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BOLÍVIA X BRASIL
Ministro suspende resolução que afeta a Petrobras

O novo ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, suspendeu temporariamente uma resolução assinada por seu antecessor, Andrés Soliz, que afetava a Petrobras e tinha sido criticada pelo governo brasileiro, segundo relatórios oficiais divulgados ontem.
O Ministério de Hidrocarbonetos divulgou nova resolução, firmada por Villegas no dia 18, que deixa sem efeito a aplicação de uma medida anterior, que outorgava à estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), o monopólio do comércio de hidrocarbonetos líquidos produzidos pelas refinarias da Petrobras.
A medida firmada por Soliz contra a Petrobras estava baseada no decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos emitido em maio pelo presidente Evo Morales, provocando uma dura reação e advertências de represálias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A crise levou à renúncia de Soliz, dia 15, e à designação de Villegas, que até então era o ministro de Planejamento do Desenvolvimento.
Segundo o texto da nova resolução, a YPFB ainda não pode assumir o controle desse negócio “enquanto se consolida” sua situação econômica, para que possa cumprir todas as obrigações derivadas dessa medida.
O documento explica que os recursos da YPFB são insuficientes porque outra resolução, assinada por Soliz no mesmo dia de sua renúncia, ampliou os prazos para que a Petrobras, a hispano-argentina Repsol YPF e a francesa Totalfinaelf façam seus novos pagamentos referentes ao tributo de 32% criado em virtude da nacionalização.
Neste mês, a YPFB recebeu das três petrolíferas US$ 64,6 milhões pela vigência do tributo em maio e junho.
Ao assumir o cargo segunda-feira, Villegas disse que a resolução para controlar o negócio de refino só estava “congelada” porque a Petrobras iria ceder.
Na terça e quarta-feira Villegas se reunirá com executivos da Petrobras em La Paz. Em 9 de outubro ele se encontrará com o ministro da Energia e Minas do Brasil, Silas Rondeau.

SUPERMERCADOS
Evento reúne 90 expositores da região oeste do Paraná
Apras estima R$ 20 milhões
em negócios na convenção

A 9a Convenção Regional de Supermercados, promovida pela Apras (Associação Paranaense de Supermercados) Regional Oeste, deve movimentar R$ 20 milhões em negócios no setor. A estimativa é do presidente da entidade, Rubens Beal. “A perspectiva é de fechar até R$ 20 milhões em negócios, já que esta é a maior feira regional do Estado”, explica. A convenção está sendo realizada no Centro de Eventos de Cascavel e encerra hoje.
O objetivo da convenção é promover a geração de negócios entre os fornecedores, supermercadistas e expositores da região oeste. “Esperamos que com o maior número de expositores e de estrutura da feira possamos ter um resultado melhor que o do ano passado”, afirma o gestor de vendas Gediel Vargas Carlotto.
A mesma expectativa é confirmada pelos expositores César Iores e Pedro Pegoraro, que avaliam ser de extrema importância o contato com o cliente, o que reflete diretamente nos negócios.
Segundo os organizadores, esta edição teve um crescimento de 120%, com a participação de 90 expositores, sendo investidos cerca de R$ 400 mil entre o espaço, montagem, infra-estrutura, mão-de-obra, produtos, etc.
Durante a convenção também são realizadas diversas palestras voltadas ao setor mercadista.
O Paraná está na quinta posição do ranking nacional com uma participação de 6,5% de toda a venda do setor no Brasil. Os supermercados paranaenses faturaram R$ 7,5 bilhões em 2005 e esperam que neste ano o setor acumule um faturamento de R$ 7,8 bilhões, um crescimento de 4% em relação ao último ano.

 

 

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