acabar com a resistência dos combatentes do Hezbollah entrincheirados em Bint Jbeil.
O estopim do conflito foi o seqüestro de dois soldados israelenses levado a cabo pelo Hizbollah dia 12 de julho. Desde o início dos confrontos, a violência já deixou cerca de 440 mortos no Líbano - entre eles, mais de 380 civis, 20 soldados libaneses e 35 terroristas - e mais de 52 mortos em Israel, sendo 19 civis. Entre os mortos no Líbano, há sete cidadãos brasileiros, três deles crianças de Foz do Iguaçu.

CALIFÓRNIA
Onda de calor
já matou 100

A onda de calor que assola a Califórnia, nos Estados Unidos, desde meados de julho, já teria provocado 116 mortes, de acordo com as autoridades americanas. A maior parte das vítimas morreu no Vale Central da Califórnia, onde as temperaturas vêm atingindo 46º C em algumas áreas.
Entre as cidades mais atingidas pelo calor está Fresno. O número de mortos é tão acima do normal que necrotério da cidade enfrenta dificuldades para abrigar os corpos.

ÍNDIA
Chuvas deixam
300 mortos

Pelo menos 328 pessoas morreram na Índia desde junho em conseqüência das chuvas de monção, segundo informações das autoridades locais. "As chuvas mataram 148 pessoas no estado de Uttar Pradesh, 21 nos últimos dois dias por causa dos raios e do desabamento de uma casa", afirmou o porta-voz da polícia estadual, Manish Awasthi.
O subcontinente é afetado de junho a setembro por fortes chuvas, que provocam regularmente inundações e deixam milhões de pessoas desabrigadas.

 


 

 

 

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