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BLOCO
Governador discute política local antes de visitar o Show Rural
Pessuti
se reúne com partidos em Cascavel
Representantes
de alguns partidos de Cascavel se reúnem na manhã de hoje
com o governador em exercício Orlando Pessuti (PMDB). Os dirigentes
partidários aproveitarão a visita peemedebista à
20ª edição do Show Rural Coopavel para tratar de assuntos
visando às eleições municipais e à composição
de um bloco para disputar a sucessão da prefeitura.
O encontro, que foi organizado pelo presidente do PMDB, Walter Parcianello,
deverá contar com a presença de dirigentes do trio de partidos
que compõem o protocolo de intenções firmado ano
passado, entre PMDB, PT e PCdoB, além de líderes do PR,
PV, PSB e PSDC.
Após reunir-se com os dirigentes partidários, Orlando Pessuti,
visita o Show Rural Coopavel. A discussão sobre o bloco de composição
para as eleições também foi um dos assuntos na pauta
da reunião de ontem da executiva municipal do PMDB no escritório
regional do deputado federal Hermes “Frangão” Parcianello,
onde ficaram definidas algumas deliberações a serem expostas
tanto para o governador em exercício quanto para as demais siglas.
Parcianello afirmou que alguns dos partidos citados, assim como o PMDB,
tem deliberações para lançarem seus pré-candidatos
a prefeito. “Essa frente não terá um nome, todos os
partidos têm deliberações de lançamento de
suas candidaturas próprias. O bloco deve se unir e chegar no consenso
de um único nome a prefeito e vice, desde que atinja o interesse
coletivo, sem pretensões individuais”, adiantou Parcianello,
o que deve ser um dos pontos discutidos na reunião desta manhã.
Apesar de não mencionar o PSC, do prefeito Lísias Tomé,
Walter não fugiu dos questionamentos sobre uma eventual aliança
com a sigla do alcaide, que foi cogitada na última vinda de Pessuti
ao Município. “O que houve foi uma cordialidade do Pessuti.
Há uma lembrança do PMDB ao apoio que o prefeito deu a campanha
do governador”, disse.
NOME DO PMDB
Outra definição na reunião de ontem foram algumas
datas do partido, como a de oficialização da candidatura
própria do PMDB. Parcianello voltou a afirmar que o nome do presidente
da Câmara, Julio Cesar Leme da Silva, continua sendo o mais forte
para a disputa, porém a direção do partido estabeleceu
até 12 de fevereiro para qualquer outro interessado em disputar
o pleito se apresente.
“É natural que o nome do Julio esteja mais evidente, uma
vez que ele já apresentou oficialmente suas intenções,
porém o próprio Julio concordou que o partido deve agir
de forma democrática, portanto, quem tiver o desejo de disputar
a eleição a prefeito fará uma exposição
no dia 12 e no dia 26 estará oficializado o indicativo do candidato
único peemedebista”, frisou.
O presidente afirmou que a intenção é eliminar qualquer
dúvida interna e boatarias em relação à sigla.
“Esse é um ato democrático do PMDB, abrindo o espaço
para outros que tiverem interessados. O vereador Julio Cesar nunca quis
mostrar que o candidato do partido é ele e mais ninguém,
pois ele sempre agiu de forma humilde e aglutinadora”, frisou Walter.
Pauta
extensa
Além
das discussões sobre a disputa da sucessão da prefeitura,
a reunião da cúpula do PMDB também discutiu outras
questões como a criação de comissões dos departamentos
jovem, sindical e da mulher peemedebista, cursos preparatórios
para a chapa de vereadores da sigla e a construção da sede
própria do diretório.
Em relação aos cursos para os postulantes ao Legislativo,
Walter disse que devem ser iniciados em março. “Nós
queremos começar esses cursos quando já estiver definido
quem será nosso candidato a prefeito do PMDB, caso os candidatos
a vereador sejam cobrados sobre isso pela população”,
disse, lembrando que os cursos irão tratar de três tópicos
principais: história do PMDB, cenários políticos
estadual e nacional e legislação eleitoral.
Já em relação à criação dos
departamentos jovem, mulher e sindical do partido, além da construção
da sede própria, o PMDB definiu o dia 15 de fevereiro como meta.
“Queremos constituir essas comissões até esta data,
assim como iniciar a construção de nossa sede própria”,
conclui Walter, lembrando que a sede do diretório será construída
na Rua Uruguai, próximo à Rua São Paulo.
ADIAMENTO
A escolha
da nova executiva do PT de Cascavel, que estava pré-agendada para
hoje, foi adiada para após o feriado de Carnaval. O presidente
da sigla, Antônio Vieira Martins, o Toninho Frentista, informou
que o diretório municipal fez uma consulta com a executiva estadual
para saber se era necessária que a escolha ocorresse até
o fim de janeiro.
Segundo Toninho, a direção estadual do PT informou que os
militantes de Cascavel têm até 16 de fevereiro para organizar
a nova executiva. A nova direção do PT já tem três
cargos definidos: além do presidente que foi reeleito por aclamação,
os petistas definiram a vice-presidência do partido, que será
do vereador Nestor Dalmina, e a Secretaria de Organização,
que ficará a cargo do coordenador do MLST (Movimento de Libertação
dos Sem-Terra), Joaquim Ribeiro. Outra vaga praticamente certa será
do vereador Aderbal de Mello, que deve continuar como líder de
bancada.
RÉVEILLON
Locação de carreta para show custou R$ 33,8 mil
Gastos
com festa popular e editais estão sob suspeita
Somente um
mês após a realização do Réveillon Popular,
a Codevel (Companhia de Desenvolvimento de Cascavel), organizadora do
evento, enviou ao “Diário Oficial” do Município
os editais de carta convite referentes aos festejos, detalhando as contratações
dos serviços e expondo os valores gastos no evento.
A data de assinatura dos editais (28 de dezembro de 2007) é considerada
ilegal, segundo o técnico legislativo da Câmara, Mario Galavotti,
e deve ser motivo de cobranças de explicações por
parte dos vereadores. “Eles não poderiam publicar os editais
só agora, a publicação dos dados deve ser anterior
à vigência do serviço”, explicou Mario. “É
a mesma coisa que dar vigência a uma lei sem a publicação
em Diário Oficial”, exemplificou o técnico.
A publicação das cartas convites chamou a atenção
até mesmo da Assessoria de Comunicação e do Departamento
de Compras da prefeitura, que estranham o equívoco. No caso destes
serviços, a contratação foi feita direta pela Codevel
e não pelo Departamento de Compras, uma vez que a companhia tem
um orçamento próprio.
Além do atraso na data de publicação, outro fato
que deve sofrer investigação são os valores pagos
pelos serviços contratados pela Codevel. A carta convite 13/2007,
publicada em “Diário Oficial”, mostra que a autarquia
contratou o serviço da empresa Omega Comércio de Fogos Ltda.
para aquisição de fogos de artifício para o show
pirotécnico do Réveillon Popular por R$ 20 mil. O foguetório
não chegou próximo do anunciado.
Porém são os valores gastos com o carro de som que causam
maior estranheza. O serviço contratado pela carta convite 14/2007
custou R$ 33,8 mil e diz respeito à locação de uma
carreta para o sistema de sonorização e iluminação
de palco para o show do Réveillon Popular. A empresa contratada
é a Espaço de Vida Propaganda e Marketing Ltda, com sede
em Curitiba.
Comparado com o Carnaval, cuja organização é de responsabilidade
da Secretaria de Cultura, é possível constatar que os gastos
estão acima da média.
Ano passado a Cultura gastou menos de R$ 5 mil para a locação
de um trio elétrico para o Carnaval Popular para os cinco dias
de programação, segundo o secretário de Cultura,
Julio Cesar Fernandes.
Já este ano, toda a estrutura do Carnaval Popular custará
R$ 39 mil para todos os dias, incluindo equipamento de som, iluminação
e banda.
A reportagem do Hoje entrou em contato com o presidente da Codevel, Moacir
Vosniak, que informou que conversaria com o jurídico da companhia
para esclarecer a data de publicação dos editais e também
para explicar os valores, mas não retornou.
DENGUE
Anteprojeto do Executivo é inconstitucional
O anteprojeto
da Prefeitura de Cascavel que cria regras para o controle e combate da
dengue no Município não deverá ser apreciado no primeiro
período de sessões extraordinárias do ano, agendado
para a manhã de hoje.
A princípio, a proposta era o destaque das sessões exclusivas
de matérias do Executivo, porém, ela não deverá
ser votada, pois o presidente do Legislativo, Julio Cesar Leme da Silva
(PMDB), dará parecer contrário à proposta, alegando
inconstitucionalidade.
O motivo do parecer negativo é que o fato de um projeto de lei
com o mesmo conteúdo, de autoria do vereador Fernando “Bacana”
Dias Lima (PCdoB), ter sido protocolado na Secretaria da Câmara
antes do anteprojeto da prefeitura.
Julio Cesar explica que o projeto de Bacana foi protocolado ainda no dia
19 de dezembro, enquanto o do Executivo foi protocolado apenas segunda-feira.
“O conteúdo das propostas é idêntico, mudando
apenas alguns valores das multas, portanto, seria inconstitucional a apreciação,
pois a proposta do vereador deve ir a votação antes da matéria
do Executivo”.
Ambas as matérias são consideradas de urgência, devido
ao aumento dos índices de proliferação de larvas
do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. As propostas
prevêem multas para proprietários de residências e
estabelecimentos comerciais onde sejam verificados vestígios do
mosquito.
Outros destaques da pauta são as apreciações de verbas
que já foram aprovadas no exercício de 2007, mas cujo processo
licitatório das obras não foi concluído, o que obriga
nova previsão e aprovação do Legislativo no atual
exercício, como a abertura de crédito de R$ 5,7 milhões
para a construção do Teatro Municipal.
Outra verba que precisará ser reeditada são os R$ 3,8 milhões
para a reforma de dois Cmeis (Centros Municipais de Educação
Infantil) e construção de sete unidades. Esse montante que
será apreciado pertence aos R$ 18 milhões contratados pela
administração ano passado.
Além das verbas de 2007 que serão incluídas em 2008,
os vereadores apreciarão a abertura de crédito especial
de R$ 4 milhões destinados à aquisição e instalação
de sistema de monitoramento da rede de iluminação pública,
por meio de câmeras de vigilância, em logradouros e praças
públicas. Esse montante é proveniente de recursos próprios
da administração.
Esta será a primeira vez que os vereadores cascavelenses se reúnem
em plenária, após mais de um mês desde o último
período de sessões, realizado em 27 de dezembro.
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