Gasto exagerado
Enquanto muito provavelmente milhares de brasileiros irão passar
a virada do ano dormindo em aeroportos, a exemplo do que ocorreu no Natal,
o presidente Luiz Inácio Lula vai estar festejando a posse do seu
segundo mandato às custas do dinheiro da população.
“Preocupado”, o presidente disse que a posse será humildade,
com custo de “apenas” R$ 1,16 milhão. E, de fato, pelo
que se planeja, não haverá nada de muito espalhafatoso,
mas o gasto é exagerado. Considerando que o PT gastou R$ 104 milhões
para reeleger o presidente Lula, os dois valores, somados, representam
quase o dobro do que a União destinou para resolver o caos nos
aeroportos. E não conseguiu.
Mas com esse dinheiro é possível fazer muito mais coisas.
Considerando, por exemplo, o Bolsa-Família, cujo valor máximo
é de R$ 95, com os R$ 105 milhões “torrados”
pelo presidente seria possível beneficiar 92.105 família
no período de um ano. Apenas com o dinheiro da posse, cerca de
R$ 1,16 milhão já seria possível atender cerca de
1 mil famílias.
Esses não exemplos comuns para mostrar o quando se desperdiça
dinheiro em um País com tantas diferenças sociais. No caso
da posse, especificamente, o agravante é por se tratar de dinheiro
público.
Lembra muito a política do “pão e circo” da
Roma antiga, quando César promovia espetáculos no Coliseu
e fornecia pão à massa faminta para que ela não se
rebelasse contra o governo.
O Brasil, no caso, tem seu caos nos aeroportos, crise na saúde,
crescimento ínfimo diante de outros países de menor potencial
e expressão, estradas abandonadas, políticos aumentando
exageradamente seus salários, salário mínimo baixo
e tantas outras situações degradantes.
Lula ganhou do povo o dinheiro de governar por mais quatro anos. A pesquisa
SDS/Hoje feita recentemente mostra que a população está
dividida entre a confiança de um bom segundo mandato, com a desconfiança
de que ele será pior. A política do “pão e
circo” não funciona para sempre.
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