VELHO NADA
Aceitar a perda na quantidade é o primeiro passo para uma atividade saudável
Sexo melhora qualidade
de vida na terceira idade
Para ter uma vida saudável na terceira idade sexo é fundamental. Apesar da diminuição da freqüência das relações, normal com o passar dos anos, envelhecer não significa a perda das habilidades e do prazer.
O assunto é um dos itens do livro Como Transformar a Terceira Idade na Melhor Idade, do geriatra Luiz Freitag, um dos fundadores da seção São Paulo da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. "Você não vai ter sexo com a mesma intensidade que tinha aos 30 anos", explica.
Para o especialista, aceitar a perda na quantidade é o primeiro passo para uma atividade saudável. Nessa etapa, valores como intimidade, companheirismo e carinho desempenham papel importante para acompanhar as alterações do corpo. E o melhor de tudo, garante Freitag, é que o sexo faz bem e não tem contra-indicações.
A obra também traz informações sobre outros temas relacionados ao idoso, com informações sobre alimentação, remédios e exercícios físicos adequados para o envelhecimento com qualidade. Segundo o geriatra, o ideal é se preparar a partir dos 35 anos, reforçando os cuidados com a saúde para prevenir doenças. "O idoso tem que ser abordado com os problemas que tem nessa fase e não ser considerado uma criança envelhecida", determina Freitag.
EPIDEMIA GLOBAL
25 de setembro: Dia Mundial do Coração
A Sociedade Européia de Cardiologia definiu como epidemia global e crescente a mortalidade por doenças cardiovasculares, em geral, e pelo infarto agudo do miocárdio, em especial. De acordo com as estimativas da entidade, nas próximas três décadas a incidência da doença irá quase dobrar globalmente, passando de 85 milhões de incapacitações anuais registradas em 1990, para 160 milhões em 2020. “O mais alarmante desta estimativa é o fato de que 80% dessas ocorrências recairão sobre os países em desenvolvimento, grupo no qual o Brasil está incluído”, afirma a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva.
Em 2005, a Sociedade Brasileira de Cardiologia apresentou, durante o seu congresso anual, os resultados da pesquisa Projeto Corações do Brasil. O estudo foi centrado no levantamento dos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
O aumento das doenças cardiovasculares em países em desenvolvimento resulta de três fatores principais: a queda da mortalidade por doenças infecciosas que aumenta a expectativa de vida; mudanças no estilo de vida associadas à urbanização nas nações em desenvolvimento e, em especial, à susceptibilidade genética de certas populações expostas anteriormente a situações de privação, com seleção de genes que favorecem o estoque de energia e obesidade. “Estamos vivendo mais, adoecendo menos por causas infecciosas e sobrevivendo incautamente, expondo-nos de maneira ingênua a dietas aterogênicas e hipercalóricas associadas à inatividade física, ao tabagismo e ao estresse da vida moderna”, diz a nutróloga.
Segundo a pesquisa, os principais fatores de risco modificáveis para a saúde do coração do brasileiro são:
- Hipertensão Arterial: 28,5% dos brasileiros são hipertensos;
- Glicose elevada: 9% dos brasileiros têm glicemia;
- Obesidade: 34,5% dos brasileiros têm sobrepeso e 22,5% são obesos;
- Tabagismo: 24,2% dos brasileiros fumam regularmente;
- Sedentarismo: 83,5% dos brasileiros não fazem qualquer tipo de exercício físico;
- Gorduras no sangue: 14% dos brasileiros têm triglicérides acima de 200mg/dL e 21% deles têm colesterol acima de 200mg/dL;
- Bebidas alcoólicas: 13% dos brasileiros fazem uso diário do álcool e 77% o consomem de uma a três vezes por semana.
A alimentação e a prevenção
Nas últimas décadas, a globalização da produção e a indústria alimentícia têm disponibilizado uma grande quantidade de alimentos ricos em gordura, baratos, saborosos e de péssima qualidade nutricional. Além de não atender às necessidades nutricionais dos indivíduos, esses alimentos são, na maioria, pobres em fibras e micronutrientes, altamente calóricos e ricos em gordura saturada e gordura hidrogenada. Dicas para prevenir o aparecimento de doenças cardiovasculares:
- comer com menos sal para prevenir e favorecer o controle da hipertensão arterial;
- atingir e manter um peso ideal, pois a obesidade é claramente um dos maiores fatores de risco para o coração;
- manter o diabetes sob controle, pois ele é seguramente o outro maior fator de risco para o coração;
- evitar alimentos ricos em colesterol e evitar as dietas hipercalóricas. Gorduras elevadas no sangue não costumam causar sintomas e podem passar despercebidas;
- acrescentar à dieta duas porções de peixes por semana, principalmente aqueles ricos em gordura benéfica, os famosos ômega-3;
- substituir o leite e seus derivados integrais por desnatados;
- trocar a manteiga e a margarina cremosa comum pelas versões menos calóricas e sem as gorduras hidrogenadas, requeijão light, queijo branco ou ricota;
- evitar o consumo de banha de porco, bacon, gordura de coco e azeite de dendê;
- retirar a pele do frango antes do cozimento;
- dar preferência aos óleos vegetais (soja, milho, canola e oliva);
- consumir alimentos com maior quantidade de fibras, como grãos e cereais integrais, verduras, legumes e frutas.
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