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SEGURANÇA – Caixas-eletrônicos fazem leitura das veias da mão

Bancos já adotam a biometria

O Bradesco e o Itaú, os dois maiores bancos privados do Brasil, decidiram reforçar o combate às fraudes no saque de dinheiro, tirando do papel projetos que dificultam a ação de criminosos. Neste mês, os primeiros caixas eletrônicos com sensores para leitura da mão começaram a ser implantados pelo Bradesco em São Paulo e no Rio. O Itaú se prepara para seguir o exemplo.
Além da exigência de senhas alfanuméricas, chips, chaves de segurança e frases secretas, o correntista do Bradesco já pode usar as veias da própria mão para comprovar sua identidade.
Tecnicamente, os especialistas chamam de "biometria" o uso de características físicas e comportamentais (impressões digitais, por exemplo) em mecanismos de identificação. A introdução da biometria em caixas eletrônicos neste ano coloca finalmente o que já foi instrumento de ficção científica no dia-a-dia do brasileiro.
O Bradesco, maior banco privado do país, inaugurou neste mês terminais de auto-atendimento com sensores que lêem as veias da mão de seu cliente para evitar crimes. Outros bancos também estão investindo em pesquisa na área, mas tratam o assunto com cuidado estratégico.
O Itaú confirmou a futura implantação de tecnologia biométrica, mas evitou dar detalhes, como a data de estréia e as características da tecnologia. O Unibanco fez testes recentes com reconhecimento da íris.
O uso de biometria por bancos foca, principalmente, o aumento na segurança. O Bradesco já possui 40 terminais em São Paulo e dez no Rio com seu "PalmSecure", um scanner desenvolvido pela empresa japonesa Fujitsu que captura uma imagem do padrão vascular da palma da mão.
Caso não haja rejeição por parte dos clientes, a previsão é configurar os 24 mil terminais no Brasil com leitor biométrico até o final de 2010.

Governo descarta dividir
o CPMF com os estados

Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Guido Mantega (Fazenda) afirmaram que o governo não está disposto a mudar nenhuma medida no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) por causa da chiadeira dos Estados.
Segundo Mantega, o governo não irá "mexer no PAC ou na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) para flexibilizar a dívida dos Estados" nem dividir contribuições que, hoje, não são partilhadas com os governadores, como a CPMF - o chamado imposto do cheque.
"Queremos ajudar de outra maneira", disse Mantega em Davos (Suíça). "Faremos transferência de recursos com os investimentos programados." Segundo o ministro, os governadores precisam avaliar o volume de investimento que será feito pela área federal e escolherem o querem. "Não dá para ter o omelete e os ovos inteiros ao mesmo tempo."
Paulo Bernardo disse não ver sentido em repartir com os Estados parte da arrecadação da CPMF quando for negociar sua prorrogação. "Quero entender por que temos de fazer isso. Por que em qualquer medida tributária que for aprovada no Congresso os governadores têm de pegar um pedaço?"
Desde o lançamento do PAC, governadores estão reivindicando que a União transfira aos Estados um pedaço da receita da CPMF, que anualmente rende mais de R$ 32 bilhões.

PREVISÃO
Taxa de juros poderá
chegar a 9% em 2010

Se fosse possível congelar a situação econômica dos mercados em todo o mundo, inclusive no Brasil, não seria demais dizer que a taxa Selic, usada como parâmetro pelas instituições financeiras praticarem suas próprias taxas, poderá chegar a 9% em 2010. O cenário, traçado pelo economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, leva a uma taxa real de juros nunca vista na história do País.
"Desde setembro de 2005, o Copom reduz sistematicamente a taxa Selic a cada reunião, o que tem variado é o ritmo. Já foi 0,25 pp (pontos percentuais) no começo, depois 0,75 pp, depois 0,50 pp e agora foi 0,25 pp novamente. Eu acho que essa vai ser a trajetória até encontrar um nível que seria de uma taxa de equilíbrio. E o Brasil terminaria o mandato do presidente Lula com taxa Selic por volta de 9% ou 10%, no máximo, que seria uma taxa real de juros da ordem de 5% a 6%, que será, sem dúvida, a mais baixa da história recente do país", registrou o ex-ministro.
Maílson ressaltou, no entanto, que essa trajetória de declínio depende de fatores, inclusive externos, como o preço do barril do petróleo, a possibilidade de uma crise mundial que redundaria numa redução do fluxo de recursos para o Brasil, e uma conseqüente desvalorização cambial. Fatores que, como bem recordou o ex-ministro, fazem pressão sobre a inflação.

 

 

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