TERRORISMO
Arábia Saudita diz que não tem evidências da morte
Paquistão garante que
Bin Laden está vivo
A embaixada da Arábia Saudita em Washington divulgou ontem um comunicado dizendo não ter evidências de que Osama bin Laden, líder da rede terrorista Al-Qaeda, está morto, como noticiado pelo jornal francês "L'Est Republicain". "As informações sobre o assunto divulgadas são puramente especulativas e não podem ser verificadas independentemente", diz a nota.
O "L'Est Republicain" afirmou que Bin Laden morreu de tifo em agosto, no Paquistão. A doença teria causado a paralisia parcial de seus membros inferiores e, por causa do seu isolamento, o líder terrorista não conseguiu se tratar.
A notícia teria sido transmitida pelo serviço secreto saudita à inteligência francesa, que avisou ao governo. O documento confidencial contendo essa comunicação vazou para a imprensa.
Os serviços de inteligência e o Ministério do Interior do Paquistão não dão credibilidade à informação publicada pelo jornal francês. O ministro do Interior paquistanês, Aftab Khan Sherpao, disse que "o relatório sobre a morte de Osama bin Laden é totalmente infundado".
Um responsável pelos serviços secretos paquistaneses disse que "pela informação obtida de vários dirigentes detidos da Al-Qaeda e do grupo afegão Taleban é possível sustentar com convicção que Osama bin Laden, seu braço direito Ayman Al-Zawahiri e o ex-chefe do regime taleban, mulá Mohammad Omar, estão vivos e escondidos em algum lugar entre o Afeganistão e o Paquistão".
VENEZUELA
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou ontem que pode convocar referendo para aprovar reeleição por tempo indeterminado, mesmo que a oposição participe da disputa presidencial no país. Segundo Chávez, se algum golpe estiver sendo planejado, o referendo será convocado imediatamente.
"Se fizessem uma armadilha, eu o convocaria de imediata. Se a normalidade se impor, se a oposição participar nas eleições e aceitar o resultado, isso poderá ser discutido na metade do período ou mais adiante", disse.
Chávez também mandou um recado a seus opositores, que boicotaram as eleições de 2005 com a retirada de dois candidatos da disputa presidencial dois dia antes do pleito.
"O melhor a fazer é que continuem com sua campanha, participem nas eleições e respeitem os resultados", afirmou.
O presidente venezuelano busca a sua reeleição para um período de seis anos. De acordo com pesquisas na Venezuela, Chávez tem uma intenção de voto por volta dos 50%. |