AEROPORTO
Municípios e empresários aprovam parceria
Durante encontro realizado ontem em Toledo, líderes políticos
e empresários se mostraram empolgados com o projeto da parceria
público-privado para viabilizar o Aeroporto Regional do Oeste,
idealizado pelo deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR).
O coordenador do projeto, William Fischer Júnior, ouviu do prefeito
de Toledo, José Carlos Schiavinatto, de vereadores e representantes
de entidades empresariais que o Município está disposto
a participar ativamente para tirar a obra do papel. Representantes de
outros municípios da região, como Palotina e Marechal Cândido
Rondon, também fizeram coro às palavras de Schiavinatto.
O deputado estadual Duílio Genari (PP) participou do encontro.
O que os presentes destacaram é que o projeto mostra os mínimos
detalhes, como cada segmento poderá participar e quando a obra
começa e termina, além do fato de o aeroporto vir a ser
um terminal de cargas, o que será importante para contribuir no
desenvolvimento do oeste. A obra deve estar concluída em 2011.
A Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) prepara um
estudo sobre como a construção do aeroporto regional poderá
contribuir para o crescimento dos municípios, mas o técnico
responsável pelo estudo sobre o aeroporto, Weimar Freire da Rocha,
adiantou que o fato de o projeto prever a construção de
um terminal cargueiro é o diferencial importante para implementar
a economia da região.
“Ainda não se tem um estudo detalhado, mas os números
que a Unioeste já possui mostram que o aeroporto contribuirá
significativamente para que a região atinja os percentuais de crescimento
com satisfação”, observou William Fischer.
O prefeito Schiavinato pedirá uma avaliação do departamento
jurídico do Município para sacramentar a participação.
O presidente da Acit (Associação Comercial e Industrial
de Toledo), Alceu Dal Bosco, também mostrou empolgação,
pois conheceu o projeto em números. “A Acit será parceira
no papel que precisar desempenhar para que o projeto se concretize”.
DÍVIDAS AGRÍCOLAS
CMN garantiu as operações até 30 de outubro
Produtores ganharam mais prazo
Os produtores rurais ganharam novo prazo para solicitar a prorrogação
das dívidas que vencem este ano. O CMN (Conselho Monetário
Nacional) aprovou a ampliação do vencimento para 30 de outubro.
Já no caso de custeios prorrogados de anos anteriores, o prazo
para solicitar a prorrogação dos débitos vence hoje.
“Até 30 de outubro as operações que vencem
ou venciam este ano estão adimplentes”, afirmou o secretário
de Política Econômica, Gilson Bittencourt, do Ministério
da Fazenda.
Para as prestações que vencem em novembro, os produtores
têm até o fim daquele mês para solicitar a prorrogação,
autorizada pelo governo neste ano. A parcela que vence em 2007 foi reescalonada
para o fim do contrato.
Para as dívidas de investimento, os bancos têm até
o dia 15 de outubro para operacionalizar o desconto e o alongamento das
dívidas que vencem este ano. O prazo foi ampliado para 17 de dezembro,
de acordo com decisão do CMN. Uma resolução do Banco
Central determinava que o produtor que tivesse pago a dívida de
custeio e de investimento antes da decisão do governo de conceder
o rebate receberia um desconto no saldo devedor. O CMN definiu que o prazo
para concessão do desconto será 17 de dezembro.
População
A população brasileira deve dar um salto, em pouco mais
de 40 anos, de 39%, atingindo aproximadamente 260 milhões de pessoas
em 2050. A estimativa faz parte de um levantamento apresentado ontem pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A Síntese
de Indicadores Sociais apresenta um conjunto de informações
demográficas e sociais para traçar uma radiografia da realidade
brasileira. O estudo foi realizado com base nos resultados da Pnad (Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios) de 2006. O estudo também
aponta redução na taxa de fecundidade das brasileiras. Em
2006, a média nacional foi de dois filhos por mulher.
INCRA-PR
TCU determina
investigação
sobre convênios
O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou a instauração
de Tomada de Contas Especial de Celso Lisboa de Lacerda, superintendente
do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária
no Paraná), da Cotrara (Cooperativa de Trabalhadores em Reforma
Agrária) e da CCA (Cooperativa Central de Reforma Agrária
do Paraná Ltda) para verificar a regularidade de convênios
firmados entre o Incra e as cooperativas.
O tribunal determinou que o Incra adote providências para a restituição
de R$ 92.611,85 utilizado no pagamento indevido de funcionários
das cooperativas por meio de convênio firmado com a Fundação
da Universidade Federal do Paraná. Também devem ser devolvidos
R$ 28.350, referentes à contrapartida não executada de convênio
celebrado com a Fundação das Pesquisas Florestais do Paraná
e despesas realizadas fora do prazo de aplicação e sem ligação
com o objeto pactuado.
Larcerda foi multado em R$ 5 mil e terá 15 dias para comprovar
o recolhimento da dívida aos cofres do Tesouro Nacional.
Dólar recua
A entrada de recursos de investidores estrangeiros no Brasil e a deterioração
da moeda americana no resto do mundo fizeram o dólar fechar no
menor nível em mais de sete anos. A moeda americana caiu 0,49%,
para R$ 1,834, nível mais baixo desde 14 de setembro de 2000. Frente
ao euro, a moeda americana também se desvalorizou. A divisa européia
subiu 0,88%, para US$ 1,426, o nível mais alto da história.
VIZIVALI
Validade de cursos à distância sem autorização
do MEC está sendo questionada
Comissão discutirá registros com Estado
Uma comissão formada por um professor, um estagiário e
um voluntário da educação que freqüentaram o
Programa Especial de Capacitação em Serviço entre
2003 e 2005 na Vizivali (Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu),
de Dois Vizinhos, além de representantes da Amop (Associação
dos Municípios do Oeste do Paraná) e associações
de outras regiões do Estado, agendará audiência com
a secretária de Ciência e Tecnologia do Paraná, Lygia
Pupatto, e a PGE (Procuradoria Geral do Estado) para tentar resolver problemas
que impedem a emissão de diplomas registrados para cerca de 30
mil profissionais do Estado.
A questão foi tema de reunião ontem na Amop entre prefeitos,
professores, representantes de instituições da região
oeste e o diretor da Vizivali, Paulo Fioravante Giareta.
O diploma registrado do programa credencia o aluno com o mesmo status
de um curso de ensino superior, garantindo o título de formação
em licenciatura. Mas até hoje professores aguardam o documento
que, além de comprovar a conclusão do curso, garante a eles
a obtenção de gratificações salariais por
parte das Secretarias de Educação.
Ocorre que a Universidade Federal do Paraná, que emitiria os diplomas,
colocou em dúvida a legalidade do Conselho Estadual do Paraná
em autorizar o curso, já que apenas o MEC (Ministério da
Educação) é credenciado para liberar cursos de ensino
superior à distância oferecidos por instituições
particulares.
Conforme o diretor da Vizivali, o projeto do programa foi proposto pelo
próprio Conselho Estadual de Educação e oferecido
pela Vizivali como curso semipresencial de capacitação.
Segundo ele, é interesse da faculdade que o problema seja resolvido.
A Amop se dispôs a encaminhar aos prefeitos do oeste uma resolução
na qual o TCE (Tribunal de Contas do Estado) relaciona documentos, como
certificado e declaração de conclusão de curso, como
válidos para a elevação de nível dos professores
que atuam no magistério, para que garantam o benefício até
que recebam o diploma.
CASCAVEL
A presidente do Siprovel (Sindicato dos Professores do Ensino Municipal
de Cascavel), Sueli Goiz, observa que em Cascavel cerca de 100 professores
aguardam para obter a gratificação salarial. Cerca de 400
profissionais conseguiram a elevação de nível até
julho de 2005, apresentando apenas um certificado. Mas após o período,
o prefeito Lísias Tomé baixou decreto de que somente os
professores que apresentassem o diploma registrado de conclusão
do curso teriam o benefício.
Estagiários e voluntários
A discussão maior está voltada quanto à diplomação
de estagiários e voluntários que também freqüentaram
o curso. Nesta semana, a Seti (Secretaria de Estado da Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior) emitiu uma deliberação determinando
que a UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) e a Unicentro (Universidade
Estadual do Centro Oeste) liberem o registro dos diplomas aos docentes
que comprovem o vínculo empregatício no período em
que freqüentaram o curso.
Ocorre que boa parte dos alunos do Programa Especial de Capacitação
em Serviço eram estagiários ou voluntários e não
tinham vínculo empregatício comprovado junto às instituições
de ensino. As matrículas teriam sido autorizadas apesar de um dos
requisitos oficiais para diplomação - de acordo com regulamento
do programa, legislações e normas da área - ser que
o professor estivesse em exercício da profissão na rede
pública.
O diretor da Vizivale, Paulo Fioravante Giareta, diz que a faculdade não
fora informada na época das matrículas que os alunos precisavam
ter vínculo empregatício, mas estarem em atividades docentes.
“Essa deliberação do Conselho Estadual é deste
ano”, ressaltou, observando que o projeto foi feito pelo próprio
Conselho.
Logo após a emissão do parecer da Seti, a Vizivali impetrou
um mandado de segurança para garantir que todos os alunos tenham
direito aos diplomas registrados. O mandado ainda não foi julgado.
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