EDUCAÇÃO
Professores com curso pelo Iesde seriam beneficiados
Elevação de nível pode
ser garantida por lei
A Secretaria de Educação em conjunto com o Siprovel (Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel) está discutindo a possibilidade de mudar o plano de cargos e carreiras dos professores municipais por meio de um anteprojeto de lei que iria para votação na Câmara de Vereadores, visando facilitar a elevação de nível dos cerca de 100 professores que fizeram curso superior semipresencial pelo Iesde (Instituto de Estudos Sociais e Desenvolvimento Educacional), que não tem o curso reconhecido pelo Ministério da Educação. “A gente acrescentaria o curso de capacitação em serviço autorizado, como é o caso do Iesde, e não apenas o reconhecido, o que possibilitaria a elevação de nível destes professores”, afirma a presidente do sindicato, Sueli Góes.
O secretário de Educação, Vander Piaia, ressalta que a discussão é preliminar e não há nada de concreto. “Existe uma movimentação para mudar o plano de cargos e carreiras para tentar a elevação dos professores formados pelo Iesde, mas não há nada definido. O que a gente está procurando é um ponto de equilíbrio”, finaliza.
De acordo com Sulei, a Secretaria de Educação tem até o final do próximo ano para cumprir as metas da década da educação, que visa a formação superior de todos os professores da rede pública municipal de ensino.
Transgênicos
Produtos analisados não
apontam irregularidades
Os resultados das primeiras análises feitas para verificar a quantidade de transgênicos nos produtos a base de soja apontou que as amostras verificadas não apresentam irregularidades. A informação é do coordenador do grupo de rotulagem de organismos geneticamente modificados do Paraná, Álvaro Miguel Rychuv. Segundo ele, os resultados só não foram divulgados porque as amostras cumprem as exigências da lei.
De acordo com o coordenador, das mercadorias coletadas, dez apresentam percentual de insumos transgênicos abaixo de 1%. As outras oito aguardam pela liberação dos laudos pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), responsável por avaliar os produtos.
Rychuv explica que, até agora, as empresas alimentícias estão seguindo a lei que determina a indicação no rótulo dos produtos que contenham mais de 1% de transgênicos na composição. “Coletamos novas amostras no início de julho, mas o nosso plano é estender a análise para outros alimentos que tenham organismos geneticamente modificados”, complementa.
A fiscalização é um trabalho conjunto que envolve a Seab (Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná), a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde do Paraná), as regionais de saúde, o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) e o Procon.
Procedimento
Para o recolhimento das amostras foram destacadas as regionais de saúde do Estado. Segundo a responsável pela vigilância sanitária da 10ª Regional, Roselane Langer, em Cascavel apenas uma marca de farinha a base de soja foi recolhida. “A determinação veio da Secretaria de Saúde. Em cada seção um tipo de produto com insumos transgênicos foi coletado”, esclarece.
Roselane afirma que será agendado um encontro para alertar os comerciantes sobre as restrições e os cuidados que se devem tomar ao adquirir mercadorias com organismos geneticamente modificados. De acordo o fiscal do Procon Edmilson Naitzk, os estabelecimentos que tiverem produtos irregulares nas gôndolas serão autuados e terão os produtos recolhidos.
ENEM
Redação e interpretação foram os mais difíceis
Cerca de 9,7 mil alunos realizaram ontem em Cascavel a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os exames foram realizados na Unipan, Unipar, Unioeste e nos colégios Eleodoro, Wilson Jofre e Washington Luiz. A maioria dos alunos estuda em escolas pertencentes ao Núcleo Regional de Cascavel. Contudo, de acordo com a empresa contratada para realizar a prova, Cascavel recebeu inscrições de pessoas de Curitiba e até de São Paulo.
O Enem ganhou importância depois que o Governo Federal instituiu a prova como uma das exigências para o aluno se inscrever ao Prouni, Bolsa que custeia de forma parcial ou integral os estudos de universitários de baixa renda. E a possibilidade de se enquadrar ao Prouni foi o que motivou a grande maioria dos alunos a participar do Exame Nacional.
Os candidatos tiveram o prazo das 13h às 17h para responder as questões. Muitos candidatos reclamaram que a prova estava muito difícil. Redação e interpretação de texto foram as campeãs de reclamação.
O candidato de Cascavel João Lara é um dos que mais reclamaram. A dificuldade foi tanta que João deixou de fazer a redação. “Estava tudo muito difícil”, disse Lara. Quem também encontrou dificuldades para responder as questões foi Géssica Gonçalves, de Corbélia. Ela fez a redação, mas achou o tema - sobre a problemática e a importância da leitura - muito difícil para ser abordado.
Candidatas como Heloiuze Guissado, de Vera Cruz do Oeste; e Edinéia Bordin, de Cascavel, também foram unânimes em responder que tiveram dificuldades para responder a prova. “Eu me salvei na redação”, disse Edinéia, ressaltando que não foi bem nas questões de geografia e história.
A discordância é de Giancarlo Delai da Silva. Para ele, a prova exigiu muita concentração, mas nada que pudesse levá-lo ao desespero. “Não estava difícil para quem se preparou”, respondeu Silva, frisando que acredita ter saído se bem.
FOTOPERSONAGENS
“Estava tudo muito difícil”
João Lara
“Não estava difícil para quem se preparou”
Giancarlo da Silva, estudante
“Tema difícil para ser abordado”
Géssica Gonçalves, estudante
“Eu me salvei em redação”
Edinéia Bordin, estudante |