48 horas de pressão
O vereador Mário Seibert ganhou ontem mais 48 horas para conquistar
votos que possam evitar que perca o seu mandato por conta de quebra de
decoro parlamentar, como sugere o Conselho de Ética.
Após muito disse-que-disse sobre o prazo para conclusão
do processo, a intromissão da Justiça no caso foi providencial
para que finalmente ele tenha um desfecho e segunda-feira os vereadores
se reúnem exclusivamente para decidir se cassam ou não o
mandato do parlamentar.
Havia a possibilidade que o processo contra Mário Seibert fosse
votado ontem e o próprio acusado pressionou a Mesa para que realizasse
a votação, mesmo com a ausência de dois vereadores
- Julio Cesar está licenciado e Fernando Dias Lima representa a
Câmara na Conferência das Cidades, em Foz do Iguaçu.
E são necessários dez votos, independente do número
de parlamentares em plenário, para que ele perca o mandato. Dois
terços. Está no regimento interno.
Pelo que se comenta nos bastidores, Mário Seibert tem votos suficiente
para escapar da cassação, mesmo que a declaração
do voto seja aberta e apesar de o número de votos pela sua cassação
serem superior aos que pensam o contrário. Mas não haveria
dez votos para lhe tirar o mandato.
Os que defendem o parlamentar acreditam que a pena imposta pelo Conselho
é dura demais apenas por declarações, já que
nada foi provado na prática. A verdade é que Seibert declarou
publicamente, em emissoras de tevê que vendeu apoio político
ao prefeito em troca de cargo. Já fica caracterizada a quebra de
decoro.
Mas se Seibert conseguiu o cargo para a esposa, significa que o prefeito
Lísias Tomé teria aceitado o acordo e, portanto, também
estaria passível a mesma punição.
O fim de semana será de muita conversa, de todos os lados, para
decidir sobre o voto a ser dado segunda-feira. O grupo de oposição
anunciou ontem que já se prepara para levar pizzas ao plenário,
porque dizem que já sabem do resultado.
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