Edição nº 4644 - Quarta-feira, 30 de maio de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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REVELAÇÃO – Mário Seibert foi vítima de golpe em São Paulo
Esposa de vereador usava
salário para pagar secretário

O vereador Mário Seibert (PMDB) vai usar a tribuna da Câmara Municipal na tarde de hoje para contar fatos recentes que aconteceram com ele e que poderão dar margens à investigação. O vereador falou do assunto ontem, mas sem explicar todos os detalhes.
O que mais chamou a atenção, no entanto, foi a declaração dada ao programa de televisão “Bate-Rebate”, onde dizia que o salário da esposa - Marilei Seibert -, exonerada na semana passada da Secretaria de Cultura, era repassado para um secretário municipal.
À reportagem do Hoje¸ o vereador contou que foi vítima de um golpe e que havia emprestado dinheiro do secretário de Obras, Cléverson Thomé. Questionado se a nomeação da esposa seria uma garantia para o pagamento da dívida, o vereador negou, assim como a possibilidade de se tratar de dinheiro público. “Minha esposa foi nomeada há cerca de seis meses. Mas não tinha acordo sobre isso. A minha dívida é com o secretário [Cléverson Thomé], mas não tem envolvimento da prefeitura”, assegurou.
Mário contou que no ano passado foi seduzido por uma proposta de um negócio, em São Paulo, para se tornar sócio de uma empresa que seria responsável por fazer roçadas públicas. No fim, se tratava de um golpe e o vereador foi lesado em cerca de R$ 120 mil. Parte desse dinheiro teria sido contraído junto ao secretário. “O salário da minha esposa era utilizado para pagar o empréstimo do banco, cerca de R$ 28 mil, que eu contrai para pagar ao secretário e o restante nós repassávamos diretamente a ele”, explicou.
Segundo Seibert, ele não fez o boletim de ocorrência na época porque sentiu muita vergonha. “Mas agora resolvi tornar público, porque me senti pressionado e tenho obrigação como homem público”. O vereador garantiu que vendeu imóvel e carro para amenizar a situação e que hoje vai esclarecer o fato na tribuna da Câmara.
A reportagem tentou contato com o secretário Cléverson Thomé, mas o celular encontrava-se desligado. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que não tinha conhecimento da informação e que tentaria contato com o secretário.

BOXXX
Seibert deixa a base

O vereador Mário Seibert confirmou também, ontem, que está deixando a base de sustentação do prefeito Lísias Tomé. “Já está com cerca de 90 dias que venho cobrando melhorias em bairros da região sul e no interior. Foi uma promessa do prefeito [Lísias Tomé] em um jantar que ele participou na minha casa. Mas como não fui atendido, estou deixando a base”, disse, confirmando também que as exonerações do irmão, Mauro Seibert, da horta municipal e da esposa, Marilei Seibert, da Secretaria de Cultura, “foram a gota d’água”.
“As coisas não estão acontecendo. Os bairros estão abandonados, precisando de atendimento, mas nada do que foi prometido está sendo cumprido”.

PARCERIAS
Edgar propõe regulamentação das PPPs

O deputado Edgar Bueno (PDT) apresentou projeto de lei que institui o PPP (Programa de Parcerias Público-Privadas) no Paraná, visando fomentar, coordenar, regular e fiscalizar a atividade de agentes do setor privado que, na condição de colaboradores ou concessionários do serviço público, atuem na implementação de políticas voltadas ao desenvolvimento do estado e ao bem-estar dos paranaenses.
De acordo com o projeto, o PPP terá como diretrizes a eficiência no cumprimento de finalidades e competitividade na prestação de serviços; sustentação econômica de cada empreendimento; respeito aos interesses e direitos dos destinatários dos serviços e dos agentes privados incumbidos de sua execução; indisponibilidade das funções política, normativa, policial, reguladora, controladora e fiscalizadora do Estado; universalização do acesso a bens e serviços essenciais; transparência dos procedimentos e decisões; responsabilidade fiscal na celebração e execução dos contratos; responsabilidade social; e responsabilidade ambiental.
Para gerenciar o programa o projeto cria “o Conselho Gestor do PPP” vinculado ao Gabinete do Governador, sendo integrado pelos seguintes membros: Secretário-Chefe da Casa Civil, Secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Secretário de Fazenda, Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Procurador Geral do Estado, Até 3 (três) membros de livre escolha do Governador do Estado. O projeto prevê ainda acompanhamento semestral do Poder Legislativo, através de reuniões parlamentares com membros do Conselho Gestor.
“Trata-se de necessidade dos novos tempos, que objetiva proporcionar adequado planejamento, definindo prioridades quanto à implantação, expansão, melhoria, gestão ou exploração de bens, serviços, atividades, infra-estruturas, estabelecimentos ou empreendimentos públicos em desenvolvimento ou a serem desenvolvidos”, enfatiza o deputado Edgar Bueno, na justificativa ao projeto.


ESTRADAS RURAIS – Projeto rendeu longa discussão entre vereadores
Câmara autoriza prefeitura
terceirizar obras no interior

Depois de quase duas horas de discussão e vários depoimentos favoráveis, os vereadores de Cascavel aprovaram ontem o Projeto de Lei 091/2007, que autoriza o Executivo a terceirizar os serviços de pavimentação com pedra irregular, cascalhamento e manutenção das estradas rurais. A proposição é de autoria do vereador Alcebíades Pereira da Silva (PTN) e acabou aprovada por unanimidade de votos, como nas duas primeiras votações, realizadas recentemente.
A intenção do vereador com o projeto é fazer com que a Prefeitura de Cascavel tenha um instrumento que possa agilizar os trabalhos de manutenção das estradas da zona rural, tendo em vista a situação precária em que se encontram.
O projeto havia recebido uma emenda de autoria do vereador Otto dos Reis Filho (DEM) estipulando que todos os processos licitatórios para contratação das empresas fossem analisados pela Câmara antes da homologação. A emenda recebeu parecer contrário da Comissão de Justiça, Redação e Veto, o qual foi mantido por oito votos a cinco, ou seja, a mudança não foi incluída no projeto. Isso acabou gerando a discussão entre os vereadores, já que alguns defendiam a fiscalização do contrato antes dele ser firmado.
O vereador Alcebíades argumentou que a iniciativa poderia burocratizar o processo e atrasar ainda mais as obras de reparo. A votação foi acompanhada por dezenas de produtores rurais, que comemoraram a aprovação. O projeto será encaminhado para sanção do prefeito municipal.
Enquanto isso, o Projeto de Lei 102/2007, de autoria do presidente Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), que cria normas para a instalação e funcionamento de cemitérios públicos, associativos ou particulares, foi retirado da pauta por força de um pedido de vistas apresentado pelo vereador Sadi Kisiel (PMN).
O mesmo ocorreu com os projetos 069, que repassa a responsabilidade do pagamento da conta de energia elétrica dos salões comunitários para a prefeitura, e 080/07, que dispõe sobre a implantação de estudo de impacto de vizinhança em casos de implantação de novos loteamentos na cidade. Todos os demais projetos e anteprojetos incluídos na pauta de votações foram aprovados.
O segundo período de sessão será realizado hoje, a partir das 14h30.

 


BOXXX
Prestação de contas
O secretário de Finanças de Cascavel, Cláudio Stábile estará na Câmara de Vereadores, hoje, a partir das 9h, para realizar a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2007.
O secretário é obrigado pela Lei de Responsabilidade Fiscal a apresentar os números – arrecadação e despesas do Município – à Comissão de Economia, Finanças e Orçamento do Legislativo, que tem como membros os vereadores Jorge Lauxen, Sadi Kisiel e Otto dos Reis Filho. A sessão é aberta a toda população.

GASTOS
Assembléia aprova comissão
para fiscalizar a publicidade

Os deputados aprovaram durante a sessão plenária de ontem o pedido de constituição da CEI (Comissão Especial de Investigação) sobre os investimentos do Governo do Estado em publicidade e propaganda, nos exercícios de 2005 e 2006. Além disso, serão analisados os critérios adotados na distribuição de verbas. A iniciativa do requerimento é do pepessista Marcelo Rangel.
A CEI deverá ser constituída por sete deputados tendo um prazo de 60 dias para apurar e averiguar os investimentos na área feitos pelo Executivo. E os membros poderão ser designados pelo presidente da Casa ou por meio da indicação dos líderes. Para a constituição das Comissões Temporárias, o Regimento determina a observação do rodízio entre as bancadas não contempladas, de tal forma que todos os Partidos ou Blocos Parlamentares possam fazer-se representar. Depois de nomeados, os deputados terão um prazo de cinco dias para a instalação dos trabalhos da Comissão Especial e para a indicação do presidente e do vice-presidente.

CONSELHO DE ÉTICA
Renan não teme investigação

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ontem que não teme as investigações do Conselho de Ética da Casa Legislativa sobre as denúncias publicadas pela revista "Veja" de que usaria recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar parte de suas despesas pessoais. "Nada me preocupa porque a verdade está do meu lado. Absolutamente nada me preocupa", afirmou Renan.
Cercado por jornalistas ao chegar à sessão plenária do Senado, Renan reiterou que não vai comentar os desdobramentos das denúncias. "Falei ontem. Mostrei documentos e disse que sou responsável pelos meus atos. Já apresentei minhas vísceras com todas as declarações de Imposto de Renda", afirmou.
O senador disse que apenas seu advogado vai comentar as afirmações de Pedro Calmon Filho, advogado de Mônica Veloso, de que não existe um fundo de R$ 100 mil aplicado pelo senador para garantir despesas futuras de sua filha com a jornalista.
O advogado também sustenta que os pagamentos referentes à pensão e ao aluguel de apartamento para Mônica Veloso eram efetivados pelo lobista da Mendes Júnior, Cláudio Gontijo.

 

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