COMERCIALIZAÇÃO
Valor contempla 30% da produção nacional nesta safra
Trigo terá R$ 450 milhões
A queda no preço do trigo levou o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) a destinar R$ 450 milhões do orçamento das operações de crédito para medidas de apoio à comercialização da safra de trigo 2008/2009. Esse valor contempla até 1,7 milhão de toneladas do cereal, o que representa 30% da produção nacional nesta safra.
O objetivo da medida é garantir o preço mínimo ao produtor rural, que é de R$ 28,80 por saca de 60 quilos (R$ 480 a tonelada), e evitar o comprometimento da renda do setor. A decisão de apoio ao trigo se deve à recente queda de preço da commodity no mercado internacional e ao início da colheita no Paraná, conjuntura que derrubou as cotações internas em 23% no último mês.
Estão previstas operações de AGF (Aquisição do Governo Federal), ou seja, compra direta do produtor ou cooperativa, além da oferta de contrato de opção de venda e leilões de PEP (Prêmio de Escoamento de Produto) e de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor), com escoamento do trigo das regiões de produção para o Norte e o Nordeste. Dessa forma, a necessidade de importação de trigo nessas regiões será reduzida. As operações terão início em setembro no Paraná, estado que já está com a colheita em andamento.
Bovespa
Favorecido pelo dia positivo nas bolsas americanas e européias, o mercado acionário brasileiro teve um dia de recuperação significativa ontem. Profissionais de mercado também destacaram a notória "caça de oportunidades", com investidores buscando ações baratas, após três dias de perdas e queda acumulada de quase 9% somente neste mês (até o pregão de terça-feira).
O Ibovespa, principal termômetro dos negócios da Bolsa, teve ganho de 2,13% e alcançou os 55.519 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,58 bilhões.
O dólar comercial foi cotado a R$ 1,622 na venda, em declínio de 0,61%. A taxa de risco-país marca 248 pontos, número 0,40% mais alto que a pontuação anterior.
Aposentados
O teto dos juros que os bancos podem cobrar nos empréstimos consignados aos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) continuará em 2,5% ao mês, pelo menos por enquanto. Em reunião ontem, o CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social) decidiu manter o atual teto de juros.
O CNPS manteve as atuais condições de uso do cartão de crédito consignado pelos segurados do INSS.
Salário médio
O salário médio pago no Paraná entre janeiro a julho de 2008 aumentou 3,2% em relação ao pago em igual período do ano passado. O valor recebido pelos trabalhadores contratados com carteira assinada foi de R$ 635,77, enquanto nos primeiros sete meses de 2007 a média salarial no Estado era de R$ 616,27.
O setor que mais contribuiu para o aumento do salário médio dos paranaenses foi a agropecuária. Os trabalhadores rurais perceberam um aumento de 10,1% na renda média, em relação aos contratados no ano passado. O valor passou de R$ 483,11 em 2007 para R$ 531,86 no ano passado.
IPARDES
Estudo traça
dados do
oeste do PR
O Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) apresentou ontem, em Foz do Iguaçu, o mais completo estudo sobre o potencial da região oeste do Paraná. O levantamento traz dados e análises sobre a formação e ocupação do território, crescimento e distribuição da população, agropecuária, indústria e agroindústria, emprego formal, serviços e comércio, infra-estrutura técnico-científica, tríplice fronteira, royalties e turismo. O objetivo do estudo é subsidiar políticas de desenvolvimento para a região.
Assim como o Paraná, a região oeste, quando analisada no conjunto dos municípios paranaenses, é diversa e desigual.
Em 2005, no espaço oeste, estavam instalados 17 dos 300 maiores estabelecimentos industriais do Paraná, segundo o faturamento. Esses estabelecimentos foram responsáveis por 55,80% do valor adicionado fiscal industrial da região, num universo de 2.913 estabelecimentos.
A localização dos maiores estabelecimentos é a seguinte: sete em Cascavel, três em Toledo, e os outros sete estabelecimentos se distribuem em sete municípios - Cafelândia, Marechal Cândido Rondon, Palotina, Medianeira, Matelândia, Céu Azul e Itaipulândia.
A estrutura criada no oeste ampara principalmente a atividade agroindustrial, predominante na espacialidade, que possui, em 11 destes municípios, agroindústrias cooperativadas dedicando-se ao abate de suínos, bovinos e outras reses, abate e processamento de aves, preparação de carnes, sistema integrado de produção (ração-granjas-abatedouros), produção de óleos e gorduras vegetais, produção de trigo, laticínios e leite e processamento de mandioca.
O estudo sobre o oeste do Paraná pode ser acessado na página do Ipardes, endereço www.ipardes.gov.br.
EM 2009
Orçamento prevê mínimo de R$ 464,72
A proposta de Orçamento para 2009 prevê aumento do salário mínimo para R$ 464,72. Os números foram divulgados pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A inflação oficial encerrará o próximo ano em 4,5%, centro da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Essa projeção de inflação é mais baixa que os 6,4% previstos para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para 2008.
A proposta de Orçamento leva ainda em consideração um crescimento de 4,5% da economia, desempenho inferior aos 5% de expansão do PIB (Produto Interno Bruto), projetados para 2008. A previsão é de taxa média de câmbio de R$ 1,71 por dólar e Selic no fim do ano a 13,50%.
Os juros básicos, segundo a proposta, deverão encerrar 2009 em 13,5% ao ano. Essa taxa é inferior aos 14,07% projetados para o fim de 2008.
O projeto de lei orçamentária, entregue ao Senado, estabelece recursos de R$ 119,1 bilhões em investimentos em 2009, R$ 23,3 bilhões a mais que os R$ 95,8 bilhões disponíveis em 2008.
As receitas primárias foram estimadas em R$ 808,9 bilhões e as despesas sem considerar gastos com juros, em R$ 750,9 bilhões. Para o Programa de Aceleração do Crescimento, o Orçamento destina R$ 21,244 bilhões. Os investimentos de estatais no programa estão previstos em R$ 50 bilhões.
POLÍTICA
DEM chama projeto de marketing eleitoral
Oposição critica reforma
proposta pelo governo
O governo entregou aos presidentes da Câmara e do Senado seis sugestões para reforma política em meio a críticas da oposição de que as propostas não passam de “peça de marketing” em pleno processo eleitoral.
As seis sugestões do anteprojeto, para o qual o governo espera contribuições, versam sobre lista fechada, financiamento público de campanha, fidelidade partidária, inelegibilidade, coligações e cláusula de barreira. Pela lista fechada, os partidos preordenam seus candidatos e o eleitor vota na legenda e não mais no político individualmente.
A proposta de financiamento público de campanha veda qualquer doação privada e estabelece que os recursos venham do Orçamento Geral da União. Em relação à fidelidade partidária, a proposta do governo estabelece exceções para mudança de legenda fora do período eleitoral. Sobre inelegibilidade, a sugestão é que candidatos condenados em decisões colegiadas não possam concorrer.
As coligações ficariam vedadas nas eleições proporcionais, mas permitidas nas eleições majoritárias. A cláusula de barreira cria um desempenho eleitoral mínimo para que partidos políticos exerçam mandatos nas Câmaras federal, estaduais e distritais.
“O interesse do governo é contribuir para desbloquear o sistema político”, disse Tarso Genro após entregar as sugestões de reforma política.
Apesar do posicionamento, o governo deixou o Congresso à vontade para discutir e votar os pontos consensuais. Se até o fim do ano a Câmara e o Senado concordarem com alguns desses itens, o Executivo enviaria um projeto formal de reforma política.
ÓRGÃOS FEDERAIS
TCU propõe medidas para
combater lavagem de dinheiro
O TCU (Tribunal de Contas da União) fez recomendações a órgãos e entidades públicas federais que realizam atividades relacionadas ao combate à lavagem de dinheiro no Brasil. O objetivo é aprimorar a atuação estatal nessa área. A decisão decorre de auditoria operacional que avaliou a estrutura e as ações da União relacionadas ao tema. O TCU detectou que falta interação entre os órgãos responsáveis por ações de prevenção e combate a esse tipo de crime.
A fiscalização examinou a sistemática de identificação de operações suspeitas por instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional. Verificou também como se dá a comunicação dessas operações para o Conselho de Controle de Operações Financeiras, órgão central de inteligência financeira. A auditoria identificou que a falta de regulamentação da coordenação do Sistema Brasileiro de Inteligência dificulta a interação entre os diversos órgãos envolvidos no combate à lavagem de dinheiro.
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