Edição nº 4644 - Quarta-feira, 30 de maio de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
Principal - Internacional
RECADO
Após 30 anos países retomaram relações diplomáticas

EUA pedem ao Irã que
suspenda apoio a milícias

Os EUA (Estados Unidos) pediram ontem que o Irã suspenda o apoio dado a milícias no Iraque, em uma reunião histórica entre representantes dos dois países. Após quase 30 anos, os dois países retomaram as relações diplomáticas com o encontro de ontem.
Os governos americano e iraniano haviam cortado relações em 1979, após um seqüestro na Embaixada americana em Teerã em que diplomatas foram feitos reféns por 14 meses.
Washington acusa o Irã de armar, financiar e treinar milícias xiitas no Iraque, acirrando a violência sectária no país. O governo iraniano nega as acusações americanas.
“O diálogo foi positivo, mas agora precisamos observar a ação iraniana”, disse Ryan Crocker, embaixador americano para o Iraque, após a reunião, que durou cerca de quatro horas. “Até o momento, as ações [do Irã] vão contra a política que eles propuseram”, acrescentou.
Segundo Crocker, Teerã propôs um mecanismo conjunto entre Irã, EUA e Iraque para coordenar a segurança no país árabe. De acordo com o embaixador, os EUA pediram que o Irã pare de dar apoio às milícias xiitas, fornecendo-lhes recursos, explosivos e munições.
“Isso é perigoso para o Iraque (...) e para a região, porque pode causar instabilidade”, disse. Crocker disse ainda que o Irã negou as alegações, sem fornecer detalhes.
O Irã, por sua vez, criticou o treinamento dado pelo Exército americano às forças iraquianas, dizendo que isto é inadequado para os desafios enfrentados no país.
O representante iraniano, Hassan Kazemi-Qomi, disse que seu país viu “passos positivos” no encontro. “Alguns problemas foram levantados e discutidos, e acho isso positivo (...). No campo político, os dois lados concordaram em apoiar o governo iraquiano”, disse à tevê.


VENEZUELA
Chávez tira do ar TV oposicionista

Faltando um minuto para a meia-noite de domingo, o Governo de Hugo Chávez cortou o sinal de transmissão da RCTV, mais antiga emissora da Venezuela e única de oposição com alcance nacional.
A decisão de não renovar a licença da RCTV e transformá-la em um canal público, que já havia sido anunciada em dezembro, foi celebrada por chavistas nas ruas. Eles puderam assistir à primeira emissão da nova rede, TVes, que entrou no ar à 0h20 (1h20 de Brasília).
Chávez considera que o fim do canal é um combate ao “capitalismo e à ditadura da mídia”. Ele acusa a RCTV de “envenenar” os venezuelanos uma programação que promove o capitalismo. O canal também é acusado de ter apoiado o golpe que tentou derrubar Chávez do poder em 2002. Chávez chegou a passar dois dias preso, mas recuperou o poder logo depois.
O diretor-geral da RCTV, Marcel Granier, discorda de Chávez e considera o fechamento da emissora o “início do totalitarismo na Venezuela”. “Isso [a extinção da RCTV] mostrou a abusiva, arbitrária e ditatorial natureza do governo Chávez, um governo que impede a liberdade de expressão e o criticismo”, disse Granier.

BOX
Explosão mata 21

A explosão de um carro-bomba em um distrito movimentado do centro de Bagdá matou ao menos 21 pessoas e feriu outras 66 ontem, segundo fontes médicas e policiais. O ataque ocorreu por volta das 14h (5h de Brasília) na região de Sinak, a leste do Rio Tigre, em um ponto próximo da mesquita de Abdul Qadir al Gailani, que é tanto sunita como xiita.
Membros do Corpo de Bombeiros tentavam combater as chamas enquanto ambulâncias corriam para socorrer os feridos. O comerciante Ghaith Karim, 38, caminhava até uma estação de ônibus perto de Sinak para ir para casa, ao leste de Bagdá, quando viu uma bola de fogo e ouviu uma forte explosão. “Foi muito forte, senti tudo tremendo”, disse ele à agência de notícias Associated Press. “Quando cheguei ao local da explosão, vi pedaços de corpos e uma poça de sangue. Vítimas estavam sendo levadas por civis. Bombeiros tentavam combater as chamas”. Três policiais estariam entre as vítimas. Ao menos oito carros de civis foram destruídos.

Xenofobia
Um estudante detido pelo assassinato de um armênio em Moscou em meados de abril confessou à polícia que matou 37 pessoas por motivos xenófobos (aversão a pessoas e coisas estrangeiras). O skinhead, identificado como Artur Rino, 18, disse aos investigadores que tinha matado suas vítimas para “limpar a cidade” de caucasianos. Segundo um jornal local, em um primeiro momento os investigadores duvidaram do depoimento de Rino, mas, quando começaram a verificar suas declarações, vários dos episódios foram confirmados.
O skinhead confessou que odiava “desde a escola” as pessoas do Cáucaso que foram se radicar em Moscou.


Antiinformática
Um grupo de judeus ultraortodoxos lançou uma campanha para proibir totalmente o uso de computadores, por considerar que são “o mal disfarçado” e o autêntico satã. Os gerrer, uma seita hassídica (corrente mística judia) fundada no século XIX, batem de porta em porta tentando convencer os membros da comunidade que possuem um computador dos “perigos espirituais” que isso representa para sua família, segundo a edição de ontem do jornal “Haaretz”.
Embora os ultraortodoxos sejam proibidos de ver televisão, ir ao cinema e usar o computador, muitos destes religiosos radicais têm o aparelho em casa. “A inclinação ao mal e o satã corruptor se envolveram em uma inocente fantasia em forma de computador”, afirmava ontem o editorial do jornal ultraortodoxo “Hamodia”, controlado pela seita Ger.


Shimon Peres
O Partido Kadima, atualmente no governo de Israel, indicou o vice-premiê e ganhador do Prêmio Nobel da Paz Shimon Peres como candidato à Presidência, anunciou o primeiro-ministro Ehud Olmert. Olmert disse que Peres, um ex-premiê, seria a figura perfeita para o posto de presidente.
Fundamentalmente cerimonial, o cargo costuma ser ocupado por importantes figuras da sociedade ou estadistas respeitados, mas que perdeu parte de seu brilho com os recentes escândalos - inclusive uma acusação de estupro - envolvendo seu atual ocupante, Moshe Katsav.

FOTOLEGENDA: EFE
Um acidente em uma petrolífera causou inundação em Java, na Indonésia, há cerca de um ano. Desde então, cerca de 15 mil pessoas estão vivendo em albergues, enquanto suas casas permanecem submersas.

Expediente - Fale Conosco

Enquete

Na sua opinião, a renovação das cadeiras no Legislativo de Cascavel foi para:

Melhor
Pior
Ficou igual


Resultado Parcial


Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.

Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.

Video 30 anos
Veja aqui o vídeo promocional 30 anos Jornal Hoje

Busca