TREMOR
Institutos diferem na escala, entre 4,3 e 4,7 graus
Terremoto deixa milhares
de ingleses sem energia
Um terremoto de pelo menos 4,3 graus de intensidade na escala Richter
atingiu várias áreas do condado de Kent, no sudeste da Inglaterra,
e deixou milhares sem energia elétrica. O tremor, que ocorreu às
8h18 (5h18, em Brasília) de ontem e durou apenas alguns segundos,
provocou alguns danos estruturais em paredes e chaminés de algumas
casas. O Corpo de Bombeiros informou ter recebido mais de uma centena
de chamadas para atender vários incidentes. A polícia, no
entanto, não reportou imediatamente baixas ou feridos.
O Observatório Geológico Britânico informou que se
trata do terremoto de maior intensidade desde o registrado em Dudley,
na região de West Midlands, centro-oeste da Inglaterra, em 2002.
Especialistas fornecem diferentes estimativas para o terremoto. O U.S.
Geological Survey aponta uma medição de 4,7 graus (Richter),
enquanto o Observatório Britânico estima 4,3 graus.
O tremor derrubou postes de energia e afetou milhares de residências,
mas a companhia de energia elétrica afirmou que o serviço
já foi restaurado para os usuários nas áreas de Folkestone
e Dover. Após o incidente, os residentes locais deram depoimentos
às estações de tevês locais.
ARÁBIA SAUDITA
Ministro diz que Islã é alvo de terroristas
O ministro do Interior da Arábia Saudita, Naif bin Abdul Aziz,
afirmou que o Islã é o verdadeiro alvo dos terroristas islâmicos,
que pretendem prejudicá-lo para que pareça uma religião
ruim perante o mundo.
Em declarações citadas pelo jornal saudita “Al Riad”,
Abdul Aziz pediu aos clérigos e às personalidades da Arábia
Saudita que se conscientizem de que o Estado em seu conjunto corre perigo,
principalmente a religião.
A entrevista foi veiculada um dia após as forças de segurança
sauditas terem desarticulado uma rede terrorista integrada por 172 pessoas,
as quais, entre outras coisas, pretendiam cometer ataques suicidas com
aviões contra poços e refinarias de petróleo, bases
militares e personalidades públicas.
Abdul Aziz confirmou que pelo menos uma das sete células desmanteladas
era dirigida por um saudita e acrescentou que a rede recebia apoio financeiro
tanto de dentro da Arábia Saudita como de fora do país.
O ministro saudita não confirmou se, entre os detidos, há
estrangeiros e membros ligados a grupos de outros países, mas afirmou
que “a luta contra estes grupos criminosos não terminou”.
IRAQUE
Carro-bomba
explode em
cidade sagrada
Um carro estacionado explodiu ontem perto de um dos principais santuários
xiitas da cidade sagrada de Kerbala, no Iraque. Há vítimas,
sendo 30 mortos e 50 feridos, segundo autoridades.
A explosão ocorreu às 19h (hora local), enquanto fiéis
dirigiam-se para as orações na mesquita Imã Hussein.
A cidade fica a 80 quilômetros de Bagdá.
Um atentado já havia atingido a mesma área em 14 de abril,
matando 47 pessoas.
INSURGENTES
EUA detém 17 supostos
membros da Al-Qaeda
As tropas americanas anunciaram a detenção de 17 suspeitos
de serem insurgentes no Iraque, durante buscas por integrantes da Al-Qaeda
ontem. A declaração veio um dia após o Pentágono
ter anunciado a captura de um dos terroristas mais importantes da facção.
Os EUA (Estados Unidos) usaram aviões de caça para destruir
caminhões-bomba descobertos na província de Anbar e conduziram
buscas no sul de Bagdá que apreenderam armas de insurgentes, aparentemente
importadas do Irã por insurgentes, segundo o Exército americano.
Autoridades americanas e iraquianas em Bagdá se recusaram a comentar
sobre Abdul Hadi al-Iraqi, 46, capturado sexta-feira enquanto ia ao Iraque,
provavelmente enviado por líderes terroristas no Paquistão
para assumir um importante cargo no Iraque.
O grupo insurgente assumiu a responsabilidade por alguns dos ataques mais
mortíferos no Iraque, incluindo o bombardeio do ano passado de
uma mesquita xiita em Samarra, que desencadeou retaliação
sectária.
Após ficar detido pela CIA por meses, al-Iraqi foi levado à
Guantánamo, de acordo com o Pentágono.
O militante iraquiano é acusado de planejar ataques na fronteira
entre Paquistão e Afeganistão contra tropas dos EUA, e de
liderar uma tentativa de assassinato ao presidente do Paquistão,
o general Pervez Musharraf, e autoridades americanas.
FOTOLEGENDA:
Uma réplica de um barco viking pegou fogo na doca de Skeppsbron,
nas proximidades do Castelo Real, na parte antiga de Estocolmo, na Suécia.
Não houve feridos no incidente, que destruiu completamente a embarcação.
Segundo o porta-voz do departamento de bombeiros Ulf Larsson, houve dificuldade
em combater as chamas devido à impossibilidade dos bombeiros de
subirem a bordo. Havia risco do barco afundar.
AFEGANISTÃO
Talibãs libertam francesa seqüestrada
Um grupo talibã afirmou ontem ter libertado a voluntária
francesa capturada no sudoeste do Afeganistão há mais de
três semanas junto com um companheiro também francês
e mais três afegãos, segundo um comunicado divulgado em seu
site.
A nota diz que a mulher foi libertada no distrito de Maiwand, na província
de Kandahar, no sul do país. Agora os talibãs esperam “uma
boa resposta do governo e do povo da França” sobre a retirada
de suas tropas, acrescenta o texto.
O grupo também anuncia uma extensão de uma semana no prazo
dado ao governo francês para cumprir a exigência de retirada
das suas tropas no país, em troca da libertação dos
quatro outros reféns.
O ultimato, que venceu ontem, foi ampliado porque “atualmente há
eleições na França e a população está
concentrada no processo” de sucessão, alegam os talibãs.
Os rebeldes acrescentam que, libertando a refém, esperam “que
o governo francês retire suas tropas do Afeganistão e construa
uma boa relação com o Talibã”.
PROTESTO
A polícia prendeu 600 pessoas ontem na segunda noite de confrontos
na capital da Estônia por causa da retirada de um polêmico
monumento em homenagem à ação do Exército
Vermelho na Segunda Guerra Mundial. A noite de conflitos deixou 96 feridos.
A Rússia reagiu irritada à retirada do monumento. Disse
que a polícia usou força excessiva para reprimir os manifestantes
e exigiu que a Estônia investigasse a morte de um cidadão
russo durante os protestos.
A Estônia diz que a estátua se tornou uma ameaça à
ordem pública e um foco para os nacionalismos russo e estoniano.
Os que protestam contra a retirada têm sido principalmente jovens
de origem russa.
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