| REVELAÇÃO – Mário Seibert
foi vítima de golpe em São Paulo
Esposa de vereador usava
salário para pagar secretário
O vereador Mário Seibert (PMDB) vai usar a tribuna da Câmara
Municipal na tarde de hoje para contar fatos recentes que aconteceram
com ele e que poderão dar margens à investigação.
O vereador falou do assunto ontem, mas sem explicar todos os detalhes.
O que mais chamou a atenção, no entanto, foi a declaração
dada ao programa de televisão “Bate-Rebate”, onde dizia
que o salário da esposa - Marilei Seibert -, exonerada na semana
passada da Secretaria de Cultura, era repassado para um secretário
municipal.
À reportagem do Hoje¸ o vereador contou que foi vítima
de um golpe e que havia emprestado dinheiro do secretário de Obras,
Cléverson Thomé. Questionado se a nomeação
da esposa seria uma garantia para o pagamento da dívida, o vereador
negou, assim como a possibilidade de se tratar de dinheiro público.
“Minha esposa foi nomeada há cerca de seis meses. Mas não
tinha acordo sobre isso. A minha dívida é com o secretário
[Cléverson Thomé], mas não tem envolvimento da prefeitura”,
assegurou.
Mário contou que no ano passado foi seduzido por uma proposta de
um negócio, em São Paulo, para se tornar sócio de
uma empresa que seria responsável por fazer roçadas públicas.
No fim, se tratava de um golpe e o vereador foi lesado em cerca de R$
120 mil. Parte desse dinheiro teria sido contraído junto ao secretário.
“O salário da minha esposa era utilizado para pagar o empréstimo
do banco, cerca de R$ 28 mil, que eu contrai para pagar ao secretário
e o restante nós repassávamos diretamente a ele”,
explicou.
Segundo Seibert, ele não fez o boletim de ocorrência na época
porque sentiu muita vergonha. “Mas agora resolvi tornar público,
porque me senti pressionado e tenho obrigação como homem
público”. O vereador garantiu que vendeu imóvel e
carro para amenizar a situação e que hoje vai esclarecer
o fato na tribuna da Câmara.
A reportagem tentou contato com o secretário Cléverson Thomé,
mas o celular encontrava-se desligado. A assessoria de imprensa da prefeitura
informou que não tinha conhecimento da informação
e que tentaria contato com o secretário.
BOXXX
Seibert deixa a base
O vereador Mário Seibert confirmou também, ontem, que está
deixando a base de sustentação do prefeito Lísias
Tomé. “Já está com cerca de 90 dias que venho
cobrando melhorias em bairros da região sul e no interior. Foi
uma promessa do prefeito [Lísias Tomé] em um jantar que
ele participou na minha casa. Mas como não fui atendido, estou
deixando a base”, disse, confirmando também que as exonerações
do irmão, Mauro Seibert, da horta municipal e da esposa, Marilei
Seibert, da Secretaria de Cultura, “foram a gota d’água”.
“As coisas não estão acontecendo. Os bairros estão
abandonados, precisando de atendimento, mas nada do que foi prometido
está sendo cumprido”.
PARCERIAS
Edgar propõe regulamentação das PPPs
O deputado Edgar Bueno (PDT) apresentou projeto de lei que institui o
PPP (Programa de Parcerias Público-Privadas) no Paraná,
visando fomentar, coordenar, regular e fiscalizar a atividade de agentes
do setor privado que, na condição de colaboradores ou concessionários
do serviço público, atuem na implementação
de políticas voltadas ao desenvolvimento do estado e ao bem-estar
dos paranaenses.
De acordo com o projeto, o PPP terá como diretrizes a eficiência
no cumprimento de finalidades e competitividade na prestação
de serviços; sustentação econômica de cada
empreendimento; respeito aos interesses e direitos dos destinatários
dos serviços e dos agentes privados incumbidos de sua execução;
indisponibilidade das funções política, normativa,
policial, reguladora, controladora e fiscalizadora do Estado; universalização
do acesso a bens e serviços essenciais; transparência dos
procedimentos e decisões; responsabilidade fiscal na celebração
e execução dos contratos; responsabilidade social; e responsabilidade
ambiental.
Para gerenciar o programa o projeto cria “o Conselho Gestor do PPP”
vinculado ao Gabinete do Governador, sendo integrado pelos seguintes membros:
Secretário-Chefe da Casa Civil, Secretário de Indústria,
Comércio e Assuntos do Mercosul, Secretário de Fazenda,
Secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Procurador
Geral do Estado, Até 3 (três) membros de livre escolha do
Governador do Estado. O projeto prevê ainda acompanhamento semestral
do Poder Legislativo, através de reuniões parlamentares
com membros do Conselho Gestor.
“Trata-se de necessidade dos novos tempos, que objetiva proporcionar
adequado planejamento, definindo prioridades quanto à implantação,
expansão, melhoria, gestão ou exploração de
bens, serviços, atividades, infra-estruturas, estabelecimentos
ou empreendimentos públicos em desenvolvimento ou a serem desenvolvidos”,
enfatiza o deputado Edgar Bueno, na justificativa ao projeto.
ESTRADAS RURAIS – Projeto rendeu longa discussão entre vereadores
Câmara autoriza prefeitura
terceirizar obras no interior
Depois de quase duas horas de discussão e vários depoimentos
favoráveis, os vereadores de Cascavel aprovaram ontem o Projeto
de Lei 091/2007, que autoriza o Executivo a terceirizar os serviços
de pavimentação com pedra irregular, cascalhamento e manutenção
das estradas rurais. A proposição é de autoria do
vereador Alcebíades Pereira da Silva (PTN) e acabou aprovada por
unanimidade de votos, como nas duas primeiras votações,
realizadas recentemente.
A intenção do vereador com o projeto é fazer com
que a Prefeitura de Cascavel tenha um instrumento que possa agilizar os
trabalhos de manutenção das estradas da zona rural, tendo
em vista a situação precária em que se encontram.
O projeto havia recebido uma emenda de autoria do vereador Otto dos Reis
Filho (DEM) estipulando que todos os processos licitatórios para
contratação das empresas fossem analisados pela Câmara
antes da homologação. A emenda recebeu parecer contrário
da Comissão de Justiça, Redação e Veto, o
qual foi mantido por oito votos a cinco, ou seja, a mudança não
foi incluída no projeto. Isso acabou gerando a discussão
entre os vereadores, já que alguns defendiam a fiscalização
do contrato antes dele ser firmado.
O vereador Alcebíades argumentou que a iniciativa poderia burocratizar
o processo e atrasar ainda mais as obras de reparo. A votação
foi acompanhada por dezenas de produtores rurais, que comemoraram a aprovação.
O projeto será encaminhado para sanção do prefeito
municipal.
Enquanto isso, o Projeto de Lei 102/2007, de autoria do presidente Julio
Cesar Leme da Silva (PMDB), que cria normas para a instalação
e funcionamento de cemitérios públicos, associativos ou
particulares, foi retirado da pauta por força de um pedido de vistas
apresentado pelo vereador Sadi Kisiel (PMN).
O mesmo ocorreu com os projetos 069, que repassa a responsabilidade do
pagamento da conta de energia elétrica dos salões comunitários
para a prefeitura, e 080/07, que dispõe sobre a implantação
de estudo de impacto de vizinhança em casos de implantação
de novos loteamentos na cidade. Todos os demais projetos e anteprojetos
incluídos na pauta de votações foram aprovados.
O segundo período de sessão será realizado hoje,
a partir das 14h30.
BOXXX
Prestação de contas
O secretário de Finanças de Cascavel, Cláudio Stábile
estará na Câmara de Vereadores, hoje, a partir das 9h, para
realizar a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre
de 2007.
O secretário é obrigado pela Lei de Responsabilidade Fiscal
a apresentar os números – arrecadação e despesas
do Município – à Comissão de Economia, Finanças
e Orçamento do Legislativo, que tem como membros os vereadores
Jorge Lauxen, Sadi Kisiel e Otto dos Reis Filho. A sessão é
aberta a toda população.
GASTOS
Assembléia aprova comissão
para fiscalizar a publicidade
Os deputados aprovaram durante a sessão plenária de ontem
o pedido de constituição da CEI (Comissão Especial
de Investigação) sobre os investimentos do Governo do Estado
em publicidade e propaganda, nos exercícios de 2005 e 2006. Além
disso, serão analisados os critérios adotados na distribuição
de verbas. A iniciativa do requerimento é do pepessista Marcelo
Rangel.
A CEI deverá ser constituída por sete deputados tendo um
prazo de 60 dias para apurar e averiguar os investimentos na área
feitos pelo Executivo. E os membros poderão ser designados pelo
presidente da Casa ou por meio da indicação dos líderes.
Para a constituição das Comissões Temporárias,
o Regimento determina a observação do rodízio entre
as bancadas não contempladas, de tal forma que todos os Partidos
ou Blocos Parlamentares possam fazer-se representar. Depois de nomeados,
os deputados terão um prazo de cinco dias para a instalação
dos trabalhos da Comissão Especial e para a indicação
do presidente e do vice-presidente.
CONSELHO DE ÉTICA
Renan não teme investigação
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ontem que não
teme as investigações do Conselho de Ética da Casa
Legislativa sobre as denúncias publicadas pela revista "Veja"
de que usaria recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar
parte de suas despesas pessoais. "Nada me preocupa porque a verdade
está do meu lado. Absolutamente nada me preocupa", afirmou
Renan.
Cercado por jornalistas ao chegar à sessão plenária
do Senado, Renan reiterou que não vai comentar os desdobramentos
das denúncias. "Falei ontem. Mostrei documentos e disse que
sou responsável pelos meus atos. Já apresentei minhas vísceras
com todas as declarações de Imposto de Renda", afirmou.
O senador disse que apenas seu advogado vai comentar as afirmações
de Pedro Calmon Filho, advogado de Mônica Veloso, de que não
existe um fundo de R$ 100 mil aplicado pelo senador para garantir despesas
futuras de sua filha com a jornalista.
O advogado também sustenta que os pagamentos referentes à
pensão e ao aluguel de apartamento para Mônica Veloso eram
efetivados pelo lobista da Mendes Júnior, Cláudio Gontijo.
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