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IPMC
Promotoria considera a sentença contraditória

Beck Lima é absolvido;
MP recorre ao Tribunal

Após tramitar sete anos na Justiça, o processo sobre a troca de cheques do IPMC (Instituto de Previdência do Município de Cascavel) teve um desfecho. O juiz Nestário Queiroz, da 1a Vara Criminal, proferiu sentença absolvendo Marco Aurélio Beck Lima, Cleber Vicente, José de Jesus Lopes Viegas e João Maria de Oliveira. No entanto, como na sentença o magistrado reconhece que houve o crime, o MP (Ministério Público) recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça e espera pela anulação da sentença, por ser contraditória.
O juiz alegou falta de provas dos crimes de peculato (apropriação indevida de dinheiro, valor ou bem imóvel público ou particular, por parte de funcionário público), lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade documental, nos quais eram acusados na ação.
O MP pretende reverter a decisão judicial por ser contraditória - já que reconhece a irregularidade, mas não pune os responsáveis -, tendo em vista os documentos, provas e responsabilidade criminal de cada um dos réus pelos crimes mencionados.
Beck Lima foi secretário de Indústria e Comércio de Cascavel e diretor do IPMC no período correspondente às denúncias, as quais, inclusive, levaram à sua saída da administração municipal.
As denúncias das supostas irregularidades surgiram em 1999, quando o Ministério Público abriu as investigações e, no ano seguinte, impetrou ação civil pública na 1a Vara Criminal.

BOX
ENTENDA O CASO
O escândalo veio à tona em meados de 1999 quando o Ministério Público levantou suspeita de suposta fraude no IPMC e descobriu, por meio da quebra do sigilo bancário de Marco Aurélio Beck Lima - diretor administrativo do Instituto e secretário de Industria e Comércio da Prefeitura de Cascavel na época - e de João Maria de Oliveira - funcionário de Beck Lima -, que 140 cheques haviam sido emitidos para a aquisição de mercadorias para o IPMC.
De acordo com a ação, o desvio seria feito por meio de contas de laranjas. Os cheques do IPMC eram preenchidos em nome de médicos, clínicas e hospitais e desviados para contas de terceiros, que seriam pessoas que trabalhavam com casas de factoring e funcionários do órgão. Alguns cheques teriam, inclusive, sido trocados por dólares. As versões foram confirmadas por vários envolvidos.
Também arrolados no processo, Cleber Vicente era diretor administrativo do IPMC e José Jesus presidente do instituto.

MUNICÍPIOS
Chapa única da eleição da AMP amanhã

A eleição da nova diretoria da AMP (Associação dos Municípios do Paraná), marcada para amanhã, deve ocorrer em clima de harmonia. Apenas uma chapa concorre no pleito, encabeçada pelo prefeito de Castro, Moacyr Fadel, atual primeiro-secretário da associação. A diretoria tem um total de 74 integrantes.
Para a realização da eleição, a AMP convocou todos os 399 prefeitos do Estado a participarem amanhã, às 9h30, na sede da associação, em Curitiba. Só poderão votar e ser votados os sócios que estiverem em dia com as mensalidades da AMP.
A posse ocorrerá dia 7, às 10h, no Plenarinho da Assembléia Legislativa, com a presença do governador Roberto Requião.
Fadel explica que uma das prioridades do seu mandato (de 2007 a 2009) será a ampliação da credibilidade e do diálogo da AMP com as prefeituras. “Queremos trazer para dentro da AMP todas as associações microrregionais de municípios. Queremos trabalhar junto com os prefeitos, em benefício de todos os municípios do Estado, apresentando e defendendo as propostas das microrregiões para que possamos, a partir disso, elaborar nossa pauta de reivindicações conjunta”.
O atual presidente da AMP e prefeito de Nova Olímpia, Luiz Lázaro Sorvos, faz um balanço positivo da sua gestão. “Foi uma gestão marcada por conquistas importantes para os municípios”.
Entre elas, Sorvos destaca o repasse de R$ 23 milhões de compensações da Lei Kandir para os municípios, a ampliação da receita do transporte escolar (R$ 40 milhões, em 2007) e a aprovação do projeto que aumenta de 22,5% para 23,5% o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que deve ocorrer nas próximas semanas, conforme compromisso assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

PARTIDOS
Desrespeito pode interromper repasse do fundo partidário

Prazo para prestação de
contas termina amanhã

Os partidos políticos têm até amanhã para apresentar a prestação de contas de 2006 para a Justiça Eleitoral. Esse também é o prazo-limite para que informem ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o endereço da respectiva sede nacional em Brasília, caso ainda não o tenham feito.
O balanço contábil dos diretórios nacionais deve ser enviado ao TSE. Cabe aos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) receber as contas dos diretórios estaduais das legendas, enquanto os diretórios municipais devem enviar os balanços contábeis aos juízes eleitorais.
Essa semana os ministros do TSE retiraram a obrigatoriedade dos partidos políticos de prestarem contas por meio do SCPC (Sistema de Prestação de Contas Partidárias), autorizando-os a apresentarem a contabilidade por meio próprio.
A suspensão dessa obrigatoriedade deriva de requerimento encaminhado por um grupo de partidos políticos que apontaram deficiências no sistema e pediram soluções urgentes para a viabilização da prestação de contas até a data-limite. Assim, o TSE cancelou a imposição e criou um grupo de estudos para analisar e aprimorar o sistema de prestação de contas desenvolvido pela Justiça Eleitoral.
As prestações de contas devem conter a relação dos valores originários do fundo partidário e em que foram aplicados pelos partidos. Também devem indicar a origem e o valor das contribuições e doações e a relação detalhada das receitas e despesas da agremiação ao longo do ano.
O balancete anual precisa especificar os gastos de caráter eleitoral, com a indicação e comprovação das despesas com programas no rádio e na televisão, comitês, propaganda, publicações, comícios e demais atividades de campanha.
A falta da prestação de contas, ou a desaprovação total ou parcial das mesmas, implica na suspensão das cotas do fundo partidário do ano seguinte ao do exercício analisado.


SANEPAR
Taxa de esgoto vira tema de debate

O percentual usado de referência para a cobrança da taxa de esgoto, embutida na fatura de água emitida pela Sanepar, foi o foco principal do programa na Rádio Capital, ontem, do deputado estadual Edgar Bueno (PDT) e o vereador Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), presidente da Câmara de Cascavel.
Durante a semana Julio Cesar manifestou-se várias vezes em entrevistas de que a taxa do esgoto poderia ser de 30% do consumo de água se o deputado, quando prefeito de Cascavel, tivesse renovado o contrato de exploração dos serviços com percentual menor. Acusou também Edgar de não acatar sugestões dos vereadores do mandato anterior, extraindo essa proposta da lista de negociação.
No programa de ontem Julio acusou o ex-prefeito de renovar o contrato sem respeitar as discussões e proposições tiradas pelos vereadores e pelas audiências públicas, permitindo uma taxa “explorativa”, segundo ele. “A comissão de 2003 alertou pela necessidade de revisar a taxa do esgoto. Houve discussão e alerta a respeito, mas o senhor não respeitou e a excluiu do contrato”.
O deputado Edgar Bueno se defendeu, justificando que a taxa do esgoto não fazia parte das negociações com a Sanepar, por ser uma lei estadual e fixada pelo governador Roberto Requião. Adiantou que reconhece a necessidade de o índice ser menor e que na Assembléia Legislativa existe um projeto de lei reduzindo-o para 40%, mas que está sendo barrado por deputados do PMDB, que não permitem o debate em plenária.

FOTOLEGENDA:
Na noite de sexta-feira, por convite do presidente da Câmara de Cascavel, Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), foi realizado no plenário do Legislativo o 1º Encontro Sobre Liderança Comunitária de Cascavel. O evento foi idealizado para os interessados aprofundarem as discussões sobre assuntos de interesse das associações de moradores, grêmios estudantis, APMs (Associações de Pais e Mestres) e demais entidades representativas.
O encontro serviu para estimular os líderes comunitários na tarefa de promover melhorias e conquistas aos bairros e prestar orientações quanto às novas exigências do Código Civil Brasileiro. Como convidado, proferiu palestra o presidente da Famopar (Federação das Associações de Moradores do Paraná), Joel Tadeu Correia.

 

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