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SONEGAÇÃO
Secretário diz que maus contribuintes irão perder

Super-Receita apertará o
cerco, promete Rachid

A criação da Super-Receita, que unifica as secretarias da Receita Federal e da Previdência, aumentará o cerco aos sonegadores. O alerta é do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, em entrevista ao “O Estado de S.Paulo”. Segundo ele, serão detectados desvios com mais precisão a partir da criação de uma base de dados única. Assim, ele assegura: “A Super-Receita vai facilitar a vida do bom contribuinte e vai aumentar o cerco aos sonegadores”.
Rachid afirma que a fiscalização conjunta da Receita e da Previdência também vai aumentar a arrecadação, o que permitirá a redução da carga tributária.
“Com a unificação das duas secretarias, da Receita e da Previdência, podemos administrar todos os tributos federais, inclusive as contribuições previdenciárias, efetuar o controle aduaneiro, que é vital para o ambiente de negócios do País. A expectativa é de que a reestruturação tributária dará maior eficiência à atividade fiscal, garantido maior arrecadação, e, ao mesmo tempo, facilitará a vida do contribuinte”.
De acordo com o secretário, a unificação das bases de dados permitirá uma redução dos custos. Além disso, afirma que será aprimorado o centro de atendimento virtual ao contribuinte, que auxilia no repasse de informações da situação fiscal.

CARGA TRIBUTÁRIA
Impostômetro chega a R$ 300 bi dia 1º

O Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) marcará no feriado de terça-feira, 1º de maio - Dia do Trabalhador, à 0h20, R$ 300 bilhões em impostos pagos pelos brasileiros em 2007. Em 2006 este valor foi alcançado dez dias mais tarde, em 11 de maio.
Desde 21 de abril de 2005, o Impostômetro - instalado no Centro de São Paulo - mostra a arrecadação em tempo real. Durante todo o ano de 2005 o equipamento marcou R$ 731,8 bilhões. Em 2006 os impostos pagos chegaram a R$ 812,7 bilhões.
Para 2007 a estimativa é de que o Impostômetro marque mais de R$ 900 bilhões. “A diferença em relação ao total arrecadado no ano passado é de quase R$ 100 bilhões, muito mais do que os R$ 37 bilhões previstos com a CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira]. Gostaríamos de apelar ao presidente, que tem uma grande sensibilidade com as classes menos favorecidas, as mais prejudicadas com os impostos, sobre a necessidade de encontrarmos uma situação adequada para extinguir ou mesmo reduzir a CPMF”, constata o presidente da ACSP, Alencar Burti.
O Impostômetro também pode ser visualizado na internet, no portal www.deolhonoimposto.org.br.

IMPOSTO DE RENDA
Cerca de 6,5 milhões de contribuintes deixaram para entregar a declaração do Imposto de Renda 2007, ano-base 2006, em cima da hora. O prazo final termina amanhã e, a exemplo dos anos anteriores, não deverá ser prorrogado.
A Receita mais de 17 milhões de declarações. Na internet a entrega pode ser feita pelo site da Receita Federal (www.receita.gov.br). Quem preferir o disquete deve deixá-lo nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Já o formulário de papel precisa ser entregue nas agências dos Correios. Deve declarar quem teve rendimentos tributáveis superiores a R$ 14.992,32 em 2006.

ESTADOS UNIDOS
Crescimento
é o menor
em 4 anos

Exportações fracas e a contínua desaceleração dos gastos com construção de moradias ajudaram a reduzir o ritmo de crescimento da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre para o patamar mais fraco em quatro anos, mostrou relatório do Departamento de Comércio sexta-feira.
O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA cresceu 1,3%, na taxa anualizada, nos três primeiros meses do ano. A expansão ficou pouco acima da metade do ganho de 2,5% registrado no quatro trimestre do ano passado e abaixo dos 1,8% estimados por analistas de Wall Street.
Essa foi a menor expansão do PIB desde o crescimento de 1,2% registrado nos três primeiros meses de 2003.
O crescimento dos EUA vem se reduzindo desde o fim do ano passado, sob o impacto do setor imobiliário, em que houve um aumento no número de inadimplências de empréstimos, especialmente no segmento de financiamentos de alto risco.


ISENÇÃO
Renúncia previdenciária
deve crescer 17% em 2008

As renúncias concedidas às micros e pequenas empresas, a entidades filantrópicas e a exportadores agrícolas devem somar ao menos R$ 14,767 bilhões em receitas da Previdência Social em 2008. O valor é 16,7% superior à previsão feita para 2007 e corresponde a quase 10% da receita previdenciária estimada para o próximo ano.
Para 2008, o projeto de LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) enviado pelo governo ao Congresso projeta déficit previdenciário de R$ 44,217 bilhões. Sem as renúncias, o rombo da Previdência cairia para R$ 29,450 bilhões em 2008.
No ano passado deixaram de entrar para o caixa da Previdência R$ 11,250 bilhões em renúncias. A maior parte da renúncia previdenciária de 2008 é voltada para as empresas que fazem parte do Simples (sistema simplificado de pagamento de tributos). Os micro e pequenos empresários serão beneficiados com R$ 6,640 bilhões, 4,29% de toda a receita previdenciária estimada. Só que as projeções feitas pelo governo ainda não levam em conta que a partir do segundo semestre deste ano entrará em vigor o Supersimples, elevando o valor da renúncia.
As entidades filantrópicas não precisarão pagar R$ 5,270 bilhões ano que vem referentes à isenção da cota patronal da contribuição previdenciária. Outros R$ 2,322 bilhões em renúncias atendem os exportadores agrícolas.
A região mais beneficiada é a Sudeste, porque concentra o maior número de empresas e entidades filantrópicas.

 

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