FIQUE
ATENTA
Peeling e tintura requerem atenção especial
Tratamentos
que merecem
cuidado durante a gravidez
Já
foi o tempo em que gravidez era sinônimo de mulher feia e desengonçada.
Hoje em dia só abandona os cuidados com a beleza quem quer, pois
existem tratamentos totalmente livres de riscos para a mulher e para a
criança.
Alguns procedimentos, no entanto, continuam vetados. Para acabar com as
dúvidas, continuar linda e manter seu bebê longe de qualquer
risco, a dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Cristine
Carvalho, fala sobre seis tratamentos estéticos bastante usados
pelas mulheres.
Loira?
Só natural
Se este não é o seu caso, conforme-se em passar longe das
tinturas pelo menos durante os quatro meses iniciais da gestação.
“O couro cabeludo é muito vascularizado e absorve facilmente
qualquer tipo de química”, explica Cristine.
Encontrada na maioria dos produtos para tingir os fios, a amônia
pode causar problemas na formação do feto. Com o bebê
já formado (passados quatro, dos nove meses de gravidez), os tonalizantes
livres de amônia entram como alternativa e estão liberados
para as futuras mamães.
Peeling
contra manchas da pele
Por conterem ácido, sinal vermelho para todos os tipos
de peeling, com exceção de um: o peeling de maçã.
Feito à base da fruta, ele é capaz de limpar, esfoliar e
enrijecer a pele do rosto como os outros tipos já bastante conhecidos.
Com uma diferença, porém, bastante vantajosa para as grávidas.
“O ácido usado neste tipo de peeling é o da própria
maçã e em pouca quantidade”, diz a dermatologista.
Mas fique atenta. A história de aguardar os quatro meses em que
o feto se forma se repete.
IDOSOS
Governo lança campanha de vacinação
O
ministro da Saúde, José Gomes Temporão, abriu ontem
a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, que este ano
tem o slogan “Fique Ativo: Vacine-se contra a gripe”. Até
o dia 4 de maio, as pessoas que têm 60 anos ou mais devem procurar
o posto de saúde mais próximo para tomar a vacina contra
a gripe. A meta do Programa Nacional de Imunizações do Ministério
da Saúde é vacinar mais de 11 milhões de idosos nas
duas semanas de vacinação, o que representa mais de 70%
da população nesta faixa etária.
O slogan “Fique Ativo: Vacine-se contra a gripe” ressalta
a importância da vacina na prevenção da gripe, enfermidade
que pode levar a problemas sérios, como uma pneumonia grave. E
para chamar ainda mais a atenção da população,
sábado, será realizado o “Dia D” da Campanha,
com todos os postos de vacinação abertos. Vale ressaltar
que também serão disponibilizadas vacinas contra difteria
e tétano, pneumococos e febre amarela.
O Ministério da Saúde enviou cerca de 20 milhões
de doses da vacina contra a gripe para os estados e municípios.
Também foram enviadas 4 milhões de doses de imunizante contra
difteria e tétano, que deverão ser aplicadas nos idosos
que estiverem com seus cartões de vacinas desatualizados. Além
disso, ainda foram repassados para todo o país 250 mil doses de
imunizantes contra pneumococos, para aqueles que estão em asilos
ou internados em hospitais, e 1 milhão de doses de vacina contra
febre amarela para os municípios em área de risco para esta
doença.
FOBIA
Livre-se do medo de dirigir
Qual
jovem nunca teve o sonho de liberdade de sair dirigindo um carro sem rumo?
O automóvel, objeto de desejo para muitos e sinal de status e poder
para outros tantos, também pode trazer consigo uma doença
ainda vista com preconceito, a fobia de dirigir
A curitibana Neiva Maria Piloni, de 42 anos, tirou a carteira de motorista
há 12, tinha um carro à disposição em sua
garagem, mas conseguiu dirigi-lo apenas duas vezes. “No princípio
não entendi o motivo, só queria afastar o veículo
de mim”, lembra.
Neiva apresentava todos os sintomas clássicos dessa fobia. “Quando
me aproximava do carro, não sentia mais meu corpo, suava e tremia.
Um dia, vi o carro crescer à minha frente, como se fosse um monstro”,
conta.
Ela e sua família eram as principais prejudicadas. “Levava
minhas filhas para a escola a pé, de ônibus ou de táxi,
e, à noite, me preocupava se no dia seguinte iria chover”.
Só após quatro anos, ela descobriu que o temor que sentia
era uma doença.
E buscou ajuda. Aos poucos, por meio de consultas semanais e um processo
de relaxamento com uma psicóloga, Neiva se livrou do medo. “Hoje
sou outra pessoa e enfrento qualquer situação com o meu
automóvel”, comemora a curitibana.
Medo, fobia ou pânico?
O medo controlado cria barreiras para nossas atitudes e nos protege
de várias situações. Em excesso, ele vira uma doença.
De acordo com Miguel Roberto Jorge, professor associado e chefe da disciplina
de Psiquiatria Clínica da Universidade Federal de São Paulo,
o medo é uma manifestação normal diante de situações
que são ameaçadoras para as pessoas.
Já o pânico corresponde à situação em
que a pessoa se sente muito aflita ou desesperada diante de algo. “Em
psiquiatria, este estado emocional se refere a um conjunto de sinais e
sintomas, como intensa ansiedade, tremores, sudorese, palpitações,
medo de morrer ou de perder o controle - situação esta,
aliás, que pode ocorrer sem causa aparente ou diante de um fato
estressante e que dura alguns minutos”, conta o médico. Estas
condições, habitualmente, são reconhecidas como diferentes
transtornos de ansiedade, e as causas podem estar associadas a uma predisposição
genética ou a experiências de vida e comportamentos aprendidos.
Porém, nem todo medo é fóbico. “Se uma pessoa
apresenta fobia de dirigir, provavelmente ela já possuía,
anteriormente ao quadro, algumas características de personalidade
que incluem o fato de sempre ter sido uma pessoa medrosa e que, a partir
de uma má experiência em um carro (um acidente, por exemplo),
pode passar a ter um medo exagerado e a não querer mais dirigir”,
avalia o professor Miguel Jorge.
Fonte:
Revista Viva Saúde
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