ESTRADA DO COLONO
Os laudos dos peritos ainda serão enviados a um juiz antes do veredicto
final
Processo de reabertura está com o Ibama
Os laudos que podem reabrir a Estrada do Colono, trecho de aproximadamente
17 quilômetros que liga Serranópolis do Iguaçu a Capanema,
respectivamente oeste e sudoeste do Paraná, estão nas mãos
do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis) para emissão de parecer.
Por enquanto, a Advocacia-Geral da União, que representa o instituto
no processo, não apresentou avaliação sobre a análise
realizada em julho, em que peritos desvinculados das partes envolvidas
no processo observaram a possibilidade de reabertura da estrada. “Depois
de feita a análise, o processo será avaliado pelo juiz,
que terá tempo indeterminado para a verificação,
devido à complexidade da causa, para emitir um veredicto”,
explicou o advogado dos municípios favoráveis à reabertura,
Muriel Martynychen.
“O que foi pleiteado pelos municípios é que o Parque
[Nacional do Iguaçu] e o Ibama respondam algumas perguntas. Queremos
saber de que forma os recursos arrecadados pelo Parque são aplicados
e demonstrar que do pouco que é revertido, quase nada vai para
os municípios”, afirmou Muriel.
Conforme a PGE (Procuradoria-Geral do Estado), que representa o Estado
do Paraná no processo de reabertura, por ser um objeto de caráter
multidisciplinar, que considera aspectos ambientais e sociais, é
impossível dizer quando sairá um resultado. O governo do
Estado se mostrou contrário à reabertura.
A Estrada do Colono corta o Parque Nacional do Iguaçu e ficou aberta
entre os anos de 1953 e 1955, período em que o parque já
se encontrava legalmente constituído. Em 1986 o Ministério
Público Federal entrou com ação para o fechamento
da estrada, que ficou reaberta entre o fim da década de 1990 e
2001, quando foi fechada pelo Ibama sob alegação de que
o tráfego seria prejudicial ao ecossistema da região.
PALOTINA
Semana Pedagógica
terá início terça-feira
A Semana Pedagógica de Palotina será aberta terça-feira
e se estenderá até 7 de fevereiro. Este ano, o evento terá
diversas atividades para professores e atendentes. “A Semana Pedagógica
é um espaço organizado para que os professores e atendentes
possam participar de capacitações, palestras e cursos voltados
ao melhoramento dos mesmos no exercício de suas atividades no decorrer
do ano letivo”, disse a secretária de Educação,
Denise Destri.
A solenidade de abertura será no Teatro Municipal, e marca também
o início do ano letivo 2007. Em seguida será apresentado
o Plano Municipal de Educação, com uma palestra sobre o
currículo. À tarde uma integrante do Conselho Estadual de
Educação falará sobre o Ensino Fundamental de nove
anos.
Quarta-feira os professores se reunirão na Escola Municipal Joaquim
Monteiro Martins Franco. Os docentes do Ensino Fundamental participarão
de atividades lúdicas, e os da educação infantil
farão parte de uma oficina de Musicalização.
Calendário escolar
A secretária Denise Destri informou ainda que as aulas na rede
municipal de Palotina terão início no dia 8 de fevereiro
e o término será em 14 de dezembro. Neste calendário
estão previstos todos os recessos, feriados, datas de cursos e
uma semana de atividades recreativas, desportivas e culturais.
MÁ CONSERVAÇÃO
Dnit afirma que estragos já estavam previstos e só devem
aumentar
Um ano após o tapa-buraco,
BR-163 volta a ter problemas
“A rodovia está muito melhor do que antes, quando a gente
levava horas para ir de uma cidade a outra, mas realmente alguns buracos
voltaram a aparecer”. Esta é a avaliação de
caminhoneiros e usuários do trecho de 63,3 quilômetros da
BR-163, entre Marechal Cândido Rondon e Guaíra, incluído
no Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas,
o chamado tapa-buraco, realizado pelo governo federal no ano passado.
Cerca de 3% a 4% já se encontram em deterioração.
A estimativa é do engenheiro e chefe de infra-estrutura do Dnit-PR
(Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte do Paraná),
Marcelo Leal Gasino, que avalia que em até dois anos essa extensão
pode aumentar para 8%.
“O que fizemos na BR-163 foi um trabalho de conservação
de caráter emergencial. Roçamos o mato próximo às
placas, fizemos uma operação tapa-buracos e cobrimos a rodovia
com três centímetros de asfalto, para evitar que a água
infiltrasse e continuasse a deteriorar a pista”, explicou.
Segundo Gasino, o ideal para uma maior durabilidade do trajeto seria a
restauração da pista, o que exigiria uma análise
aprofundada das características estruturais da rodovia e englobaria
o recorte de alguns trechos e a construção de acostamentos,
hoje inexistentes na extensão recapeada.
“O custo da restauração gira em torno de R$ 40 milhões
a R$ 60 milhões. Já no programa emergencial, foram gastos
R$ 8,8 milhões”, lembrou o engenheiro.
Recuperação
A liberação dos recursos para licitar o projeto de restauração
dos mais de 60 quilômetros da BR-163 entre Marechal Cândido
Rondon e Guaíra, já está em fase de análise.
“Abriremos um contrato maior, em que a empresa dará conta
da construção de acostamentos e intersecções.
Esperamos fazer isso até o próximo ano. Por enquanto, o
Dnit está licitando um contrato de conservação mais
amplo, para melhorar a manutenção do trecho”, explicou
o chefe de infra-estrutura do Dnit, Marcelo Leal Gasino.
A pista, que liga o Paraná ao Mato Grosso do Sul, não possui
acostamento e o mato dificulta a visibilidade das placas. Na análise
do Dnit, a área restaurada na rodovia possui quatro afundamentos
localizados - em que o asfalto se deforma para os lados -, um segmento
com buracos e uma fissura. A pista encontra-se em estado de atenção.
SEM FISCALIZAÇÃO
Peso excessivo é apontado
como causa para desgaste
O principal motivo apontado por motoristas para o retorno das falhas na
BR-163 na extensão entre Marechal Cândido Rondon e Guaíra
é o excesso de peso das carretas, que, muitas vezes, extrapolam
a carga permitida. “Tem caminhão com carga que passa de 60
toneladas. Aí a rodovia não agüenta. O que falta é
mais conscientização”, opinou o caminhoneiro Fernandes
da Costa.
A agricultora Arlete Reis, moradora de área vizinha à estrada,
cobrou maior fiscalização no trajeto: “Tinham que
encontrar uma alternativa para barrar o excesso de peso”.
Para o caminhoneiro Antônio Soares Silveira, com os caminhões
passando do limite, não há trecho que suporte: “Se
não tomarem uma providência, a pista só vai ficar
pior”.
O motorista Marcos Alberto Anklan contou que no trajeto reparado não
há fiscalização. “Nenhuma balança está
pesando os caminhões. Desse jeito a estrada vai ficar ruim”.
O chefe de Infra-Estrutura do Dnit-PR, Marcelo Leal Gasino, reconhece
que não há balança no trecho, mas afirmou que um
controlador de peso está previsto para ser instalado em meados
deste ano. “Quando a estrada foi construída, na década
de 1970, não existia ponte em Guaíra. Naquela época,
o peso dos caminhões também era menor, assim como o tráfego
que se esperava por lá, o que contribuiu para uma deterioração
mais rápida da estrada”.
PERSONAGEM:
“Tem que barrar o excesso de peso”
Arlete Reis, agricultora
“A rodovia não agüenta”
Fernandes da Costa, caminhoneiro
“Sem balança a estrada ficará ruim”
Marcos Anklan, caminhoneiro
“Sem providência, a pista ficará pior”
Antônio Silveira, caminhoneiro
Ficha Técnica
A BR-163 liga os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná,
Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará, e é usada não
só como rota comercial e de escoamento no trajeto de Marechal Cândido
Rondon a Novo Mundo (MS), como, principalmente, na extensão que
liga as regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil. A rodovia integra
o centro-norte, Centro-Oeste e Sul do País e é asfaltada,
do sul para o norte, de Tenente Portela (RS) a Guarantã do Norte
(MT). No Paraná, a rodovia se divide em 597,4 quilômetros
de trechos de responsabilidade do governo federal e do governo do Estado.
Reforma do recape
Outra via que passou por revitalização foi a PRT-163, que
liga Cascavel ao sudoeste do Estado. De acordo com o superintendente regional
do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Milton Podolak, houve restauração,
recomposição e revestimento em 67 quilômetros de asfalto
entre os municípios de Lindoeste e Capitão Leônidas
Marques no período de fevereiro a dezembro do ano passado. Para
a reparação da via, foram gastos R$ 16 milhões.
Há pouco tempo, porém, parte da rodovia nas proximidades
de Capitão Leônidas Marques iniciou o processo de desgaste
e abertura de buracos. Segundo Milton, o problema ocorreu ainda durante
a execução dos trabalhos. “No momento da obra realmente
surgiram alguns problemas, mas os trechos onde surgiram os buracos foram
logo recuperados”, explicou.
Assim como na BR-163, usuários da rodovia estadual apontam o excesso
de peso dos caminhões como motivo para a deterioração.
“Quando você sai para a estrada sempre pega flagrantes de
abuso de cargas”, contou o estudante Eduardo Lima dos Santos.
Hoje a balança funciona de segunda a sexta-feira, por oito horas
diárias. O superintendente afirmou que, para evitar esse problema,
será feito concurso para a contratação de mais 13
pessoas para operar na balança no posto rodoviário em Lindoeste,
hoje com quatro pessoas, que funcionará 24 horas.
|