Edição nº 4889 - quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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ESTADOS UNIDOS
A ameaça de recessão no País terá um alto custo político para o atual presidente

Bush ficará com o ônus da crise

De um ponto de vista estritamente econômico, o presidente norte-americano, George W. Bushc, não pode ser culpado pela atual crise nos EUA, que ameaça jogar a economia do país em uma recessão, mas ele dificilmente conseguirá se livrar do custo político, segundo artigo publicado ontem pelo diário “The New York Times”.
Segundo o artigo, a expansão econômica após a recessão em 2001 (na seqüência dos ataques contra o World Trade Center, em 11 de setembro daquele ano) veio na esteira de cortes de impostos que beneficiaram principalmente os mais ricos no país e, se terminar seu governo com o país em recessão, ele dificilmente poderá destacar pontos positivos na área econômica em sua gestão.
Ontem Bush anunciou o esperado pacote de alívio fiscal, anunciado por ele dia 18 e sobre o qual republicanos e democratas no Congresso chegaram a um acordo prévio semana passada. O anúncio foi o foco central de seu discurso do estado da Nação (o último de seu segundo mandato).
Bush disse que, apesar da preocupação dos americanos com o risco de uma desaceleração da economia devido à instabilidade no mercado imobiliário, “os fundamentos para o crescimento a longo prazo permanecem sólidos”.
O acordo preliminar sobre o pacote inclui medidas como restituições entre US$ 300 e US$ 1,2 mil e cortes de impostos. O pacote irá incluir ainda medidas para empresas, a fim de estimular novos investimentos - como a permissão, de imediato, uma dedução de 50% nos impostos sobre as compras de unidades de produção e outros bens de capital.
Bush reconheceu as “incertezas” no cenário econômico americano e disse que, “depois de pensar muito, pedi ao Congresso, e seus líderes responderam, para agir e criar um pacote de crescimento, a fim de que possamos reduzir o risco de um declínio econômico neste ano”.

CONFERÊNCIA
Corrupção é uma epidemia
fora de controle, diz ONU

A corrupção é, em algumas regiões do mundo, uma “pandemia que está fora de controle”, a qual não está sendo combatida como deveria ser, denunciou ontem o Unodc (Escritório de Nações para a Droga e a Delinqüência).
O diretor Antonio María Costa fez a advertência às delegações de quase 100 países que participam da conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) contra a corrupção realizada na ilha indonésia de Bali.
“A corrupção é uma doença contagiosa e, em algumas regiões, uma pandemia que está fora de controle”, disse Costa em seu discurso de abertura, após ressaltar que está se fazendo muito pouco para combater o problema, principalmente nos países africanos.
A segunda Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção discutirá durante cinco dias assuntos como a recuperação de ativos roubados ao Estado, a assistência técnica aos países menos desenvolvidos para combater a corrupção, e a melhora da cooperação nesses âmbitos.
As delegações dos 107 países que ratificaram a convenção debaterão iniciativas destinadas a revisar o progresso que os membros fazem na aplicação do acordo, que penaliza os casos de corrupção.
“É necessário adotar medidas específicas para reduzir as emissões venenosas da corrupção e dos subornos”, apontou o chefe do Unodc.


Sri Lanka
Pelo menos 49 rebeldes tâmeis e três soldados do Exército do Sri Lanka morreram nas últimas 24 horas em confrontos no norte do país, informou o Ministério da Defesa cingalês.
Segundo um comunicado do ministério, 14 membros da guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil e um soldado cingalês morreram ontem em combates na conflituosa região de Mannar, no norte do Sri Lanka.
Em outra nota, a Defesa comunicou que 35 guerrilheiros morreram domingo em confrontos com o Exército cingalês no distrito de Vavuniya, também no norte da ilha. Seis deles foram mortos na região de Vilathikulam.


PAQUISTÃO
Grupo liberta 250 crianças

Após negociações, o grupo de seqüestradores decidiu se render a um grupo local de anciãos, entregou as armas e libertou todos os alunos, de acordo com um porta-voz do Ministério do Interior paquistanês, dizendo que a operação se realizou sem derramamento de sangue. “Não houve feridos”, completou o porta-voz.
Os seqüestradores estão em poder do conselho tribal da região, “que decidirá seu destino”, disse um porta-voz governamental, respondendo a uma pergunta sobre se o governo irá prender os militantes. As crianças, com idades entre 8 e 12 anos, foram feitas reféns ontem por um grupo militante islâmico, após um confronto deste com a polícia local.


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