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RADAR
Acumulado

Ninguém acertou as dezenas do concurso 793 da Mega-Sena. O próximo prêmio, quarta-feira, deve pagar R$ 3,7 milhões, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal. As dezenas sorteadas foram: 03, 15, 16, 33, 51 e 57. A quina teve 62 acertadores e a cada um caberá o prêmio de R$ 10,3 mil.

Vacinação
Em todo o Paraná foi prorrogado o prazo da segunda etapa da campanha de vacinação contra poliomielite. Os pais que ainda não vacinaram seus filhos terão a oportunidade de fazê-lo até sexta-feira. Em Cascavel a vacina está disponível nas unidades básicas de saúde.

Exposição
O humor das charges de Wanderley Damasceno será a próxima atração do “Projeto Vida e Arte em Movimento”, desenvolvido com o apoio da Fundação Assis Gurgacz. Cerca de 40 obras, entre charges e pinturas em óleo sobre tela, estarão expostas no hall da Câmara Municipal de Cascavel. A abertura da exposição será no dia 4 de setembro.

Atraso
Novamente as obras da duplicação da PRT-467, entre Cascavel e Toledo, não foram concluídas dentro do prazo. A nova pista segue bloqueada e não tem previsão para serem liberadas ao tráfego. A realização de pequenas obras complementares foi o que motivou mais esse atraso, de acordo com o DER (Departamento de Estradas e Rodagem).

Liberado
Sem fiscalização, a maioria dos postos de combustíveis de Cascavel voltou a ser ponto de encontro de jovens, que consomem bebidas alcoólicas nos estabelecimentos sem qualquer restrição, embora a prática seja proibida. No ano passado uma força tarefa fez uma série de blitz nos postos e conseguiu coibir os abusos por alguns meses. Mas como não houve seqüência na fiscalização, ficou tudo liberado.

 

Carta do leitor

Meus amigos,
É com muita satisfação que eu acompanho o trabalho de vocês pela internet. Até dezembro do ano passado, eu, na qualidade de assinante do jornal, não perdia um lance. Transferi-me aqui para o sul da Bahia, porém, mesmo à distância, acompanho o cotidiano da cidade de Cascavel pela sua ótica isenta deste jornal. Em tempo: o senhor Moacir Maria é mesmo um sujeito persistente. E o povo daqui da região morre de curiosidade de saber quem é o candidato tucano à Câmara Federal - Alfredo Kaefer - pois o meu carro leva estampado no vidro traseiro um adesivo de sua campanha. Presente dos amigos e companheiros do PSDB de Cascavel. É uma pena que não possa votar aqui para ele que é uma ótima opção para o eleitorado da região oeste do Paraná. Abraços e continuem nessa linha editorial. A seriedade e a honestidade ainda se traduzem em credibilidade e isto é uma qualidade rara na imprensa nacional.

José Inglêz da Silva

EDITORIAL

 

Para lavar a alma
O povo brasileiro vive um período de conturbação. Elegeu políticos que agora estão saqueando o dinheiro público, através de maracutaias sem fim e ainda é obrigado a vê-los na televisão pedindo votos para continuar no Congresso e, consequentemente, seus golpes.
O brasileiro também está amedrontado com tanta violência. Cascavel, por exemplo, até bem pouco tempo considerada uma cidade pacata, hoje está insegura, refém da bandidagem e contabilizando recorde de homicídios, numa escalada jamais vista.
Ainda estamos sob o desgosto da eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo. Não apenas pela eliminação, mas pela maneira com que os jogadores de portaram. Com raras exceções, foi um desastre total.
Mas ontem foi um domingo memorável, daqueles que merecem ser lembrados por um longo período, que fez o brasileiro sorrir, sentir-lhe orgulhoso as mazelas que tanto o incomodam.
Acordamos ao som do hino nacional, com a histórica vitória de Felipe Massa na Fórmula 1. Há dois anos que o Brasil não subia ao ponto mais alto do pódio, justamente num esporte que o brasileiro assiste com nostalgia, lembrando os tempos do saudoso Ayrton Senna.
Mais tarde vibramos com a virada sensacional da Seleção Brasileira de Vôlei sobre a França – enfim a vingança – e o sexto título Mundial da modalidade. Essa sim é uma seleção que representa fielmente o povo brasileiro, criativo e guerreiro. Se o Bernardinho fosse o técnico da seleção de futebol, imaginaram? Ele pode até não ser um expert na tática, mas certamente teríamos o time mais guerreiro do planeta.
Por fim, o torcedor cascavelense tem um motivo a mais para comemorar. A Serpente voltou a dar um bote certeiro na Segunda Divisão do Campeonato Paranaense. Apenas três pontos a separam do retorno à elite do futebol do Paraná. Era o que faltava para o domingo ficar completo e, pelo menos, hoje, quando retornamos à rotina, temos bons motivos para sorrir.

 

Opinião

Está faltando ziriguidum

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga e mora em Londrina - mlucia@sercomtel.com.br        

Muitas pessoas têm comentado que não encontram eleitores de Luiz Inácio, em que pese todas as pesquisas apontarem o candidato e presidente como imbatível já no primeiro turno. Familiares, amigos, vizinhos, conhecidos, desconhecidos, gente humilde, gente endinheirada, ninguém assume o voto no petista. Até seus ex-adeptos se dizem decepcionados. O que transparece são queixas, indignação, temor de um segundo mandato. Entretanto, a cada pesquisa LILS sobe e já apresenta seu plano de governo para 2022, com reiteradas promessas que não cumpriu no atual mandato. Uma delas o crescimento de 6% do PIB (Produto Interno Bruto) que aconteceria naquela longínqua data.
Se as pesquisas traduzem a realidade, o que muita gente duvida, isso se deve a alguns fatores já exaustivamente apresentados e repetidos, mas que valem à pena serem recordados:
Primeiro, não existe oposição ao PT.
Segundo, há quase quatro anos o presidente usa e abusa dos meios de comunicação, notadamente, da tevê.
Terceiro, a partir do início deste ano o candidato e presidente esbanjou “bondades”.
Quarto, Luiz Inácio foi superprotegido por todos os partidos.
Na verdade, pouquíssimos parlamentares do PSDB e do PFL se destacaram nas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) como verdadeiros oposicionistas. Entre eles, o senador Alvaro Dias, o deputado Gustavo Fruet e alguns outros parlamentares capazes de demonstrar coragem e ostentar brio e equilíbrio diante da difícil tarefa de enfrentar a tropa de choque do PT no Congresso. Os petistas de tudo fizeram para evitar as CPIs e, depois, quando as Comissões foram instaladas, abateram-se, inclusive, sobre as testemunhas.  Eles utilizaram suas habituais táticas, capitaneados pela estridente senadora Ideli Salvati: gritar, desclassificar, afrontar, constranger, distorcer, intimidar.
O governo do PT teve um grande êxito: a compra da base aliada acabou por desmoralizar o Congresso como um todo, e esse pilar da democracia emergiu como uma aberração imoral. Vieram à tona falcatruas e negociatas feitas por homens e mulheres que foram eleitos para fiscalizar o Executivo e fazer as leis. Condenados no Conselho de Ética, os “mensaleiros”, com exceção de três, foram perdoados no plenário e saudados com grandes palmas. Um espetáculo nauseante, onde trapaceiros vencem. Alguns espertos renunciaram para não perder os preciosos mandatos, trampolins para as maracutaias de toda espécie. Ao final, salvaram-se praticamente todos. Eles voltarão, quem sabe, junto com os sanguessugas, perdoados pela sociedade e ungidos pelo grande companheiro presidente. Não é difícil que um João Paulo, um Luizinho e outros amigos de Marcos Valério consigam novo mandato. 
A mixórdia de imoralidades, porém, proveio do Executivo. Afluiu com o caso Waldomiro Diniz, homem-forte de José Dirceu, por sua vez homem-forte do presidente da República. Como ficou por isso mesmo, a quadrilha (termo usado pelo procurador-geral da República) foi adiante. Nem os dólares na cueca, nem os pedidos de justiça feitos pelos irmãos de Celso Daniel, abalaram a República dos companheiros. Impunes, delúbios e silvinhos, genoinos e paloccis continuam ser medo de serem felizes.
Enquanto isso, incólume, o presidente Luiz Inácio pairou sobre o seu partido e o seu governo como se não tivesse nada a ver com eles. Nem os crimes de seus auxiliares mais íntimos abalaram sua reputação. Bastou alegar que nada sabia, nada via e, por um decreto invisível, foi instaurado no País o cinismo institucionalizado, a mentira como norma, o desregramento como regra.
Sua Excelência contou especialmente com o apoio do PSDB e do PFL, que lhe foram de uma dedicação extrema. Enquanto isso, José Dirceu punha a culpa nas elites (leia-se, PSDB e PFL), e tratava de expulsar de suas hostes os companheiros mais ensandecidos pela fúria sagrada da causa.
A queda do agronegócio, o aumento da inadimplência, o declínio da produtividade industrial, os pesados impostos (sendo que a arrecadação bateu novo recorde), a corrupção estarrecedora, nada é capaz de abalar o prestígio de Sua Excelência, conforme as pesquisas. E Geraldo Alckmin, que poderia enfrentá-lo, está sendo cristianizado pelo PSDB, não conta com apoio efetivo do PFL, foi enjeitado pela cúpula tucana e está pessimamente assessorado.
Educado, inteligente, técnico, falando bem, expressando-se com objetividade, mostrando experiência política e administrativa através de sua carreira, o ex-governador de São Paulo parece bom demais para o Brasil. Dizem que lhe falta ziriguidum. Ora, o povo quer apenas ziriguidum e futebol. No mais, como justificou o ator e petista Paulo Betti: “Não se faz política sem sujar as mãos”. E olha que de mãos sujas esse governo do PT entende.

 

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