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TRAGÉDIA – Causas do acidente ainda não desconhecidas

Avião cai nos EUA e
mata 49; um sobrevive

Um avião da companhia aérea regional americana Comair - subsidiária da Delta Air Lines - caiu a cerca de 1,6 quilômetro do aeroporto da cidade de Lexington, no Estado de Kentucky, às 6h07 (horário local, 7h07 em Brasília), pouco depois de decolar.
As primeiras informações dadas pela Administração Federal de Aviação eram de que todas as 50 pessoas a bordo haviam morrido, mas logo depois foi divulgado que há pelo menos um sobrevivente, o qual foi levado em estado grave para o hospital da Universidade de Kentucky.
O vôo 5191 da Comair era realizado por um jato Bombardier CRJ-100, que levava 47 passageiros e três tripulantes para Atlanta. Segundo Don Bornhorst, presidente da companhia aérea, a aeronave foi comprada em janeiro de 2001 e, ontem, a manutenção regular foi feita. O tempo de vôo do avião era de 14,5 mil horas.
As causas do acidente ainda não foram apuradas. O local da queda é de difícil acesso. O aeroporto de Blue Grass ficou fechado por três horas depois do acidente.

ACORDO
Hezbollah aceita a força de
paz, mas não o desarmamento

O Hezbollah aceita o envio da Finul (Força Interina das Nações Unidas no Líbano) ao sul do país, mas não entregará suas armas, segundo afirmou ontem o líder do grupo terrorista, Hassan Nasrallah. "Não há qualquer problema com a Finul desde que sua missão não seja voltada a desarmar o Hezbollah", disse.
Entretanto, o líder acrescentou que, se as tropas libanesas encontrarem membros do grupo armados, podem recolher as armas. "Caso o exército libanês encontre qualquer pessoa armada, tem o direito de confiscar suas armas", afirmou.
Nasrallah comentou também que o Hezbollah está negociando uma troca de um prisioneiro com Israel. De acordo com ele, o porta-voz do Parlamento libanês, Nabih Berri, está intermediando as conversas, das quais a Itália e a ONU (Organização das Nações Unidas) parecem interessadas em participar.
Hoje, chega a Beirute o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para discutir com líderes libaneses o envio e o posicionamento de cerca de 15 mil soldados no sul do país.

 

Grupo armado
liberta jornalistas

O jornalista norte-americano Steve Centanni, 60, e o cinegrafista neozelandês Olad Wiig, 36, da rede de televisão americana Fox News, foram libertados ontem após 13 dias de seqüestro em Gaza.
Os dois foram seqüestrados no último dia 14 pelo grupo armado palestino Brigadas da Sagrada Jihad, que os capturaram também em Gaza. Um carro deixou os jornalistas num hotel, segundo testemunhas.
O anúncio da libertação foi feito pelo Ministério do Interior da ANP (Autoridade Nacional Palestina) e precedido por outro da "Fox News", que negociou a libertação de seus funcionários.
Pouco antes da libertação dos seqüestrados, a organização radical afirmou num vídeo exibido pela Al Jazira que os dois haviam se convertido ao islamismo para salvar suas vidas.

VIOLÊNCIA
Ataques em Bagdá deixam 18 mortos

Pelo menos 18 pessoas morreram ontem no Iraque e 63 ficaram feridas em diferentes ataques perpetrados, sobretudo em Bagdá, enquanto mais de 500 líderes de diferentes grupos étnicos iraquianos se comprometeram a reforçar um processo de reconciliação nacional.
Segundo a Polícia, no mais violento dos atentados morreram nove pessoas e 20 ficaram feridas na explosão de uma bomba em uma região central de Bagdá.
A bomba, aparentemente escondida em um veículo que estava estacionado, explodiu quando passava uma patrulha policial nas imediações do hotel Meridien na rua Sadun, uma das mais movimentadas do centro da capital.
Quatro policiais de uma unidade responsável pela segurança em estradas morreram em uma emboscada no oeste da cidade de Kirkuk, 250 quilômetros ao norte de Bagdá.
Segundo a Polícia, o veículo no qual viajavam os quatro agentes foi parado por homens desconhecidos na estrada que une Kirkuk a Tikrit. Mais tarde, esses homens assassinaram os agentes.
Ainda segundo a Polícia, duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas também em Bagdá devido à explosão de um carro-bomba que se encontrava no estacionamento da sede do jornal "Al-Sabah", pertencente a um grupo de mídia controlado pelo Governo iraquiano.

AUSTRÁLIA
Homem que estuprou mulher
15 vezes vai a julgamento

Um médico de Adelaide, na Austrália, está sendo julgado por abusar e estuprar sua mulher de 29 anos, 15 vezes enquanto ela dormia. A mulher toma remédios fortes contra insônia, que a impede de acordar, de acordo com o jornal The Australian.
A australiana acordava com hematomas no corpo e quando perguntava ao marido, ele colocava a culpa no remédio. O homem, patologista em um hospital da cidade, está sendo processado por 15 acusações de estupro e três de agressão indecente.
O patologista teria fotografado a mulher enquanto a estuprava ou inseria objetos no ânus e na vagina dela, durante o período de 2002 e 2003. "Eu acordava com hematomas e pensava 'O que aconteceu aqui?'", disse.
Em seu depoimento, a mulher disse que seu marido justificava os hematomas dizendo que ela "se mexia demais" durante o sono. Uma manhã em 2003, a australiana acordou mais cedo e notou que seu marido havia saído para fumar e deixou o computador ligado. "Ao ligar o monitor eu vi um arquivo com um nome estranho e pensei 'que diabos é isso?'".
Ela chamou a polícia e mostrou as fotos. Três dias depois ele foi preso. O julgamento ainda está em andamento.

 

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