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MORTE EM CARTÓRIO
A investigação é feita de forma ininterrupta pelas Polícias Civil e Militar

Vítima havia testemunhado contra assaltantes

O fato de a investigação referente ao assassinato do funcionário do 2º Tabelionato de Protesto, em Cascavel, na manhã de quarta-feira, ser realizada tanto pela Polícia Civil quanto pela Militar, não é uma questão de competitividade entre as duas corporações, mas de dar uma rápida resposta à sociedade e colocar na cadeia o assaltante que friamente atirou na vítima.
Não há dúvida que as investigações ocorrem paralelamente, mas, por outro lado, isso amplia a possibilidade de identificar e prender os criminosos.
Segundo informações repassadas por policiais civis e também por militares, pistas consideradas importantes já surgiram. Com isso, a elucidação do caso passou a ser uma questão de tempo.
COMOÇÃO
O corpo de Everson Rabel, 37, foi sepultado na manhã de ontem no Cemitério Central de Cascavel, 24 horas após o crime. Familiares, amigos e colegas de trabalho acompanharam o funeral.
Em meio à comoção, surgiu também a esperança de que Justiça seja feita. Foram tantas mortes provocadas pela violência em Cascavel, durante o ano, que a de número 120 acabou sendo gravada por um sistema de monitoramento interno.
HIPÓTESES
A Polícia Militar trabalha com ao menos três hipóteses para a motivação do crime. A primeira é a de que o caso foi realmente um latrocínio - roubo seguido de morte. A outra de que o roubo foi cometido apenas para dificultar as investigações, pois a intenção dos criminosos seria assassinar Everson Rabel. O funcionário do cartório foi testemunha de acusação em um processo criminal devido a um outro assalto ocorrido em seu local de trabalho.
Já a possibilidade de o tiro ter sido disparado em represália, pelo fato de existir em sua maioria cheques nominais dentro do cofre, é uma hipótese praticamente descartada pela polícia.


NOVA SEDE
Pelotão de Trânsito muda para a área central

A sede do Gotran (Grupo de Operações de Trânsito) da Polícia Militar de Cascavel mudou de local. A polícia informa aos motoristas que eventualmente precisarem do serviço que, agora, a sede está ao lado do 6º Batalhão de Polícia Militar, na Rua da Bandeira, área central da cidade.
O Gotran, que atendia no piso superior do terminal rodoviário, já está funcionando no novo endereço.
Um dos serviços prestados pelo Grupo de Operações de Trânsito diz respeito ao registro de ocorrência de acidentes. As colisões que resultam em feridos são atendidas no próprio local em que houve o acidente. No entanto, os motoristas que se envolverem em colisões que provocarem apenas danos materiais podem ir diretamente ao Gotran e oficializar o registro.

TRÁFICO
A droga estava escondida embaixo de uma carga de mandioca em decomposição

Nurce apreende 7,5 ton de maconha

Uma equipe do Nurce (Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos) da Polícia Civil apreendeu um caminhão carregado com aproximadamente 7,5 toneladas de maconha em Maringá. Segundo a polícia, essa foi a maior apreensão de drogas realizada de uma só vez no Estado. Foram presos Suelen Cristina Vieira e Diego Henrique da Silva, ambos de 18 anos, e Maicon Pereira dos Santos, 21, acusados de tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes.
“Recebemos uma denúncia anônima de que uma carga estaria em um posto de gasolina de Maringá. Montamos campana e conseguimos pegar em flagrante os criminosos e apreender o veículo com a droga”, contou o delegado do Nurce, Alexandre Bonzatto.
Logo após a denúncia, os policiais se deslocaram a um posto de combustíveis na PR-427, rodovia que liga Maringá a Campo Mourão. “Recebemos a informação de que os responsáveis pela carga estariam em um VW Voyage branco e vimos esse carro passar pelo posto umas três vezes e começamos a acompanhá-lo”, contou Bonzatto.
O automóvel parou em outro posto de gasolina, na mesma rodovia, e Diego desceu do veículo. Ele embarcou no caminhão Volvo, placa GMV-4205, de Uberlândia, e conduziu o veículo até o primeiro posto. “Lá Diego realizou o engate do caminhão na carreta, placa LYQ-7586, e foi neste momento que o abordamos”, explicou o delegado.
Após dez minutos, o veículo Voyage também parou no mesmo posto de combustíveis e Suelen Vieira e Maicon dos Santos foram presos.
Aparentemente a carreta transportava apenas uma carga de mandioca já em decomposição, mas embaixo do alimento foram encontrados milhares de tijolos de maconha. Segundo informações da polícia, a droga seria levada para São Paulo.
Os três presos foram indiciados por tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes e podem ser condenados a uma pena de até 30 anos de reclusão.


TIROTEIO
Policial militar
morre ao tentar
evitar assalto
em mercado

O policial militar Luis Carlos Anísio, 32, morreu em uma troca de tiros quarta-feira à noite. O crime foi registrado no Bairro Atuba, perto de Colombo, região metropolitana de Curitiba. O policial estava de folga e não usava farda quando tentou evitar um assalto em um supermercado daquela região.
Os quatro assaltantes, ao receberem voz de prisão, reagiram e iniciaram uma troca de tiros. O soldado Anísio foi atingido no pescoço e não resistiu ao ferimento. Logo após o assassinato, a polícia fez um cerco na região e conseguiu prender três acusados.
Éderson de Miranda Rosa dos Santos, 21, foi preso com um revólver 38 com a numeração raspada. Silas de Almeida, 18, também foi preso. Um adolescente de 17 anos foi apreendido e encaminhado á delegacia especializada. O quarto assaltante só foi encontrado no início da madrugada de ontem escondido em um matagal.
Altair José Rodrigues, 23, reagiu à prisão e trocou tiros com a equipe policial. Ele foi baleado e, apesar de ser encaminhado a um hospital, não resistiu aos ferimentos. O corpo de Altair Rodrigues foi removido ao Instituto Médico Legal.


FOTOLEGENDA

A Ação Integrada de Fiscalização Urbana está reforçando a vistoria em estabelecimentos comerciais do litoral paranaense para evitar a venda de bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes e garantir o sossego público a veranistas e moradores. Durante a operação realizada quarta-feira à noite, 12 pontos foram fiscalizados entre os balneários de Pontal do Sul e Praia de Leste. Dez autuações administrativas foram emitidas.
Um comerciante no balneário de Shangri-lá foi preso em flagrante pela venda de bebida alcoólica para um garoto de 17 anos e outro no balneário de Ipanema foi notificado pelo mesmo motivo. A venda de bebida para menores de 18 anos é proibida pelo artigo 243 do Estatuto da Criança e Adolescente.

CONFUSÃO
O acusado havia sido colocado em liberdade, mas existia um outro mandado contra ele

Policial Délcio Rasera se apresenta à Justiça

O policial civil Délcio Augusto Rasera, preso acusado de chefiar um esquema de escutas telefônicas clandestinas, se apresentou ontem à tarde ao juiz-criminal da Comarca de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba.
O alvará de soltura de Délcio Rasera havia sido expedido semana passada. Mas após a constatação de algumas irregularidades judiciais, o juiz de Comarca, Gaspar Luiz Mattos de Araújo Filho, pediu o cumprimento de um mandato de prisão preventiva, que ainda estaria em vigência.
De acordo com o advogado do réu, Luiz Fernando Comegno, Rasera foi solto por uma seqüência de erros do Poder Judiciário. Segundo o advogado, o policial passou o Natal com a família. As festas de ano-novo, contudo, ele deve passar recolhido na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, em Curitiba, onde estava preso desde o dia 5 de setembro.
O policial civil foi solto por alvará relativo ao processo de porte ilegal de arma. Por responder um outro processo, por interceptação telefônica ilegal, Rasera não deveria, segundo a Justiça, ter sido posto em liberdade. Motivo que levou o acusado a se apresentar espontaneamente. Caso não comparecesse, seria considerado foragido da Justiça.
Rasera é acusado de fazer grampos - escutas telefônicas clandestinas -, que teriam violado o sigilo telefônico de juízes e políticos. Quando foi preso, o policial trabalhava na Casa Civil do governo do Estado. Além de Rasera, outras seis pessoas foram presas.

TERROR NO RIO
Ataques já resultaram em 19 mortes

O número de mortos em ataques de criminosos durante a madrugada e a manhã de ontem subiu para 19. Pelo menos seis corpos foram resgatados pelos bombeiros no interior do ônibus da empresa Itapemirim. Vários feridos foram levados para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, no subúrbio do Rio de Janeiro. Mudanças no setor penitenciário teriam motivado os ataques, segundo informou o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Roberto Precioso.
Segundo um dos passageiros do ônibus, cerca de 30 homens pararam o ônibus. Um deles embarcou, assaltou os ocupantes e depois ateou fogo. Algumas pessoas conseguiram quebrar os vidros e escapar das chamas. A direção da empresa informou que havia 28 pessoas no ônibus.
Três homens acusados de participar da ação foram presos na favela da Cidade Alta, em Cordovil, no subúrbio. De acordo com a polícia, eles estavam com queimaduras nas mãos.
Durante o dia outros dois ônibus foram queimados pelos criminosos.
DELEGACIAS
Pelo menos quatro delegacias foram atacadas. O 6ª Distrito Policial ficou com marcas dos tiros de fuzil nas paredes e vidros foram estilhaçados. Os bandidos usaram até granadas.
Em uma cabine na Avenida Ayrton Senna, na Barra da tijuca, dois policiais foram mortos. Na zona oeste um homem foi morto quando tentava registrar uma ocorrência.
Em Nilópolis, dois homens jogaram uma granada em uma cabine policial. Houve troca de tiros e os dois bandidos morreram. Outros três criminosos também morreram em confronto com a polícia.

FOTOLEGENDA

Um jovem de 18 anos foi preso ontem pela manhã acusado de porte ilegal de arma de fogo. O rapaz, ao ser abordado por uma equipe da Polícia Militar, no Bairro Santa Cruz, em Cascavel, foi flagrado com um revólver calibre 38 municiado com seis projéteis. A arma estava na cintura do acusado que recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à Delegacia Central.

 

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