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ELEIÇÕES
Candidato do PPS aposta no segundo turno

Rubens diz que haverá
surpresas na apuração

Para Rubens Bueno, candidato a governador pelo PPS, haverá surpresas na apuração dos votos. O candidato acredita que “muita coisa vai mudar” até a data do pleito e disse que “muita gente” ainda vai decidir em quem votar para governador do Paraná. Bueno lembrou do referendo sobre o desarmamento realizado em 2005. “As pesquisas apontavam uma coisa e o resultado foi completamente diferente”, comentou o candidato logo após o debate da Rede Paranaense de Televisão, realizado na noite de terça-feira.
Rubens criticou a forma de atuação do atual governo e a falta de investimentos em alguns setores.
O candidato da Coligação Voto Limpo (PPS-PFL) apresentou vários tópicos do seu plano de governo, a começar com a preocupação com o saneamento básico, que terá parcerias com o governo federal para a recuperação de bacias hidrográficas, o tratamento de água e uma política ambiental séria. A recuperação dos lixões e da balneabilidade das praias também terá prioridade.

RETA FINAL
Osmar recebe apoio
em Telêmaco Borba

A chegada de Osmar Dias a Telêmaco Borba ontem mobilizou a população e líderes políticos da região. Mais de 100 veículos participaram de uma grande carreata pelas ruas principais da cidade com a presença do presidente da Câmara de Vereadores, João Ernesto Ribeiro, dos vereadores Mario César Marcondes e Fátima Ribeiro e do diretor da Faculdade de Telêmaco Borba, Wilson Tim Barbosa, que também preside o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município.
“O Paraná não teve secretário da Agricultura tão bom quanto o Osmar Dias, por esse histórico todos os sindicatos o apóiam. Sabemos que ele será o melhor governador deste Estado”, afirmou Barbosa.
A população também aproveitou a presença de Osmar para criticar a falta de investimentos na região dos Campos Gerais, onde estão localizados seis dos municípios mais pobres do Estado. Reserva, Imbaú, Cândido de Abreu, Ventania, Curiúva e Tibagi fazem parte dos 279 municípios paranaenses que registram IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) abaixo da média nacional. “Com programa de desenvolvimento da agricultura local e investimento na infra-estrutura de setores como saúde, educação e transportes faremos o que o atual governo não conseguiu realizar em oito anos de mandato”.
“Investir em saúde, educação e segurança e implantar projetos regionais de desenvolvimento são os primeiros passos para mudar a realidade destes municípios. Não podemos admitir que nossos municípios paguem um preço tão alto, num estado de riquezas como o Paraná”, afirmou Osmar Dias.

REQUIÃO
Adur diz que meta é a
vitória no primeiro turno

Cerca de 2 mil voluntários que defendem um novo mandato ao governador licenciado Roberto Requião participaram da Chamada Geral para definir a estratégia da última semana da campanha eleitoral. A ofensiva Me Chama que Eu Vou estabeleceu como “meta a vitória já no primeiro turno”, anunciou o secretário-geral Renato Adur.
A Chamada Geral, na Sociedade Thalia, em Curitiba, teve como objetivo motivar os voluntários para intensificar as ações na Região Metropolitana de Curitiba. Participaram da reunião todos os coordenadores da campanha.
“Neste momento precisamos mostrar a nossa capacidade de multiplicação de votos. Que cada um aqui consiga multiplicar o número de apoios alcançados até este momento”, conclamou Adur.
Para garantir o sucesso da empreitada, ele orientou todos “a recordarem que o governo Requião é marcado pela transparência e na reconstrução do Estado”.
“Historicamente Curitiba tem o maior índice de indeciso e votos em branco. Vamos mudar este fato e trazer os eleitores para a campanha de Requião”, destacou.
Adur encerrou o pronunciamento destacando que a reunião de domingo, 1º de outubro, será para comemorar a vitória, “após um trabalho árduo, firme e decidido”.


FOTOLEGENDA:
A Amic (Associação das Micros e Pequenas Empresas do Oeste) encerrou ontem a série de participação de candidatos de Cascavel à Assembléia Legislativa e à Câmara Federal. A última a ser ouvida foi Rosimeri Tomé, candidata a deputada estadual pelo PPS. Ela defendeu propostas para o Aeroporto Regional, duplicação da BR-277 de Cascavel a Medianeira, jornada de seis horas de trabalho aos profissionais da saúde do Paraná, apoio às micros e pequenas empresas e regulamentação do contraturno escolar, entre outros assuntos.

 

REPRESENTATIVIDADE
Votos brancos e nulos também prejudicam

Excesso de candidaturas
diminui número de eleitos

Os números não mentem: quanto maior o número de candidatos, menor é o saldo de eleitos na região oeste. Cascavel é o maior exemplo de que o excesso de candidaturas pode trazer sérios prejuízos, tanto que em 2002 nenhum candidato a deputado estadual conseguiu a eleição.
O Movimento por Mais Representatividade Política, liderado pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) e que congrega outras entidades classistas, fez um levantamento das últimas três eleições e deixa um ponto de interrogação quanto à possibilidade de sucesso dos candidatos a deputado estadual, principalmente, no pleito de domingo.
O quadro mostra que nas eleições de 1994 a região oeste teve 37 candidatos inscritos e apenas sete foram eleitos. Em 1998 o número de candidatos caiu para 33 e os eleitos subiram para nove. Na última, em 2002, novamente o número de candidatos cresceu para 39 e a quantidade de eleitos caiu para seis. Cascavel, que teve o maior número de candidatos, não elegeu ninguém.
Este ano a Capital do Oeste novamente apresenta o maior número de candidatos: 13 no total. No TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a região oeste tem 37 candidatos aptos a concorrer ao pleito de domingo.
Na disputa para deputado federal o número menor de candidatos aumenta as chances de eleição de representantes. Em 1994 foram 24 candidatos e três eleitos. Em 1998 o número de representantes subiu para quatro, com 21 concorrentes e, em 2002, seis foram eleitos dos 17 que concorreram, sendo três de Cascavel. Este ano a região tem 15 candidatos a deputado federal.
Os números do Movimento por Mais Representatividade Política também mostram que o número de votos em branco e nulos pode influenciar no resultado. Em 2002, por exemplo, foram desperdiçados 32 mil votos em Cascavel, que, distribuídos entre os candidatos com maior votação do Município, poderia representar a eleição de três deputados estaduais e mais um federal. Em todo o oeste, foram registrados 322.076 votos em brancos, nulos, abstenções ou em legendas, contra 417.172 em 1998 e 297.113 em 1994.


O movimento
O Movimento Por Mais Representatividade Política lançado em 2005 com o objetivo de mostrar ao eleitor a importância de eleger representantes locais. Foram realizados adesivaços, encontro com candidatos e teatro, com a encenação da peça Democracia, vista por mais de 4 mil alunos. Também foi realizada uma campanha publicitária de conscientização do eleitor.

 

PARTIDOS
Cláusula de barreiras
afetará a arrecadação

A norma que restringe o direito ao pleno funcionamento parlamentar aos partidos políticos com maior representatividade nas urnas, conhecida como “cláusula de barreira”, existe desde 1995, ano em que foi aprovada a Lei 9.096 (Lei dos Partidos Políticos). A regra, contudo, só será aplicada plenamente depois da proclamação dos resultados da eleição geral para a Câmara dos Deputados deste ano, conforme previsto nas disposições transitórias da lei.
Os partidos políticos funcionam nas Casas Legislativas por intermédio de bancadas, que devem constituir seus líderes de acordo com o estatuto do partido, as disposições regimentais das respectivas Casas e a Lei dos Partidos Políticos.
Parlamentares eleitos pelas legendas que não conseguirem atingir a cláusula de barreira terão atuação restrita na Câmara dos Deputados. Sua atuação estará limitada às votações em plenário e aos discursos na tribuna. Eles não poderão ser convocados para integrar comissões permanentes, temporárias ou de inquérito.
Em seu artigo 13 a lei dispõe que tem direito a funcionamento parlamentar, em todas as Casas Legislativas para as quais tenha elegido representante, o partido que, em cada eleição para a Câmara dos Deputados obtenha, no mínimo, 5% dos votos válidos (não computados os brancos e os nulos), distribuídos em, pelo menos, um terço dos estados, com um mínimo de 2% do total de cada um deles.
Os partidos que não ultrapassarem a cláusula de barreira poderão veicular um programa em cadeia nacional, em cada semestre, com duração de dois minutos. Em contrapartida, os partidos que atingirem a cláusula de barreira terão direito a um programa em cadeia nacional e de um em cadeia estadual por semestre, com duração de 20 minutos cada um.
O fundo partidário também terá mudanças. Depois das eleições serão apenas duas cotas: uma, de 1%, distribuída, em partes iguais, a todos os partidos com estatutos registrados no TSE (tribunal Superior Eleitoral); e outra, de 99%, distribuída entre os partidos que ultrapassarem a cláusula de barreira, proporcionalmente aos votos obtidos na eleição geral para a Câmara dos Deputados (artigo 41 da Lei dos Partidos Políticos).

 

 

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