PESSOA FÍSICA
Percentual é o menor desde 1994; volume de crédito cresceu
no País
Taxa de juros cai para “apenas”
43,9%
A taxa anual de juros para pessoa física
cobrada pelos bancos caiu para 43,9% em 2007, atingindo o menor nível
desde o início da série histórica do Banco Central,
em 1994. Além disso, as operações de crédito
no Brasil atingiram 34,7% do Produto Interno Bruto no ano, segundo dados
do Banco Central divulgados ontem.
O volume de crédito total no País cresceu 27,3% ano passado,
para R$ 932,2 bilhões. Considerando apenas os recursos livres,
os empréstimos aumentaram 32,2% no ano, para R$ 659 bilhões.
Entre as diversas linhas acompanhadas pelo Banco Central, a que apresentou
a expansão mais vigorosa foi o crédito para pessoas físicas
(exceto operações com setor rural e habitacional), que aumentou
33%, de R$ 235,816 bilhões para R$ 313,620 bilhões.
Os empréstimos para empresas aumentaram 29,8% na mesma base de
comparação, de R$ 164,581 bilhões para R$ 213,577
bilhões. Já os financiamentos habitacionais tiveram expansão
de 25,7% nesse período e passaram de R$ 35,689 bilhões para
R$ 44,846 bilhões.
Em dezembro, a taxa média de juros caiu para 33,8%, frente a 34,7%
em novembro e 39,8% um ano atrás. No resultado fechado de 2007,
houve redução de seis pontos porcentuais na taxa de juro.
A diminuição ocorreu tanto nas linhas para pessoas físicas
como para empresas.
CERCO
Receita aumenta fiscalização
A Receita Federal do Brasil aumentou
o número de procedimentos de fiscalização entre 2006
e o ano passado em 82%. Em 2007, foram fiscalizados e autuados mais de
521 mil contribuintes (entre pessoas e empresas). Os fiscalizados geraram
crédito tributário para a Receita no valor de aproximadamente
R$ 108 bilhões, considerando tributos, juros e multas. Isso significa
um crescimento de 42% em relação ao valor arrecadado na
mesma modalidade em 2006.
A maior parte dos fiscalizados foram pessoas físicas, cerca de
482 mil contribuintes. O secretário da Receita, Jorge Rachid, disse
que somente por meio do cruzamentos de dados da CPMF foi possível
fazer mais de 1,9 mil autuações, que resultaram num crédito
tributário para o Tesouro de aproximadamente R$ 20 bilhões.
Escolinha volta
Após a polêmica suspensão da Escola de Governo e,
em seqüência, de toda a programação da Rádio
e TV Educativa do Paraná, ordenadas pelo governador Roberto Requião
terça-feira, foi retomada ontem a reunião semanal do secretariado.
Orlando Pessuti abriu a Escola de Governo garantindo “atividade
na plenitude”. Desta vez, o governador não participou do
encontro, pois está em viagem a Cuba, para a Conferência
Sobre o Equilíbrio do Mundo. Ontem a “escolinha” esteve
sob o comandado do governador em exercício Orlando Pessuti.
Cortes
O governo deve defender a manutenção da decisão de
cortar R$ 20 bilhões nas despesas de custeio e investimento nos
três poderes do Orçamento Geral da União de 2008.
A definição foi reiterada na reunião de coordenação
política realizada ontem no Palácio do Planalto.
Por quase duas horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu
o vice-presidente José Alencar e seis ministros Dilma Rousseff
(Casa Civil), José Múcio Monteiro (Relações
Institucionais), Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), Paulo
Bernardo (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda), Tarso Genro (Justiça)
e Franklin Martins (Comunicação Social) para discutir o
assunto. A reunião foi dominada por temas econômicos.
Cooperação
O Ministério Público do Paraná e o CRO-PR (Conselho
Regional de Odontologia) firmaram um termo de cooperação
com o objetivo principal de combater o exercício ilegal da profissão.
De acordo com o procurador-geral de Justiça do Paraná, Milton
Riquelme de Macedo, a parceria facilitará o trabalho de fiscalização
do Conselho, já que o MP tem condições de cobrar,
inclusive criminalmente, a responsabilidade de profissionais e clínicas
que estejam atuando irregularmente.
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