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O MST e suas ações

Marciano Souza é acadêmico de Jornalismo da FAG - almoxarifado@comil.com.br

Curiosamente lendo essa semana alguns artigos publicados sobre o MST (Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), descobri que o mesmo teve início aqui, em nossa cidade. É, nunca tinha pensado que uma cidade com o nome de uma das piores serpentes (cascavel) tinha sido o berço dessa organização que tanto incomoda a opinião pública. Mais curioso é o fato de que aqui reside o sindicato que mais se opõe aos integrantes deste movimento. Quem não se lembra daquela imagem que estampou a capa dos principais jornais de Cascavel no fim do ano de 2006, do confronto entre ruralistas e integrantes do movimento, durante uma marcha dos sem-terra às margens da BR-277 rumo a Santa Tereza do Oeste, marcha que culminou com a destruição de anos de pesquisas da multinacional Syngenta.
Mas também descobri que se faz 23 anos que o movimento foi criado, e que este mês está completando dez anos da maior manifestação pública realizada pelo movimento, a marcha até Brasília em abril de 1997. Como que um movimento que se intitula sem-terra consegue financiar uma manifestação desta grandeza? Será fruto de caixa dois? Quem responderá esta indagação... Pois naquela ocasião reuniram-se em Brasília acampados de todas as partes do País e até alguns simpatizantes da causa do vizinho Paraguai.
Recordo que foi no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso que o movimento ganhou notoriedade e que no primeiro mandato do PT se comentava que o País seria dominado pelos bonés vermelhos, pois o presidente Lula obteve boa parte dos seus votos adquiridos em acampamentos às margens de rodovias de todo o País, um diálogo entre governo e o MST é um ato bastante esperado pelos acampados, mas parece que o governo não está disposto a recebê-los. Será medo de que desta vez o quebra-quebra promovido pelo movimento seja maior? Alguém já publicou quanto foi o gasto com a reforma da sede do governo naquele episódio? E aonde anda o integrante de nossa região que havia sido detido por envolvimento na baderna? Quantos são os fazendeiros da região oeste que não conseguem ter uma noite de sono tranqüila, pois não sabem se ao amanhecer terá a ilustre visita do movimento.
Concordo que reforma agrária é necessária, mas vandalismo não soma pontos na luta. Ao visitar um desses acampamentos existentes na região, confesso que fiquei surpreso, primeiro pela recepção, pois devo dizer que fui muito bem recebido, talvez pelo fato de ter sido uma visita agendada pela faculdade e por um professor que muito apóia a luta do movimento nesta cidade. Mas a segunda surpresa foi quando, circulando entre os becos do acampamento, cheguei a um barraco de um acampado que no passado tinha sido meu professor e também de uma senhora que na época era secretária do colégio. Ora, funcionários públicos! Todos com situação financeira bem definida, sujeitando-se a tanto. Foi de causar um certo espanto.

Mudança de hábito

Ana Paula Pasa - acadêmica de Jornalismo da FAG - anapaulapasa_@hotmail.com

Quando criança, quem nunca ouviu o pai dizer: não durma com a tevê ligada, não demore para tomar banho ou ainda, não escove os dentes com a torneira aberta? As expressões pareciam não ter muito sentido na época, talvez por ser criança e não ter que pagar a conta no fim do mês. No entanto, os anos passaram e hoje percebi que pequenas atitudes como essas, além de economizar dinheiro, podem ajudar a preservar recursos naturais. Tema que está em pauta no nosso cotidiano.
A contaminação dos recursos hídricos, a poluição atmosférica e a devastação das florestas, como sabemos, são desastres causados ao meio ambiente, pela grande displicência da sociedade, um desleixo que pode ter efeitos devastadores, caso a situação não seja revertida. Para isso, é preciso mudar a relação ser humano-natureza, de maneira a torná-la mais sustentável, ou seja, preservar nossos recursos naturais, tanto para atender as necessidades atuais, quanto das gerações futuras.
Para a proteção do meio ambiente, é preciso a participação, organização e educação da sociedade, pois isso é uma questão moral. Quase todos reivindicam pelas causas ambientais, porém, não adquirem uma postura diante da situação. Cortam árvores em frente de casa, fazem queimadas, ao mesmo tempo reclamam das ilhas de calor, ou ainda, andam de carro, trocam de celular a cada dez messes e jogam as baterias no lixo, enquanto criticam o aquecimento global, isso quando não reclamam da falta de consciência dos outros.
Não adianta reclamar, colocar a culpa nos outros ou comemorar o Dia da Árvore, Dia do Meio Ambiente, plantando uma árvore no pátio da escola, ou fazer cartazes PRESERVE O MEIO AMBIENTE. Essas atitudes fazem por alguns minutos se ter a consciência de proteção ambiental e estímulo de mudança. Contudo, ninguém mudará seu modo de vida. Temos que “cair na real” que é necessária a preservação do meio ambiente. Devemos ter um pensamento global, porém, com uma ação local, mudando alguns hábitos, como aqueles que nossos pais reclamavam quando éramos crianças.

 

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