Edição nº 4889 - quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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BLOCO
Governador discute política local antes de visitar o Show Rural
Pessuti se reúne com partidos em Cascavel

Representantes de alguns partidos de Cascavel se reúnem na manhã de hoje com o governador em exercício Orlando Pessuti (PMDB). Os dirigentes partidários aproveitarão a visita peemedebista à 20ª edição do Show Rural Coopavel para tratar de assuntos visando às eleições municipais e à composição de um bloco para disputar a sucessão da prefeitura.
O encontro, que foi organizado pelo presidente do PMDB, Walter Parcianello, deverá contar com a presença de dirigentes do trio de partidos que compõem o protocolo de intenções firmado ano passado, entre PMDB, PT e PCdoB, além de líderes do PR, PV, PSB e PSDC.
Após reunir-se com os dirigentes partidários, Orlando Pessuti, visita o Show Rural Coopavel. A discussão sobre o bloco de composição para as eleições também foi um dos assuntos na pauta da reunião de ontem da executiva municipal do PMDB no escritório regional do deputado federal Hermes “Frangão” Parcianello, onde ficaram definidas algumas deliberações a serem expostas tanto para o governador em exercício quanto para as demais siglas.
Parcianello afirmou que alguns dos partidos citados, assim como o PMDB, tem deliberações para lançarem seus pré-candidatos a prefeito. “Essa frente não terá um nome, todos os partidos têm deliberações de lançamento de suas candidaturas próprias. O bloco deve se unir e chegar no consenso de um único nome a prefeito e vice, desde que atinja o interesse coletivo, sem pretensões individuais”, adiantou Parcianello, o que deve ser um dos pontos discutidos na reunião desta manhã.
Apesar de não mencionar o PSC, do prefeito Lísias Tomé, Walter não fugiu dos questionamentos sobre uma eventual aliança com a sigla do alcaide, que foi cogitada na última vinda de Pessuti ao Município. “O que houve foi uma cordialidade do Pessuti. Há uma lembrança do PMDB ao apoio que o prefeito deu a campanha do governador”, disse.
NOME DO PMDB
Outra definição na reunião de ontem foram algumas datas do partido, como a de oficialização da candidatura própria do PMDB. Parcianello voltou a afirmar que o nome do presidente da Câmara, Julio Cesar Leme da Silva, continua sendo o mais forte para a disputa, porém a direção do partido estabeleceu até 12 de fevereiro para qualquer outro interessado em disputar o pleito se apresente.
“É natural que o nome do Julio esteja mais evidente, uma vez que ele já apresentou oficialmente suas intenções, porém o próprio Julio concordou que o partido deve agir de forma democrática, portanto, quem tiver o desejo de disputar a eleição a prefeito fará uma exposição no dia 12 e no dia 26 estará oficializado o indicativo do candidato único peemedebista”, frisou.
O presidente afirmou que a intenção é eliminar qualquer dúvida interna e boatarias em relação à sigla. “Esse é um ato democrático do PMDB, abrindo o espaço para outros que tiverem interessados. O vereador Julio Cesar nunca quis mostrar que o candidato do partido é ele e mais ninguém, pois ele sempre agiu de forma humilde e aglutinadora”, frisou Walter.

Pauta extensa
Além das discussões sobre a disputa da sucessão da prefeitura, a reunião da cúpula do PMDB também discutiu outras questões como a criação de comissões dos departamentos jovem, sindical e da mulher peemedebista, cursos preparatórios para a chapa de vereadores da sigla e a construção da sede própria do diretório.
Em relação aos cursos para os postulantes ao Legislativo, Walter disse que devem ser iniciados em março. “Nós queremos começar esses cursos quando já estiver definido quem será nosso candidato a prefeito do PMDB, caso os candidatos a vereador sejam cobrados sobre isso pela população”, disse, lembrando que os cursos irão tratar de três tópicos principais: história do PMDB, cenários políticos estadual e nacional e legislação eleitoral.
Já em relação à criação dos departamentos jovem, mulher e sindical do partido, além da construção da sede própria, o PMDB definiu o dia 15 de fevereiro como meta. “Queremos constituir essas comissões até esta data, assim como iniciar a construção de nossa sede própria”, conclui Walter, lembrando que a sede do diretório será construída na Rua Uruguai, próximo à Rua São Paulo.

ADIAMENTO
A escolha da nova executiva do PT de Cascavel, que estava pré-agendada para hoje, foi adiada para após o feriado de Carnaval. O presidente da sigla, Antônio Vieira Martins, o Toninho Frentista, informou que o diretório municipal fez uma consulta com a executiva estadual para saber se era necessária que a escolha ocorresse até o fim de janeiro.
Segundo Toninho, a direção estadual do PT informou que os militantes de Cascavel têm até 16 de fevereiro para organizar a nova executiva. A nova direção do PT já tem três cargos definidos: além do presidente que foi reeleito por aclamação, os petistas definiram a vice-presidência do partido, que será do vereador Nestor Dalmina, e a Secretaria de Organização, que ficará a cargo do coordenador do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra), Joaquim Ribeiro. Outra vaga praticamente certa será do vereador Aderbal de Mello, que deve continuar como líder de bancada.

RÉVEILLON
Locação de carreta para show custou R$ 33,8 mil
Gastos com festa popular e editais estão sob suspeita

Somente um mês após a realização do Réveillon Popular, a Codevel (Companhia de Desenvolvimento de Cascavel), organizadora do evento, enviou ao “Diário Oficial” do Município os editais de carta convite referentes aos festejos, detalhando as contratações dos serviços e expondo os valores gastos no evento.
A data de assinatura dos editais (28 de dezembro de 2007) é considerada ilegal, segundo o técnico legislativo da Câmara, Mario Galavotti, e deve ser motivo de cobranças de explicações por parte dos vereadores. “Eles não poderiam publicar os editais só agora, a publicação dos dados deve ser anterior à vigência do serviço”, explicou Mario. “É a mesma coisa que dar vigência a uma lei sem a publicação em Diário Oficial”, exemplificou o técnico.
A publicação das cartas convites chamou a atenção até mesmo da Assessoria de Comunicação e do Departamento de Compras da prefeitura, que estranham o equívoco. No caso destes serviços, a contratação foi feita direta pela Codevel e não pelo Departamento de Compras, uma vez que a companhia tem um orçamento próprio.
Além do atraso na data de publicação, outro fato que deve sofrer investigação são os valores pagos pelos serviços contratados pela Codevel. A carta convite 13/2007, publicada em “Diário Oficial”, mostra que a autarquia contratou o serviço da empresa Omega Comércio de Fogos Ltda. para aquisição de fogos de artifício para o show pirotécnico do Réveillon Popular por R$ 20 mil. O foguetório não chegou próximo do anunciado.
Porém são os valores gastos com o carro de som que causam maior estranheza. O serviço contratado pela carta convite 14/2007 custou R$ 33,8 mil e diz respeito à locação de uma carreta para o sistema de sonorização e iluminação de palco para o show do Réveillon Popular. A empresa contratada é a Espaço de Vida Propaganda e Marketing Ltda, com sede em Curitiba.
Comparado com o Carnaval, cuja organização é de responsabilidade da Secretaria de Cultura, é possível constatar que os gastos estão acima da média.
Ano passado a Cultura gastou menos de R$ 5 mil para a locação de um trio elétrico para o Carnaval Popular para os cinco dias de programação, segundo o secretário de Cultura, Julio Cesar Fernandes.
Já este ano, toda a estrutura do Carnaval Popular custará R$ 39 mil para todos os dias, incluindo equipamento de som, iluminação e banda.
A reportagem do Hoje entrou em contato com o presidente da Codevel, Moacir Vosniak, que informou que conversaria com o jurídico da companhia para esclarecer a data de publicação dos editais e também para explicar os valores, mas não retornou.

DENGUE
Anteprojeto do Executivo é inconstitucional
O anteprojeto da Prefeitura de Cascavel que cria regras para o controle e combate da dengue no Município não deverá ser apreciado no primeiro período de sessões extraordinárias do ano, agendado para a manhã de hoje.
A princípio, a proposta era o destaque das sessões exclusivas de matérias do Executivo, porém, ela não deverá ser votada, pois o presidente do Legislativo, Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), dará parecer contrário à proposta, alegando inconstitucionalidade.
O motivo do parecer negativo é que o fato de um projeto de lei com o mesmo conteúdo, de autoria do vereador Fernando “Bacana” Dias Lima (PCdoB), ter sido protocolado na Secretaria da Câmara antes do anteprojeto da prefeitura.
Julio Cesar explica que o projeto de Bacana foi protocolado ainda no dia 19 de dezembro, enquanto o do Executivo foi protocolado apenas segunda-feira. “O conteúdo das propostas é idêntico, mudando apenas alguns valores das multas, portanto, seria inconstitucional a apreciação, pois a proposta do vereador deve ir a votação antes da matéria do Executivo”.
Ambas as matérias são consideradas de urgência, devido ao aumento dos índices de proliferação de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. As propostas prevêem multas para proprietários de residências e estabelecimentos comerciais onde sejam verificados vestígios do mosquito.
Outros destaques da pauta são as apreciações de verbas que já foram aprovadas no exercício de 2007, mas cujo processo licitatório das obras não foi concluído, o que obriga nova previsão e aprovação do Legislativo no atual exercício, como a abertura de crédito de R$ 5,7 milhões para a construção do Teatro Municipal.
Outra verba que precisará ser reeditada são os R$ 3,8 milhões para a reforma de dois Cmeis (Centros Municipais de Educação Infantil) e construção de sete unidades. Esse montante que será apreciado pertence aos R$ 18 milhões contratados pela administração ano passado.
Além das verbas de 2007 que serão incluídas em 2008, os vereadores apreciarão a abertura de crédito especial de R$ 4 milhões destinados à aquisição e instalação de sistema de monitoramento da rede de iluminação pública, por meio de câmeras de vigilância, em logradouros e praças públicas. Esse montante é proveniente de recursos próprios da administração.
Esta será a primeira vez que os vereadores cascavelenses se reúnem em plenária, após mais de um mês desde o último período de sessões, realizado em 27 de dezembro.


 

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